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10 de novembro de 2011

Rubens Figueiredo ganha Prêmio Portugal Telecom de Literatura

O escritor Rubens Figueiredo recebe o Prêmio Portugal Telecom
 de Literatura  na noite desta terça (8), em São Paulo

O romance Passageiro do Fim do Dia (Companhia das Letras) foi eleito na noite do dia 08 de novembro o melhor livro do ano pelo júri da nona edição do Prêmio Portugal Telecom de Literatura. Rubens Figueiredo, autor do livro, irá receber R$ 100 mil reais.

Em agosto, Figueiredo já havia vencido o Prêmio São Paulo de Literatura, pelo qual ganhou R$ 200 mil.

Bastante tímido, o escritor e tradutor parecia surpreso com mais uma vitória. "Não estou entendendo nada, não esperava isso. Meus oito livros anteriores não tiveram essa repercussão. Tudo isso está sendo uma grande surpresa", disse.

Um dos principais tradutores da língua russa no Brasil, Figueiredo lança na próxima semana seu maior trabalho na área: uma nova versão em português de Guerra e Paz, clássico de Tolstói.


"Tem sido mesmo um ano muito especial. Espero que 2012 não seja um horror."

A admiração pela literatura russa norteia Passageiro do Fim do Dia, que narra a viagem de ônibus do protagonista, Pedro, a um bairro de periferia.

"Os russos extraem a dinâmica do que escrevem da realidade. Levam o fervor da vida social para a literatura. Tentei seguir por esse caminho também."

Uma Viagem à Índia (Leya), do angolano Gonçalo M. Tavares, ficou em segundo lugar e ganhou R$ 35 mil. O livro, que dialoga com o épico "Os Lusíadas", de Camões, narra as aventuras do português Bloom pelos mares.

Tavares comemorou a boa acolhida que seus romances têm tido no Brasil nos últimos anos. "É muito importante perceber que há bons leitores que se encantam com seu livro. Essa reação é muito importante para um escritor."

Já o prêmio de terceiro melhor livro foi para Minha Guerra Alheia (Record), em que Marina Colasanti narra a história da família dela em meio a um período de turbulência e guerras. A autora nasceu, em 1936, em Asmara, capital da Eritreia (África), quando as tropas italianas tomaram o lugar. De lá a família voltou para a Itália e, com o início da Segunda Guerra, chegou ao Brasil.

"Estou muito feliz. Escrever esse livro foi revisitar a memória da minha família", explicou a auora, que levou R$ 15 mil pelo prêmio.


Fonte: Livraria Folha.

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