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17 julho 2011

Thalita Rebouças: Uma "fazedora" de livros!

Acabo de ler esse texto da Thalita Rebouças no O Dia Online. Quem não sabe, a Thalita atingiu nesta semana a incrível marca de 1 milhão de exemplares vendidos de seus 12 livros lançados.
Seu público? adolescente. Sim, o adolescente que pensa em sair com os amigos, namorados, ir ao cinema, passar horas na internet nas redes sociais, jogar irados games no computador ou em consoles moderníssimos, passear no shopping, frequentar festas... é uma vitória não só da grande Thalita, (mas também da leitura) que soube colocar todo esse mundo teen em suas páginas.
Quem diz que o jovem acha livro uma coisa chata? Não os divertidos livros da Thalita, essa escritora fofa, linda e inteligente. Até "gente grande" corre para ler os livros dela, pois é leitura para qualquer idade, afinal, um bom livro rompe todas as barreiras!
A Thalita conseguiu um feito incrível, vide a campanha ali ao lado, os escritores nacionais vendem muito menos que os estrangeiros, em solo brasileiro. É difícil ver algum brasileiro na lista de livros mais vendidos o país. Eu mesma estou mudando meus conceitos e pretendo conhecer melhor os novos escritores verde-e-amarelos.
Deixo aqui minha enorme admiração pela simpática Thalita (eu a vi de pertinho na Bienal do Livro no Rio, mas era IMPOSSÍVEL conseguir chegar perto dela, com tantos jovens a sua volta e a fila gigantesca - garanto: ela é linda e mega simpática).
Deixo também os parabéns a ela e um agradecimento de que seus livros trouxeram muitos jovens para o incrível mundo da leitura!
Aqui está o texto da Thalita que comentei no início da postagem, leiam e sorriam:


"Thalita Rebouças: Parece que foi ontem

Rio - Quando um adulto sem imaginação me perguntava “o que você vai ser quando crescer?”, eu nem pestanejava. Dizia, do alto dos meus 10 anos: “Vou ser dona de shopping”. É, eu queria um shopping só pra mim. Depois, botei na cabeça que bom mesmo seria ter uma boate. Só pra arrumar uma boa desculpa para dormir tarde, que era a coisa que eu mais gostava de fazer quando pirralha. Pensei também em ser astronauta, pra ter um foguete para chamar de meu. Enquanto sonhava com tudo isso, eu escrevia. Muito.
Fazia livrinhos que eu mesma ilustrava e me autodenominava “fazedora de livros”. Nem sabia que aquilo, que tanto me divertia, podia ser chamado de profissão. Até porque era só ter papel e imaginação. Houve um tempo em que eu também quis ser cantora do Trio Los Angeles e chacrete, mas vamos deixar isso pra lá.
Nunca deixei de escrever. Em diários, agendas, cadernos, guardanapos... O meu negócio sempre foi me expressar pela palavra escrita. Para uma adolescente tímida como eu, escrever era muito melhor do que falar. Quando me formei em Jornalismo, o contato diário com a Língua Portuguesa nas redações e assessorias de imprensa em que trabalhei trouxe de volta o sonho de criança. Sim, eu queria escrever um livro. Diz-se no Jornalismo que a matéria do jornal de hoje embrulha o peixe da feira de amanhã. Um livro não embrulha peixe. Um livro fica. E eu morria de medo disso.

Demorei para criar coragem, para dar a minha cara a tapa. Se não fosse o Carlos, amor da minha vida e meu maior incentivador, eu talvez continuasse sonhando. Apenas sonhando.
Lancei o meu primeiro livro há 11 anos e desde então
não parei mais. São 12 títulos publicados (seis deles em Portugal) e um milhão de exemplares vendidos. Atingi a marca no mês passado e ainda me surpreendo com ela. “Viver de literatura no Brasil? Impossível! Você vai morrer de fome!”, vociferou minha família quando contei a eles a ideia de transformar meu sonho em realidade. Superincentivo, não?
Parece que foi ontem que engoli a vergonha e subi numa cadeira na Bienal do Livro, no Rio, para anunciar, em altos brados, o ‘Traição entre Amigas’. Eu tinha amado escrever aquele livro, nada mais justo do que querer que fosse lido. De lá pra cá ganhei muitos leitores adolescentes, que me fazem a pessoa mais feliz do mundo. De verdade. Afinal, a concorrência
é grande, eu sei (Internet, games, TV) e o público juvenil, muito exigente. Ainda continuo escrevendo e sonhando, pois foi sonhando que descobri que eu era capaz de fazer o “impossível”. “Viver de literatura no Brasil? Impossível!

Thalita Rebouças é escritora"


Thalita, parabéns!!

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