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27 de fevereiro de 2012

Novidades sobre Kaori e o Samurai Sem Braço da Giulia Moon

A autora Giulia Moon está finalizando mais uma aventura de Kaori  que será em breve publicada pela Giz Editorial: Kaori e o Samurai Sem Braço.
A vampira perfumada Kaori nasceu no livro Amor Vampiro e depois teve mais aventuras em Kaori: Perfume de Vampira e Kaori 2: Coração de Vampira.
Kaori e o Samurai Sem Braço, ainda não possui sinopse e nem capa oficiais. Fiz uma capa caseira apenas para a página do Skoob não ficar vazia.
Esta é uma aventura mais curta de Kaori, totalmente passada no final do século XVIII, no Japão. Não é Kaori 3 ainda (que está nos planos da autora!). Uma jovem Kaori mergulha numa história que se assemelha ás fábulas japonesas antigas.
Giulia hoje deixou várias novidades para os fãs de Kaori. No grupo oficial do Facebook, o Kaori Lovers, a autora publicou trechos do livro e também mostrou esboços de ilustrações com os personagens!

Esboços: (todos feitos e cedidos pela própria Giulia Moon)


Esboço que é parte de um capítulo que está sendo escrito pela Giulia.

"E vou deixar aqui um dos meus rabiscos... Aqui estão o onnagata (ator de Kabuki, especializado em papéis femininos) Hanamaru, Kaori e o samurai sem braço Kitarô!" - Giulia Moon
"E o último esboço. O onnagata Hanamaru em ação. eu adoro esses personagens ambíguos e andróginos. E o papel de onnagata é um dos mais respeitados e cultuados no Kabuki. Só os grandes atores, treinados desde meninos, podem atuar como onnagata. E eles são famosos e tietados como astros no Japão!" - Giulia Moon


Trecho 1:

"Kaori ergueu os olhos para focá-los sobre outro alguém, uma figura misteriosa que a observava, oculta na sombra de uma faia.
– Você é um humano... – ela rosnou. – Mas é louco o bastante para aproximar-se de uma kyuketsuki esfomeada.
Um homem trajado com um hakama surgiu de trás da árvore. Trazia uma katana, denotando se tratar de um samurai. Tinha traços duros, a pele bronzeada e um olhar penetrante. Mas o que mais chamava a atenção em sua figura era a manga do seu quimono – vazia. Ele não tinha o braço esquerdo.
– Ora, o que temos aqui? – disse o samurai com ar de desafio. – Uma fedelha desmorta, arrogante como todo kyuketsuki...
O destemor do mortal de um só braço fez Kaori se acautelar, contendo o ímpeto de atirar-se sobre ele. A garota disse apenas em tom de ironia:
– Ora, ora, um tolo mortal sem braço! Veio oferecer o seu sangue para o meu desjejum?"
(Trecho do livro "Kaori e o Samurai Sem Braço", de Giulia Moon).

Trecho 2:
"O velho oni Tenseki olhou com cobiça para a tenra virgenzinha que lhe fora enviada como oferenda. Os ilhéus, desta vez, haviam escolhido uma menina bonita e apetitosa, ao contrário do ano anterior, quando ousaram enviar uma velhota feia e carcomida vestida como uma donzela. Ao descobrir o embuste, Tenseki descera a montanha, furioso, destruindo tudo o que encontrava pelo caminho com o seu kanabô . Foram três dias memoráveis de flagelo e sofrimento, em que o oni deixara bem clara a sua irritação para com os habitantes da ilha.
Mas, pelas barbas ardentes do Enmaou -sama, por fim uma moça frágil e bonita lá estava à sua mercê, vestida com um quimono gracioso, as lindas mãozinhas amarradas às costas. Ele moveu o enorme corpanzil peludo e vermelho, e coçou a cabeleira ruiva, onde despontavam dois longos chifres. Bem, iria fazer o usual, sem tirar nem pôr. Primeiro, violaria a garota, rompendo com a sua vara magnífica o hímen intocado. Em geral, as mulheres humanas não sobreviviam à sua penetração, portanto, julgava natural a etapa seguinte, que era a de comê-la no espeto com molho de shoyu , mel e saquê. Apalpou a grande barriga redonda com carinho, já antevendo o festim que o aguardava."
(Trecho de "Kaori e o Samurai Sem Braço", Giulia Moon).

Oni (japonês) – demônio.
Kanabô (japonês) – porrete de ferro.
Enmaou (japonês) – um dos Dez Juízes do Inferno, também chamado de Yama (sânscrito).
Shoyu (japonês) – molho de soja.

Trecho 3:
"Kaori esticou-se sobre o muro nos fundos do casarão para ver o que acontecia no seu interior. Havia passado pelas sentinelas humanas com facilidade, esgueirando-se nas sombras com a sua velocidade sobrenatural. Todo o seu corpo estava arrepiado, reagindo a uma tremenda emanação maléfica em volta da propriedade, algo que não existia antes e que, nesse exato momento, sentia crescer. Alguma coisa estava começando a se manifestar ali. Algo muito nocivo. Precisava avisar o samurai idiota sem demora!
De repente, uma sombra vinda de fora da propriedade saltou nas costas da kyuketsuki, empurrando-a para dentro dos muros. Kaori despencou no meio do jardim e, sobre ela caiu o atacante, uma criaturinha de dentes afiados que tentava golpeá-la com um sabre curto, o wakizashi. Com uma das mãos, a garota segurou a mão do agressor, que brandia o sabre, e, com a outra, desferiu uma pancada que fez o pequenino largar a arma e ser lançado de encontro ao muro. Com um guincho, ele caiu, mas logo se levantou, esfregando a cabeça e o traseiro:
– Ai, ai, ai! Como uma garota pode bater com tanta força? Você me paga, sua bakemono!
Bakemono é você, pestinha – ela respondeu, arreganhando os dentes. – Como ousa me atacar?"
(Trecho do livro "Kaori e o Samurai Sem Braço", de Giulia Moon).

Wakizashi (japonês) – sabre curto, que faz parte, com a katana (sabre longo), do armamento tradicional de um samurai.
Bakemono (japonês) – monstro.

Pessoal, participem do grupo do Facebook e fiquem por dentro das novidades, em primeira mão, diretamente da autora! Eu sou Kaori Lover com orgulho!

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