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6 de novembro de 2012

Lançamentos da primeira semana de novembro da Companhia das Letras

Lançamentos do dia 02 de novembro da Companhia das Letras:


Marighella, de Mário Magalhães
“Cuidado, que o Marighella é valente”, disse Cecil Borer, diretor do Dops carioca, antes de despachar uma equipe para capturá-lo em seguida ao golpe de 64. De fato, Carlos Marighella, um dos mais destacados revolucionários do século XX, demonstrou muita valentia nos trepidantes 57 anos e onze meses de que dispôs. Foi dirigente comunista, deputado e guerrilheiro. Assaltou banco, escreveu manuais para a luta armada e poemas. Considerava-se discípulo de Marx e Lênin, mas condenava a ortodoxia: esse tipo de rigor, costumava dizer, é coisa de religião. Monitorado tanto pela CIA quanto pelo KGB, Marighella manteve-se ativo por quase quarenta anos de militância, da década de 1930 à de 1960. Viveu clandestino, articulou greves e conspirou por revoluções. Neto de escravos, o guerrilheiro recusava a tutela do medo. E foi intrépido até o fim.
Herança de sangue, de Ivan Sant’Anna
Desde sua fundação por bandeirantes paulistas até meados do século XX, Catalão — atualmente uma próspera cidade do interior goiano — era o lugar mais perigoso do Brasil para forasteiros desavisados. Histórico ponto de repouso das mais variadas espécies de aventureiros em busca de enriquecimento rápido, a localidade foi cenário de terríveis massacres e disputas políticas de lances cinematográficos. Os pistoleiros e valentões catalanos eram famosos em todo o vale do rio Parnaíba, e ainda mais além, por sempre resolver as discussões, até as mais irrelevantes, no tiro ou na faca. Assassinatos cometidos para solucionar questões “de honra” também vitimaram gerações e gerações de famílias rivais, envolvidas numa selvagem espiral de vingança. Neste relato real, mas que parece ter saído das melhores páginas de ficção, Ivan Sant’Anna reconstitui a assombrosa saga de violência da cidade, construindo uma narrativa tão envolvente como um bom filme de faroeste.

Mick Jagger, de Philip Norman (Trad. Álvaro Hattner e Claudio Carina)
Mick Jagger é o astro da música que melhor encarnou o ideal de sexo, drogas e rock ‘n’ roll. Nesta que é a mais completa biografia do líder dos Rolling Stones, Philip Norman apresenta um relato sem precedentes da trajetória de uma lenda viva. De estudante no interior da Inglaterra a superstar do rock nos anos 1960 e ídolo global, o autor decifra a mítica em torno do vocalista de uma das maiores bandas de todos os tempos com uma intimidade de quem acompanhou o mito em sua formação. Hoje, sir Mick Jagger é um respeitado avô de quase setenta anos, mas sua imagem e voz ainda inspiram fãs admiradores. Esta biografia restitui ao astro sua dimensão humana, retratando um personagem complexo, vulnerável e afetivo.

Esaú e Jacó, de Machado de Assis
Originalmente publicado em 1904, Esaú e Jacó trata de uma “história simples, acontecida por acontecer”: dois jovens bem-nascidos, os gêmeos Pedro e Paulo, digladiam-se em intermináveis conflitos e reconciliações desde o útero da mãe até o começo da idade adulta. Os irmãos lutam pelo amor da “inexplicável” Flora Batista, e o enredo desse embate é narrado em terceira pessoa pelo conselheiro Aires — alter-ego de Machado de Assis, que usa o personagem para as suas reflexões autorais. O narrador-personagem compartilha com o leitor suas indagações sobre a arte do romance, por isso, o crítico e professor Hélio Guimarães, que assina a introdução e as notas do volume, considera esta obra uma verdadeira “teoria da composição ficcional”. Ambientado no Rio de Janeiro durante os anos finais do Império e o início da República, o livro ecoa diversos acontecimentos da história do Brasil — incluindo a Abolição, a Proclamação da República e as revoltas contra o governo Floriano Peixoto —, além de passagens da Bíblia, da Divina comédia e do Fausto de Goethe.




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