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17 de outubro de 2011

A Bandeja - Qual Pecado Te Seduz?, Lycia Barros, Danprewan

A nova capa de A Bandeja: maravilhosa!
A Bandeja - Qual Pecado Te Seduz?
Série Despertares
Lycia Barros - Editora Danprewan
251 páginas - Ano de lançamento: 2010

Sinopse:
"A Bandeja conta a história de Angelina, jovem de 19 anos, que ao entrar para a universidade, inicia um apaixonado envolvimento amoroso com um de seus professores, Alderico - mais conhecido por Rico. Por conta de toda a avassaladora e descontrolada paixão que envolve esse relacionamento, Angelina começa a viver somente para Rico, colocando seus estudos, seus amigos, sua família, sua religião e até mesmo a si própria em segundo plano. Angelina é evangélica por tradição familiar e não exatamente por convicção religiosa. Porém, inesperadamente, tem um estranho sonho, cujas revelações possuem um forte e marcante significado, que ela somente conseguirá compreenderá mais tarde. Quando a grande verdade é revelada para Angelina no momento certo, ela finalmente compreende o que significa o amor de Deus em sua vida."


A primeira capa, da edição que possuo: os sonhos de Angelina.
Resenha:

Conheci o trabalho da Lycia através de sua indicação ao Codex de Ouro 2011 e assisti a alguns vídeos em seu canal no Youtube. Me interessei pelo livro, e depois de ver a simpatia da Lycia em pessoa na XV Bienal do Livro, minha vontade em ler A Bandeja cresceu. Tanto que só tinha dinheiro para comprar mais um livro e era exatamente o valor dele! Comprei autografado e ontem a noite iniciei minha leitura. Devorei o livro com tanta empolgação e só parei porque tinha de dormir. Acordei hoje e logo que pude,li o finalzinho.
O livro mexeu muito comigo. Não sei explicar. Me emocionei tanto que ao término quase chorei.
Não apenas pela emoção que a Lycia transmite de ponta a ponta, mas foi um momento de reflexão pessoal. Em vários sentidos, eu me lembrei de erros cometidos no passado muito parecidos com os de Angelina, a protagonista. Eu perdi a meus pais antes de me tornar adulta, estando desamparada e perdida, mergulhando num relacionamento amargo, aonde estive cega. Estive afundada em desespero. Hoje, superei tudo e graças a Deus que me enviou uma pessoa especial, me deu forças e iluminou minha vida.

A mensagem principal da Lycia para mim é de que não importa o quanto você tenha errado, não importa o quão grave tenha sido o seu erro, se você se arrepende e perdoa, você aprende e supera. Tenha fé em Deus.
Sim, este livro é cristão e sua mensagem é de fé e de bons valores. Coisas que acho que falta ao mundo. A sociedade deveria amar mais ao próximo e respeitar a Deus.
Este livro é sobre praticar o bem. Eu nunca havia lido um livro cristão antes. Não sou religiosa, não frequento mais igrejas, porém tenho muita fé e amor por Deus. Independente qual seja a religião do leitor, mesmo que ele não seja praticante ou até mesmo não possua uma, indico esse livro. Não com a intenção religiosa, até porque pessoalmente sou contra ficar tentando convencer alguém disso ou daquilo, respeito toda escolha da pessoa, desde que ela viva praticando coisas boas.
Mas este livro emocionará e agradará qualquer pessoa com sentimentos, que se emocione com conflitos humanos.

Lycia escreve maravilhosamente bem, com muita sensibilidade. Sua narrativa é agradável e ela trabalha em harmonia total com as palavras. Gostei demais de tudo, não tenho nenhuma reclamação a fazer. Desejo logo os outros de série Despertares.
Esse livro é lindo, maravilhoso. São pessoas reais, como você ou eu, como nossos familiares ou amigos, como as pessoas que passam por nós e nem sabemos quem elas são. Este livro simboliza a vida, as escolhas e caminhos que desejamos ou seguimos. Os erros e acertos que praticamos.

O tema central do livro pode parecer ser o romance, pode ser a religião. Para mim, é o direito do livre arbítrio e de todas as consequências que surgem a partir das escolhas. Da escolha entre a luz ou a escuridão que todos nós, independente de nossos problemas, fazemos todos os dias. Que nem sempre o caminho mais fácil é exatamente o correto. Que devemos refletir mais sobre nossos atos. Através da protagonista e os conflitos enfrentados por ela, refletimos sobre os nossos. É uma história sobre amor, respeito, perdão e evolução pessoal.

Angelina, é uma jovem que sempre viveu sob a proteção dos carinhosos pais em Petrópolis, RJ. Ela tem um irmãozinho e uma melhor amiga, que é quase uma irmã. Natasha, como a amiga é chamada, é gêmea de Dante, e ambos fazem parte da vida de Angelina, uma amizade verdadeira. Seus pais também são amigos, amiza vinda da igreja, local sempre frequentado por Angelina, uma boa cristã.
Sua vida muda radicalmente quando ela passa no vestibular e se prepara para estudar Letras no Rio de Janeiro (seria essa faculdade, a UFRJ? Acho que sim...). E o mais chocante, ela terá de morar sozinha, no alojamento para estudantes, logo ela que não vive sem os cuidados dos pais. A cidade também é muito diferente, toda a situação é nova: passará mais tempo sozinha e terá de ser mais responsável.
Sua companheira de quarto, que é uma velha colega de Petrópolis, se chama Michele. E para assustar ainda mais Angelina, é viciada em maconha, não possui uma vida regrada e vive trazendo as amigas exóticas e moderninhas para o quarto que dividem.
Angelina se sente deslocada, uma caloura perdida e amedrontada. Logo faz amizade com a família da faxineira da faculdade e se sente menos sozinha. Ela decide que estudará o máximo que conseguir, tentará tirar boas notas para se formar e ser uma ótima escritora. E além disso, promete aos pais que não perderá o foco, ignorando as tentações da vida universitária, passando longe das chopadas, festas e dos garotos assanhados.
Todos os planos mudam quando ela conhece o lindo, maravilhoso, charmoso professor Alderico. E ela fica abismada quando percebe o interesse dele por ela. Aquele homem perfeito sempre a rodeia com sorrisos e gestos encantadores. Ele tem 27 anos, uma ótima conversa e ainda por cima a respeita.
Claro que a Angelina se apaixona profundamente quando eles começam a namorar escondido. Todo o seu mundo muda e passa a girar em torno de seu sol: Rico. Ela esquece a família, os estudos, os amigos, a sua fé, a si própria. Será isso uma boa escolha?

Até onde perder sua autoestima e deixar de viver suas particularidades para estar somente com a pessoa amada é válido? Aonde amar essa pessoa acima de tudo está certo?
Angelina começa a ter sonhos frequentes e estranhos, numa floresta com muitas coisas e seres exuberantes e assustadores. Sempre o mesmo lugar, sempre uma bandeja, acontecimentos diferentes. Terão as escolhas dos sonhos ligações com as escolhas que tem feito na vida?
A história de Angelina e de todos os outros personagens é tocante, realista e humana. Grandes lições podem ser tiradas de um pequeno livro. E o principal: o livro é divertido e dinâmico. Entretem o leitor, mesmo que ele não absorva as boas mensagens nele contidas.
Por isso recomendo A Bandeja. Ele cumpre o papel principal de um livro: passar uma mensagem divertindo e emocionando.

Penso em futuramente adquirir a capa nova, que está um espetáculo. A capa original (de minha edição) é  uma cena dos sonhos enigmáticos que Angelina tem ao longo do livro. Esses sonhos dão um ar fantástico à história pois o leitor fica tentando adivinhar os simbolismos. Eu adorei quando li a última página e finalmente entendemos todos eles. Por isso gosto dessa capa. Talvez ela não seja muito comercial, no sentido de que um possível comprador, ao vê-la e não estar atencioso à sinopse, pode acabar imaginando se o livro é de terror, por causa da moça na floresta sombria, com o tema de pecados...
Não há como negar que a capa nova está muito melhor nesse sentido (parece banner de filme!) representando o romance e conflitos de relacionamentos, com o casal estampado nela. Um detalhe interessante, é que a floresta continua lá, e pode ser a floresta dos sonhos ou a floresta da faculdade - acho que são as duas. Esse estilo da capa me lembrou o estilo das capas do Nicholas Sparks, que tem vendido muito seus romances.
Recomendo esta história humana, sensível e avassaladora! O melhor de tudo está nas mudanças dos personagens, das remexidas que a história dá! Ah, também gostei do nome escolhido para a protagonista.

Lycia, eu e A Bandeja na última Bienal.

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