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28 de fevereiro de 2012

4 de Julho de James Patterson e Maxine Paetro

4 de Julho (4th of July)
Clube das Mulheres contra o Crime - volume 4
James Patterson e Maxime Paetro
Editora Arqueiro - R$24,90
207 páginas - Ano: 2011 (2008 nos Estados Unidos)
Tradução: Marcelo Mendes

Sinopse:
"Lindsay Boxer é uma policial exemplar. Chefe do Departamento de Homicídios da Polícia de São Francisco, a tenente recebeu várias medalhas e menções honrosas durante seus 10 anos de serviço. Ao fim de um cansativo dia de trabalho, Lindsay se encontra com Claire Washburn e Cindy Thomas num bar. As três amigas compõem o Clube das Mulheres contra o Crime, grupo que tenta solucionar os casos ocorridos na cidade.
Após alguns drinques, a tenente recebe uma ligação do inspetor Warren Jacobi. Ele acaba de localizar um veículo suspeito, visto na cena de um crime. Em poucos minutos Lindsay está no carro de Jacobi, cruzando a cidade na cola de um Mercedes preto.
Depois de uma longa perseguição, a abordagem policial acaba fugindo do controle. Os dois adolescentes que estavam no carro reagem, descarregando suas armas contra a dupla de policiais. A tenente atira em legítima defesa, mas o resultado é uma menina morta e um garoto tetraplégico.
Lindsay é acusada, entre outras coisas, de má conduta profissional e se vê num lugar que nunca imaginaria ocupar: o banco dos réus. Será o fim do Clube das Mulheres contra o Crime? A jovem advogada Yuki Castellano conseguirá provar a inocência da tenente?
Enquanto aguarda o julgamento, Lindsay decide passar uma temporada em Half Moon Bay. Mas a pacata cidade vem sendo palco de crimes brutais e a polícia parece não fazer nada. Mesmo de licença e fora de sua jurisdição, a tenente resolve investigar os assassinatos, com a ajuda de Claire e Cindy. Para sua surpresa, ela encontra ligações entre aquelas mortes e um caso ocorrido 10 anos antes, que ainda é uma mancha em sua carreira.
O Clube das Mulheres contra o Crime é uma das melhores séries de suspense de todos os tempos. Escrito de maneira ágil e envolvente, 4 de Julho comprova por que os livros de James Patterson sempre chegam ao topo das listas de mais vendidos nos países onde são publicados."


Resenha:
Desde que vi o nome de James Patterson encabeçando a lista do autor mais bem pago de 2011 pela Forbes, senti imensa vontade de ler algo do autor. Ao receber este convite para resenhar o livro 4 de Julho pela Editora Arqueiro fiquei muito empolgada.
Pesquisei sobre o livro, já que é uma série (Clube das Mulheres contra o Crime) descobri que a maioria dos blogs literários erra em apresentar a série, dizendo que a primeira publicação no Brasil começou pelo volume quatro. Sim, 4 de Julho é o quarto livro dessa série de Patterson e sua colaboradora Maxine Paetro. Porém, o que pouco se divulga é que a Editora Rocco já havia publicado no Brasil os três primeiros volumes desta série. Além desses quatro volumes, existe ainda o 5º Cavaleiro, também publicado pela Arqueiro. Mais informações sobre a série? É só ler nessa mesma postagem, lá embaixo, um resumo sobre ela.
Ou seja, a série está sendo publicada no Brasil na ordem correta, porém trocou de editora, da Rocco para a Arqueiro.
No entanto, o mais bacana é que o leitor pode ler os livros aleatoriamente. Não existe a necessidade de seguir a ordem. Mas sempre acho melhor, por via das dúvidas, ler qualquer série na ordem cronológica, para sentir as personagens de forma mais intensa. Como eu queria apenas experimentar, escolhi o tão elogiado 4 de Julho. Gostei e pretendo, assim que for possível, ler todos os outros livros. Gosto dos títulos porque como cada um possui um número, referente à sua colocação na cronologia, o leitor não se confunde nem erra a ordem.

As capas da Arqueiro estão bem mais bonitas que as da Rocco pelo simples fato de destacarem esses números, da mesma forma que as capas originais fazem nos Estados Unidos. Só faltou o alto relevo no título para ficar igual.
Pelo título representar uma data muito especial dos Estados Unidos, pensei que seria uma história ligada à Independência deles, que seria talvez um livro patriótico, ligado à política de lá... Mas foi um engano meu. O título foi escolhido por causa do número quatro (claro) e porque nesse dia, a protagonista se livra de um grande problema que pesava em seus ombros, passando por um tipo de independência pessoal e íntima. Gostei do trocadilho inteligente.

O livro é um thriller corrido e frenético. Os capítulos são bem curtos, alguns não chegam a completar uma única página. É um livro policial dividido em cinco partes e possui no total cento e quarenta e cinco capítulos mais um epílogo, distribuídos em duzentas e sete páginas. A partir dessas informações técnicas comprovo a vocês o quanto a leitura é rápida e dinâmica, pulando de capítulo a capítulo, de cena a cena. Nem todos gostam desse tipo de leitura fragmentada, onde às vezes os fatos passam rapidamente demais. Já outras pessoas adoram essa dinâmica que atiça ainda mais a curiosidade em ler só mais um capítulo, afinal é tão curto...

Quando iniciei a leitura, que é cheia de personagens femininas fortes, representadas por mulheres independentes e unidas contra o crime, pensei que era um livro feminista. Lembrei de Sidney Sheldon e suas mulheres marcantes. Ele era um homem que sabia dar vida ás mulheres. Patterson talvez precise da ajuda de uma mulher para isso (Paetro) e não acerta tanto quanto Sheldon, mas o livro é uma homenagem às mulheres corajosas que direta ou indiretamente combatem os crimes. Ambos trabalham de forma distinta.
Mesmo assim, Patterson sabe construir suas personagens, elas são modernas e corajosas. Falta um pouco mais demonstrar o lado sentimental e mais introspectivo delas.
Por exemplo, a tenente Lindsay possui um namorado, percebemos claramente que eles se amam, embora o relacionamento não seja aprofundado pelo autor, não temos acesso a sentimentos íntimos dos dois, apenas presenciamos sua relação através dos atos. Ou seja, ele mostra como funciona o namoro, como são seus encontros, o casal na cama, seus programas juntos, mas não detalha sobre o que sentem cada um.
Isso para mim, não é problema algum, afinal é um livro policial e não romântico.
Dei o exemplo do romance da protagonista, mas isso vale para outras situações, como a grande culpa que ela sente por ter sido obrigada a se defender matando uma adolescente e deixando tetraplégico o irmão dessa mesma moça, também menor de idade. O autor não soube explorar, em minha opinião, essa imensa culpa que corrompe a consciência da tenente, em alguns momentos ela parece estar apenas preocupada com seu julgamento e não com a ética humana. Mesmo ela repetindo que "atirou em duas crianças", seus pensamentos quanto a isso não são convincentes na sua dor.
Patterson nos força a imaginar, fantasiar como as personagens sentem em relação a determinada situação. Acho que por isso ele demonstra os sentimentos das personagens de forma superficial. Ele deixa o leitor livre para deduzir e imaginar certos pontos pessoais de Lindsay e outras personagens, até porque muitos desses detalhes não são essenciais á trama. Ele deixa o espaço aberto para cada uma ter as suas interpretações. Patterson dá total liberdade ao leitor quanto a isso.

O autor alterna em dois tipos de narrativa, método que de início pode confundir os leitores mais distraídos. A maior parte dos capítulos é narrada em primeira pessoa por Lindsay, desde a noite em que ela sai para tomar uns drinques com as companheiras do Clube das Mulheres contra o Crime e passa por todas as cenas em que ela está presente, indo até o grande final.
Porém existem capítulos sob um diferente ponto de vista, o de um narrador de fora da história. Em terceira pessoa, Patterson mostra os crimes que ocorrem no local onde Lindsay está passando férias forçadas, enquanto aguarda seu julgamento pelo imprevisto trágico ocorrido com os adolescentes. O narrador chama os envolvidos nesta cena como Verdade, Investigador e Guardião. Em certos momentos, eles interagem com Lindsay ou outras personagens, mas nunca recebemos uma pista de quem eles são.
Quando retornamos aos capítulos narrados por Lindsay, nos perguntamos frequentemente quem são eles três, se eles já cruzaram o caminho dela em outras situações, narradas por ela.
Confesso que trocava de opinião toda hora quanto a quem eram os assassinos. Cheguei a acertar dois deles, mas mudei de ideia. No final, nem sabia mais quem poderiam ser. E o terceiro assassino realmente me surpreendeu, o autor ganhou muitos pontos comigo nesse requisito: mistério e adrenalina. O título de melhor autor de suspense da atualidade é justificado pela excelente forma de mostrar e ao mesmo tempo, esconder os fatos.

Temos muitos homicídios no enredo. Lindsay começa o livro tentando desvendar um caso, depois se envolve diretamente em outro e por último vai relaxar na casa da irmã e começa a investigar os casos do local, que em muito se assemelham a um caso que ela não conseguiu solucionar a dez anos atrás.
Resumindo, são muitas pessoas envolvidas, uma grande variedade de personagens surgem, vários moradores do local, o que dificulta o leitor de imaginar quem são essas três personagens que aparecem cometendo os crimes nos capítulos narrados em terceira pessoa.

O autor consegue transmitir a violência dos assassinatos com uma naturalidade técnica. Não nos causa susto ou medo, mas nos transmite apreensão e curiosidade na resolução e explicação de tudo.
O julgamento de Lindsay é bem construído (apesar do veredicto ser previsível), porém sem apelar para diálogos jurídicos chatos; as personagens secundárias se alternam ao aparecerem e sumirem; a cachorra de Lindsay (Martha), a porca de Cat (Penélope) e a filha da vizinha de Cat (Allison) trazem um ar mais leve a trama; as amigas de Lindsay que compõesm o Clube das Mulheres contra o Crime trazem diálogos descontraídos e a amizade respeitosa que existe entre elas é admirável.
A motivação dos crimes são todos explicados no final, tanto do crime de dez anos atrás, quanto do crime que Lindsay tenta solucionar nas primeiras páginas e os crimes ocorridos durante suas férias. Todos são resolvidos e da mesma forma que Patterson não entrega de mão beijada os sentimentos privados de suas personagens, talvez algumas pessoas tenham dificuldade em compreender cem por cento o porquê de cada assassino ter realizado tais atos vis.
Gostei do livro, que é realmente bom, mas esperava um pouco mais do enredo por causa da fama de Patterson.

Recomendo o livro para quem gosta de capítulos rápidos e curtos, thrillers policiais, cenas de crimes violentos e indecifráveis e livros com personagens femininas corajosas.
Ótimo também para quem está cansado de ler apenas romance jovem adulto sobrenatural e quer ler um livro cheio de pessoas reais, com heroínas verdadeiras, sem muito sentimentalismo doce. Você percebe que as personagens sofrem com determinada situação, mas o autor pula para a próxima cena sem ficar remoendo o coração de ninguém. É isso que eu encontrei em 4 de Julho e espero nos outros livros da série, que pretendo ler.

Links: Skoob | Editora Arqueiro | Degustação | Twitter

Capa original:


O Autor:
Com mais de 230 milhões de livros vendidos em mais de 100 países, James Patterson é um dos maiores escritores do mundo. Recordista de presença na lista de mais vendidos do The New York Times, é autor das consagradas séries Alex Cross e Clube das Mulheres contra o Crime.
É o autor de suspense mais vendido no mundo, com mais de 80 livros escritos.
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A colaboradora:
Maxine Paetro é romancista e jornalista e mora com o marido em Nova Iorque.
Além de colaborar na série de James Patterson ela escreve suas próprias obras.

A Série:
James Patterson criou uma série policial sobre um grupo de quatro amigas que se dedicam a desvendar os mais diversos casos na cidade de São Francisco.
Conheça as integrantes: (Eu escolhi as atrizes para darem vida a um filme - só por diversão - e coloquei as fotos ao lado de cada personagem.)

A Detetive
Eu escalaria Jennifer Garner
para dar vida a Lindsay.
Lindsay Boxer é detetive de homicídios da Polícia de São Francisco. Ela tem quase um metro e oitenta de altura, é formada em Sociologia pela universidade estadual de São Francisco (para onde se transferiu, vinda de Berkeley, quando descobriu que a mãe tinha câncer de mama), gosta de cerveja e de sorvete de caramelo. Sua cadela, uma collie, se chama Martha. Lindsay gosta de correr, adora ler livros de viagens e de suspense, e seu hobby secreto é tai chi chuan. Ela já passou por um divórcio e agora é casada com Joseph Molinari, seu namorado desde muito tempo. Tem uma irmã mais nova chamada Cat. Seu pai, Marty, também foi policial. Ele abandou a mãe de Lindsay quando a menina tinha 13 anos. Pouquíssima gente sabe que ela tem um lagarto de 2,5cm tatuado na nádega esquerda.

Charlize Theron
interpretaria Cindy Thomas.
A Repórter
Cindy Thomas. Loura, bonita, urbana. Repórter criminal do San Francisco Chronicle. Formada em Sociologia pela Universidade de Michigan, suas paixões são ioga, jazz e, como sua amiga Lindsay Boxer, livros de viagens e de suspense. Ela até faz parte de um clube de leitura. Cindy também tem uma tatuagem: duas claves de sol, localizadas no ombro.

A Médica Legista
Queen Latifah seria
uma perfeita Claire.
Claire Washburn é negra, grande e pesada. Ela costuma brincar: “Estou em forma… redonda é uma forma”. Claire é sábia, confiante, gentil, e médica legista titular de São Francisco. Ela é casada com o músico Edmund, timpanista da Orquesta Sinfônica de São Francisco. O casal tem três filhos: dois meninos adolescentes e uma menina mais nova, Ruby Rose. A tatuagem de Claire é uma borboleta logo abaixo da cintura. “Borboleta” é também seu apelido, bordado no jaleco que usa no trabalho.

Linda Park poderia
ser Yuki.
A Procuradora
Yuki Castellano é a jovem e ambiciosa procuradora distrital de São Francisco. Ela é brilhante e passional, fala numa velocidade impressionante, e às vezes pinta uma mecha vermelha no meio dos cabelos pretos. Os pais de Yuki – uma japonesa e um ítalo-americano – se conheceram na faculdade, durante uma festa de confraternização de estudantes estrangeiros. Três semanas mais tarde, estavam casados. Quando sai com as outras sócias do clube, sua bebida favorita é o Germain-Robin sidecar, um drink feito com conhaque, licor e lima.

Obs.: Vi que em 4 de Julho elas brindam a Jill Bernhardt, quero ler os livros anteriores.


Livros já lançados no Brasil: 1º a Morrer (1st to Die), 2ª Chance (2nd Chance), 3º Grau (3rd Degree), 4 de Julho (4th of July) e 5º Cavaleiro (5th Horseman). Os três primeiros volumes foram publicados pela Rocco, mas a partir do quarto volume, os direitos são da Arqueiro.



O mais recente lançamento no Brasil é o quinto volume da série: O 5º Cavaleiro. Clique na imagem abaixo e vá ao site da Arqueiro ler as informações e uma degustação do livro.


A série possui nos Estados Unidos um total de onze volumes. Inéditos ainda no Brasil: The 6th Target, 7th Heaven, The 8th Confession, The 9th Judgment, 10th Anniversary e 11th Hour.



A Editora Arqueiro publicará os próximos livros da série!
Em abril o lançamento será O 6º Alvo.
"Uma rajada de tiros deixa vários mortos e uma mulher entre a vida e a morte – uma sócia do Clube das Mulheres contra o Crime. A detetive Lindsay Boxer segue uma pista atrás da outra para capturar o homem que tentou matar sua amiga, mas elas não parecem fazer sentido. Enquanto a procuradora distrital Yuki Castellano se prepara para um julgamento importante, a cidade sofre com uma onda sinistra de crimes. Crianças de famílias ricas estão sendo abduzidas – junto de suas babás. Mas os sequestradores não fazem contato nem pedem resgate. Os pais temem o pior. Com a cidade dominada pelo medo, Lindsay precisa trabalhar freneticamente com seu novo parceiro para estabelecer a ligação entre esses terríveis crimes. Quem será o próximo alvo?"

Em outubro chegará às livrarias 7º Céu:
"Michael Campion, o filho adolescente do ex-governador da Califórnia, desapareceu misteriosamente. Conhecido como o “Garoto do Coração Partido”, por causa de um problema cardíaco incurável, Michael cresceu sob os holofotes da mídia, e é adorado pelo público. A imensa pressão para encontrá-lo cai sobre os ombros da detetive Lindsay Boxer, mas quando ela finalmente consegue uma pista, o resultado é devastador… Ao mesmo tempo em que trabalham no caso Campion, Lindsay e seu parceiro Rich Conklin investigam incêndios que estão destruindo algumas das mais belas casas de São Francisco – e matando seus proprietários em meio às chamas. Mas quando Lindsay convida suas amigas do Clube das Mulheres contra o Crime para ajudar a descobrir o incendiador, o fogo começa a crepitar muito perto de casa. À medida que esses dois casos intensos aproximam Lindsay e Rich como nunca antes, a detetive se vê à beira de um colapso emocional."


A Série na TV:
O Clube das Mulheres contra o Crime tornou-se uma série de tv produzida pela ABC e exibida no Brasil pelo canal Fox de 2007 a 2008. Teve uma única temporada e apenas treze episódios. As atrizes principais foram: Angie Harmon, Aubrey Dollar e Paula Newsome.


PC Game:
A série também originou jogos para computador:




Vídeo:
Termino esta postagem com um vídeo muito bacana do autor dando um recado para seus leitores brasileiros, filmado na época da Bienal do Rio, em setembro:

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