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16 de dezembro de 2012

Lançamentos da terceira semana de dezembro da Companhia das Letras

Lançamentos do dia 14 de dezembro da Companhia das Letras:



Região, de Zulmira Ribeiro Tavares
Região reúne três livros de ficção curta de Zulmira Ribeiro Tavares, publicados desd e a década de 1970: Termos de comparação, O japonês dos olhos redondos e O mandril. Traz também obras ficcionais recentes, como a série “O Tio Paulista” e o conto notável que dá título ao volume. Além das ficções, o livro apresenta o ensaio inédito “Dois narizes”, no qual são analisados o conto “O nariz”, de Gógol, e As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. A comparação feita pela autora revela novos significados nos dois textos e aponta para uma estratégia literária muito cara também a ela própria/; uma prosa que leva ao limite a representação realista e traduz uma inusitada conjunção de comédia e absurdo que o leitor brasileiro conhece bem – tanto na ficção como na realidade.

A bolsa & a vida, de Carlos Drummond de Andrade
Com períodos como esse, tem-se como certo que o Drummond cronista não devia nada ao poeta. Aqui estão, em prosa limpa, divertida e sarcástica, algo melancólica – com o famoso pendor ao nonsense -, alguns dos melhores textos que publicou na imprensa, quando, sem favor nenhum ao autor de Claro enigma, figurava entre os grandes praticantes do mais brasileiro dos gêneros literários.

O Latke que não parava de gritar, de Lemony Snicket (Trad. Antônio Xerxenesky)
Esta história termina na boca de uma pessoa, mas começa num pequeno vilarejo mais ou menos coberto de neve, onde um punhado de batatas raladas, cebolas picadas, ovos batidos e uma pitada ou duas de sal nascem na forma de um bolinho frito chamado latke, degustado no feriado judaico de Chanucá. Agora só falta saber porque ele não parava de gritar.

O exército furioso, de Fred Vargas (Trad, Dorothée de Bruchard)
Uma lenda medieval volta a assombrar uma pequena cidade da Normandia: um exército fantasma desfila à noite por uma trilha na mata. Quem vê a tropa de zumbis é Lina, jovem atraente que vive com a mãe e três irmãos estranhos – um deles nasceu com seis dedos, outro come insetos e o caçula acredita ser feito de argila. O Exército Furioso não tarda a fazer jus a sua fama, e um dos habitantes mais odiados do vilarejo aparece morto. A lenda diz que outras mortes virão. O delegado Adamsberg é chamado de Paris. Dividindo-se entre investigações na capital e no lugarejo normando, ele tenta desvendar o mistério que envolve um caçador cruel, um piromaníaco, um conde decaído um empresário incendiado e os zumbis medievais. Com seus assistentes Danglard, Retancourt e Veyrenc, o delegado Adamsberg terá de investigar a crença nessa trupe sinistra, desafiar superstições ancestrais e descobrir onde termina a lenda e onde começam os planos macabros de assassinatos em série.

Risíveis amores, de Milan Kundera (Trad. Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca)
Um homem diz que crê em Deus só para conquistar uma mulher e acaba descobrindo as virtudes da devoção a um deus que ele sabe inexistente. Namorados fingem que não se conhecem e aos poucos percebem como são, de fato, dois estranhos. Um mentiroso hábil brinca com as pessoas, mas elas são tão crédulas que ele perde o controle da situação. Nos sete contos de Risíveis amores, Milan Kundera retira do amor e do sexo a seriedade que costuma recobri-los. As situações se desenvolvem a partir de um maç-etendido, de um jogo com o outro. Mas o engano, que se inicia como brincadeira, mostra como na realidade o autoengano governa todos os aspectos da vida. Não são apenas histórias de amor que fazem rir. São, também, histórias sobre tentativas de repor alguma verdade à experiência amorosa.

Fazendeiro do ar, de Carlos Drummond de Andrade
Um dos títulos mais importantes da obra poética de Drummond, Fazendeiro do ar investe na metafísica e na observação da brevidade da vida – sem esquecer dos afetos e do mundo sensível. A incerteza, a angústia em das forma literária às oscilações do espírito em plena maturidade e a dura tarefa de encapsular liricamente as múltiplas faces de uma realidade que, em essência, é impossível de apreender ocupam diversos poemas deste livro sempre expressivo e fundamental.

V.I.S.H.N.U., de Eric Acher, Ronaldo Bressane e Fabio Cobiaco
Num futuro dominado pela tecnologia, nenhum produto se destaca tanto quanto o Noodle. Misto de assistente pessoal e gerenciador de tarefas, o Noodle é onipresente na vida de nove entre dez habitantes do planeta. Até entrar em colapso. Atrelado profundamente a sistemas vitais da sociedade, ele derrubou bancos, transporte, governos e décadas de avanços científicos. O mundo que emergiu desta crise aprendeu a tratar os computadores com desconfiança, mas não soube diminuir sua dependência deles. Wilczenski é uma das grandes mentes de seu tempo, e que agora se dedica à mesma ciência que trouxe tanta destruição no passado: a inteligência artificial. Até que tudo dá errado mais uma vez. Quando uma misteriosa entidade parece despertar nos galpões do grupo Gaia, Wilczenski é o primeiro a ser chamado. Mas a entidade, que se apresenta como V.I.S.H.N.U., pede para ser mostrada ao mundo por outro cientista, o grego-brasileiro Karabalis. Misto de thriller e ficção-científica, V.I.S.H.N.U. conta a história destes dois gênios em conflito, enquanto guerrilhas luditas, jornalistas, hackers, políticos e grupos religiosos tentam tomar o controle da situação. Tocando em questões atuais da ciência, o livro percorre continentes numa aventura que traz à tona um estranho e perigoso caminho que nossos avanços podem tomar.





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