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5 de fevereiro de 2012

Lançamentos da Editora Companhia das Letras

Os lançamentos de janeiro da Editora Companhia das Letras:




Os gêmeos (Crônicas de Salicanda – Volume 1), de Pauline Alphen (Tradução Dorothée de Bruchard)
Na floresta de Salicanda vivem os gêmeos Jad e Claris, que na noite em que completam três luadas perdem a mãe e passam a apresentar alguns poderes estranhos. Estamos no século XXIII, em um mundo de práticas quase medievais: o escambo impera e não há o menos sinal da tecnologia que conhecemos nos dias de hoje. Os irmãos não conhecem a história da humanidade, assim como não sabem por que a mãe desapareceu, e estão em busca de respostas.

O último suspiro do mouro, de Salman Rushdie (Tradução Paulo Henriques Britto)
Em 1988, o aiatolá Khomeini condenou Salman Rushdie à morte por ter escrito um livro que desagradou aos fundamentalistas islâmicos. A resposta do autor foi este romance: uma defesa contundente das virtudes do pluralismo e da tolerância, em oposição às pretensas verdades únicas e excludentes. O protagonista da história é o “Mouro” Zogoiby – filho único de uma família abastada da boemia artística de Bombaim –, que se encontra num momento de crise profunda. Sua mãe, uma pintora famosa, ama a beleza, mas o Mouro é feio e tem uma mão deformada. Ele se apaixona por uma mulher casada e ambos acabam sendo expulsos de casa, levando a um pacto suicida que não funciona como o esperado. O Mouro decide aceitar seu destino e mergulha numa vida depravada em Bombaim.

A educação de uma criança sob o Protetorado Britânico, de Chinua Achebe (Tradução Isa Mara Lando)
“Onde quer que haja Alguma Coisa, Alguma Outra Coisa virá ficar a seu lado”. Formulado pela tradição imemorial da cultura igbo, o provérbio citado pelo nigeriano Chinua Achebe nesta coletânea de ensaios poderia resumir sua própria visão de mundo como romancista e pensador. Instantâneos autobiográficos e bastidores da criação literária, bem como reflexões históricas e culturais, dialogam de modo fecundo com as opiniões do autor de O mundo se despedaça acerca da tumultuada política de seu país, mostrando que realidade e ficção são faces complementares da experiência. Achebe, um dos escritores mais importantes da literatura contemporânea, analisa as conseqüências funestas do colonialismo sem jamais dispensar a lucidez, o bom humor e a ironia.

Clara dos Anjos, de Lima Barreto
Livro-chave para a interpretação da obra de Lima Barreto, Clara dos Anjos narra as desventuras de uma adolescente pobre e mulata seduzida por um malandro branco. Os subúrbios do Rio de Janeiro no início dos anos 1920, desempenham papel central num enredo de conexões históricas e sociológicas que, na habilidosa construção da narrativa, converte o triste fim da protagonista numa crítica feroz da alegada “democracia racial” brasileira. A edição traz textos elucidativos de Beatriz Resende, Lúcia Miguel Pereira e Sérgio Buarque de Holanda, e notas elaboradas por Lilia Moritz Schwarcz e Pedro Galdino.

Diário de Oaxaca, Oliver Sacks (Tradução Laura Teixeira Motta)
Como são e o que fazem cientistas quando se vêem longe de seus laboratórios e perto do habitat de seus objetos de pesquisa? O que explica seu entusiasmo quase juvenil pela descoberta de um novo espécime? Ao narrar sua experiência junto a um grupo de aficionados por samambaias que se desloca de Nova York a Oaxaca, no sul do México, para ver as pteridófitas mais raras do mundo, Oliver Sacks nos mostra como o romantismo é inerente à ciência e homenageia os grandes pioneiros da biologia, como Alexander on Hulbold e Charles Darwin, cujos relatos célebres de expedições são até hoje lidos com entusiasmo.

A águia que não queria voar, de James Aggrey e Wolf Erlbruch (Tradução Sergio Tellaroli)
A águia, rainha das aves, é símbolo de nobreza e poder. Já a galinha não teve a mesma sorte. E que, na imaginação das pessoas, ser águia significa encarar o sol de frente e alçar grandes voos. Ao passo que ser galinha…Bom, além de mal sair do chão, elas têm de se contentar com os grãozinhos de milho que recebem. Majestade e submissão se encontram nesta bela história da águia que, criada como galinha, se recusa a voar. Escrita para os povos africanos — que, dominados pelos europeus, deixaram de acreditar na riqueza da sua cultura e na capacidade de tomar o seu destino nas próprias mãos –, esta fábula nos lembra que, mesmo adormecida, a grandeza humana não se deixa extinguir nem mesmo pela mais severa opressão.

Na casa do Leo — O corpo humano, de Philip Ardagh (Tradução Érico Assis)
Entre (não precisa bater!) e descubra: que os bebês têm mais ossos que um adulto; que os nossos ouvidos, além de responsáveis pela audição, promovem também o equilíbrio do corpo; por que o nosso pulmão esquerdo é menos que o direito. Uma casa repleta de curiosidades e diversão!

Beto e Bia em De Mentirinha, de Geoffrey Hayes (Tradução Érico Assis)
Beto adora brincar de pirata valente, mas é difícil viver suas aventuras com Bia, sua irmã menos, sempre atrás dele. Ela quer brincar junto, mas é pequena demais e não entende nada! Beto precisa dar um jeito de fugir dela. Quando ele finalmente consegue se livrar da irmã, descobre que brincar sozinho não é tão divertido.

O peixe e a passarinha, de Blandina Franco e José Carlos Lollo
Em um rio cercado de árvores viviam um certo peixe, que passava horas admirando o desenho das nuvens, e uma certa passarinha, que adorava observar a paisagem refletida na água. Quando um dia os dois resolvem comer a mesma minhoca na mesma hora dão início a uma longa amizade, que acaba se transformando em amor. Dos autores de Quem soltou o Pum?, uma história de um amor improvável mas não impossível.


Livro, de José Luís Peixoto
O cenário deste romance é a extraordinária saga da emigração portuguesa para a França, contada através de personagens inesquecíveis, de encontros e despedidas e da escrita luminosa de José Luís Peixoto. Entre uma vila de Portugal e Paris, entre a cultura popular e as mais altas referências da literatura universal, revelam-se os sinais de um passado que levou milhares de portugueses à procura de melhores condições. Avassalador e marcante, Livro expõe a poderosa magnitude do sonho e a crueza — irônica, terna ou grotesca — da realidade.

Monstro que é monstro, de Renata Bueno e Fernando de Almeida
Você acha que os monstros são aqueles seres fedidos e horripilantes que adoram fazer coisas malvadas? Que nada! Monstro que é monstro teima em comer sem lavar as mãos, bota o dedo no nariz e sempre quer brincar na hora de dormir. Já viu algum desses monstrengos por aí? Eles estão à solta…




Estrada escura, de Dennis Lehane (Tradução de Fernanda Abreu)
Em 1998, o detetive Patrick Kenzie, de Boston, encontrou a menina Amanda McCready, então com quatro anos, e a arrancou do casal que a criava com segurança e afeto para devolvê-la à sua mãe biológica, uma mulher viciada em drogas e álcool. Doze anos depois, a precoce adolescente Amanda sumiu de novo, e Kenzie tem a chance de se redimir. Sua missão não será fácil. Em seu caminho, o detetive e sua parceira — e agora esposa — Angela Gennaro deparam com a máfia russa e com um sórdido emaranhado de crimes que incluem tráfico de bebês, falsificação de documentos e o roubo de uma relíquia histórica.

A ponte invisível, de Julie Orringer (Tradução de Rubens Figueiredo)
O ano é 1937, e as vidas de Andras e Tibor Lévi estão prestes a ser radicalmente transformadas. Os jovens irmãos judeus, que já haviam emigrado do interior húngaro para trabalhar na capital Budapeste, têm diante de si um futuro promissor. Andras está de mudança para Paris, onde estudará na École Spéciale d’Architecture. Tibor pretende se matricular na faculdade de medicina de Modena, na Itália, assim que reunir o dinheiro necessário. Nascidos numa pequena cidade do leste da Hungria, Andras e Tibor nunca saíram do país e mal conseguem conter o entusiasmo. Contudo, a Europa que os aguarda — tensionada pela barbárie nazista e assolada pelo ódio antissemita — não é um lugar adequado para o otimismo.

Infiel, de Ayaan Hirsi Ali (Nova edição econômica; Tradução de Luiz A. de Araújo) Resenha aqui.
Em 2004, Ayaan Hirsi Ali foi ameaçada de morte por participar do filme Submissão, sob a situação da mulher muçulmana. No ano seguinte, a revista Time a incluiu entre as cem pessoas mais influentes do mundo. E assim essa jovem exilada somali, eleita deputada do parlamento holandês e conhecida por sua luta pelos direitos da mulher muçulmana e críticas ao fundamentalismo islâmico, tornou-se famosa mundialmente. Como foi possível para uma mulher nascida em um dos países mais miseráveis e dilacerados da África chegar a essa notoriedade no Ocidente? Em Infiel, sua autobiografia precoce, Ayaan, aos 37 anos, narra a impressionante trajetória de sua vida, desde a infância tradicional muçulmana na Somália até o despertar intelectual na Holanda e a existência cercada de guarda-costas no Ocidente. Um relato de superação e crença profunda nos valores ocidentais iluministas da liberdade, igualdade e democracia liberal.

A gênese da sociedade do espetáculo, de Christophe Charle (Tradução de Hildegard Feist)
A partir da década de 1860, o universo do teatro — o principal entretenimento das cidades europeias à época — foi ampliado consideravelmente. De um lado, há o aumento do número de salas e a criação de novos gêneros populares, e, de outro, a invenção da luz elétrica e o desenvolvimento das ferrovias, que possibilitaram a realização de espetáculos cada vez mais luxuosos para públicos crecentes. Nas grandes capitais essas transformações deram ensejo à formação de um conjunto diferenciado de profissões teatrais, composto da multidão de artistas, autores, técnicos e diretores envolvidos nas encenações. O historiador francês Christophe Charle investiga as origens sociais, a formação profissional e o desempenho econômico das pessoas responsáveis por tal boom teatral. O panorama sociológico delineado, além de iluminar aspectos obscuros da vida cultural europeia no século XIX, permite compreender os fundamentos históricos do império midiático que dominaria todo o planeta no século seguinte.

A vida está em outro lugar, de Milan Kundera (Tradução de Denise Rangé Barreto)
Jaromil cresce na Tchecoslováquia ocupada pelos nazistas. Para o júbilo de sua mãe, manifesta já na infância o dom de criar rimas. O menino pouco conhecerá o pai, que é preso pela Gestapo e morre num campo de concentração. Assim, é a mãe quem vai cuidar para que seja um grande poeta. O jovem, porém, se entusiasma com a revolução e põe sua arte a serviço da sociedade socialista. Para o desespero da mãe, ele não faz mais versos rimados. Agora redige palavras de ordem. O poeta quer ser livre e pertencer a algo maior, e ele não está sozinho. A seu lado estão Rimbaud, Lermontov, a poesia da afirmação, da embriaguez. Mas Jaromil nunca será verdadeiramente livre, pois o universo que o gestou não lhe permitirá emancipar-se de suas amarras.




As coisas: uma história dos anos sessenta, de Georges Perec (Tradução de Rosa Freire d’Aguiar)
Primeiro livro de Perec, As coisas mostra um casal parisiense de vinte e poucos anos dividido entre aspirações intelectuais e o chamado incontrolável da sociedade de consumo. Perec declarou que sua ambição foi expor “tudo o que pode ser dito a propósito da fascinação que exercem sobre nós os objetos”. Jérôme e Sylvie são “psicossociólogos”, emprego que na verdade não constitui uma profissão, mas que emerge com promessas de ascensão rápida na esteira do nascimento das agências de publicidade. Aplicando questionários de estudos motivacionais, atividade que lhes deixa tempo para débeis veleidades intelectuais e para a vida boêmia, no fundo os dois jovens apenas hesitam diante do inevitável: um cargo dentro de uma grande agência, passaporte para um apartamento mais amplo e para as mercadorias ostentadas nas vitrines e nas revistas.

Dez mil guitarras, de Catherine Clément (Tradução de Eduardo Brandão)
Um brâmane morre em Bengala, na Índia, e nasce de novo, como rinoceronte, na África. Para seu azar, sofre uma dupla reencarnação, levando para a nova vida sua antiga consciência, encerrada agora naquele animal portentoso. Quando já havia se acostumado a sua rotina de mergulhos na lama, é capturado e levado a Portugal para ser o bibelô de d. Sebastião, num reino prestes a deixar para trás seus dias de glória. Com a alma e o corpo aprisionados, nada resta ao misto de brâmane e bada senão narrar tudo o que presencia e ouve falar, iniciando uma jornada que o levará a uma nova transformação, a outros países e a um insólito contato com a intimidade do filósofo René Descartes em seus momentos finais na corte da rainha Catarina da Suécia. Misto de romance histórico e narrativa fantástica, o novo romance de Catherine Clément nos transporta com humor e magia aos tumultos políticos da Europa de fins do século XVI e meados do XVII.

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