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7 de abril de 2013

Lançamentos de 05/04/2013 da Companhia das Letras



O mais estranho dos países, de Paulo Mendes Campos
Paulo Mendes Campos tinha extrema precisão ao perfilar personagens de sua época dourada — aquele Brasil eufórico das décadas posteriores à Segunda Guerra. Para falar de Vinicius de Moraes, cita um encontro do poeta com uma ex: “Você continua no Jardim Botânico?”, ele pergunta. A mulher informa: “Não, estou há muito tempo no São João Batista.” Vinicius não se aguenta: “E qual é o número de sua sepultura?” Para falar de Drummond, lembra um episódio surpreendente: “Entro no seu gabinete pela manhã e encontro o poeta desalinhado, procurando os óculos: embolara-se com um funcionário malcriado que o ofendera. E estava bem feliz com o resultado do round”. Para lembrar o místico Jayme Ovalle: “Andando às vezes pela Lapa, de madrugada, costumava-se agarrar a um poste, transtornado com a beleza da aurora: ‘Meu Deus, eu morro…’”. E para retratar o grande amigo Rubem Braga: “Deitado na rede, armada no gabinete de trabalho, falava de mulheres, da raridade de um cotovelo bonito, de paixões, arrasadoras ou frívolas, mas a conversa acabava quase sempre no mato, onde ele gostaria de viver”.

O amor acaba, de Paulo Mendes Campos
Deixai para trás toda desesperança, ó leitor: o bem-aventurado que aqui vier em busca de motivos para amar a beleza da mulher, enaltecer a virtude do ócio, maldizer o tédio e rezar no altar da boemia encontrará motivos de sobra nas crônicas de Paulo Mendes Campos. Exímio na ciência de aproximar a prosa da poesia em textos elegantes, leves e bem-humorados, nas crônicas de O amor acaba o mineiro radicado no Rio de Janeiro é menos o contador de causos do que o apóstolo da boa vida. Publicados quase sempre em jornais, são antes ensaios sobre a efemeridade do êxtase achado no cotidiano mais áspero do que narrativas sobre o Brasil dos anos 1950 e 60 — ambiente que fomentou a bossa nova, o cinema novo, o futebol-arte e a arte da conversa fiada, expressa na geração que gerou, entre outros, Rubem Braga, Fernando Sabino, Antônio Maria e Drummond como luminares deste gêneto tão preciso quanto fugidio: a crônica.

Morte em Pemberley, de P.D. James (Trad. Sonia Moreira)
O ano é 1803. Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy já estão casados, tiveram dois filhos e sua felicidade na imponente propriedade rural de Pemberley parece inabalável. Mas a paz do lugar é ameaçada quando, na noite da véspera do baile anual de Pemberley, Lydia, uma das irmãs Bennet, chega à mansão gritando que o marido, George Wickham, foi assassinado na floresta. Com este ponto de partida, P.D. James retoma o universo do clássico Orgulho e preconceito, de Jane Austen, numa trama de assassinato em que nada é o que parece. Morte em Pemberley segue a tradição dos grandes romances de mistério sobre a aristocracia inglesa. P.D. James, criadora do detetive Adam Dalgliesh, estrela da maioria de seus livros, combina sua paixão pela obra de Austen a um suspense eletrizante, em que nem o grande casal da literatura inglesa está acima de qualquer suspeita.

Editora Seguinte

Infinity Ring: Um motim no tempo, de James Dashner (Trad. Alexandre Boide)
Quando os amigos Dak Smyth e Sera Froste descobrem o segredo da viagem no tempo — um dispositivo portátil conhecido como Anel do Infinito — eles não têm nem ideia da guerra oculta e milenar em que estão entrando; e muito menos de que a partir daquele momento embarcarão numa jornada cheia de perigos e serão responsáveis por salvar a humanidade. Neste volume, os garotos são apresentados aos Guardiões da História, uma sociedade secreta que remonta aos tempos de Aristóteles, e descobrem que fatos históricos importantíssimos estão sendo misteriosamente modificados, gerando Grandes Fraturas na Terra. Com a ajuda do Anel, Dak e Sera vão viajar até a Espanha de 1492 para tentar impedir a primeira catástrofe: um navegador chamado Cristóvão Colombo está sofrendo um motim terrível e será lançado ao mar antes de conseguir chegar na América! Eles precisam ser rápidos…
RESENHA!



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