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15 de junho de 2013

Lançamentos de 14/06/2013 da Companhia das Letras


Todo aquele jazz, de Geoff Dyer (Trad. Donaldson M. Garschagen)
Todo aquele jazz é uma história de destruição. Chet Baker e seu rosto arruinado ainda jovem, Art Pepper e seus desvarios na cadeia, Lester Young viciado em qualquer droga a seu alcance, Thelonious Monk paralisado pela doença mental. O autor inglês Geoff Dyer rompe a distância educada típica do ensaísmo tradicional e, assumindo um tom intimista, caminha entre os músicos que formam o tema deste livro. Considerado um dos mais instigantes livros já escritos sobre o gênero, Todo aquele jazz é uma mescla de ensaio e ficção que, em um salto de imaginação, aproxima-se dos gênios que construíram a época de ouro da música que deu voz aos oprimidos e mudou a história dos Estados Unidos.

O verão sem homens, de Siri Hustvedt (Trad. Alexandre Barbosa de Souza)
Quando seu casamento chega ao fim – ou a um interlúdio sem prazo para terminar-, Mia Fredricksen se sente uma estranha na própria casa. Ainda abalada pelo colapso nervoso, decide passar as férias de verão bem longe de Nova York e de seu cotidiano habitual, em uma cidadezinha nas pradarias de Missesota, lugar onde nasceu e onde vive sua mãe. Mais perto da infância e da velhice, e longe da sombra das figuras masculinas que marcam sua vida, Mia consegue a serenidade para reavaliar sua existência e, a partir da convivência com as mulheres ao seu redor, encontrar suas próprias respostas para as eternas questões do amor e o casamento, da solidariedade e a rivalidade, e das diferenças e semelhanças entre os sexos.

Ithaca Road, de Paulo Scott
Da janela do apartamento em Ithaca Road, Narelle observa o movimento da rua e do parque. O apartamento pertence ao seu irmão, que fugiu do país às vésperas da falência de seu negócio e lhe deixou um mar de problemas para resolver. No reencontro com algumas peças fundamentais do quebra-cabeça que se tornou sua vida, Narelle mal terá tempo de reparar na menina delicada e silenciosa que passa os dias desenhando no parque em Ithaca Road. Mas um primeiro passo na direção dessa garota pode trazer à tona um inesperado e incerto encontro entre passado e futuro. Ithaca Road traz uma história única e delicada envolvendo Penélopes contemporâneas, emancipadas, inconformadas, à procura do seu lugar num mundo novo que lhes convida a querer mais, muito mais.

Pássaros amarelos, de Kevin Powers (Trad. Donaldson M. Garschagen)
Aos 21 anos, o soldado John Bartle é enviado para lutar no Iraque. Lá, ele se vê confrontado pela morte por todos os lados: seja no número crescente de baixas do Exército norte-americano, seja nos inimigos em que se vê obrigado a atirar. Bartle luta para resistir ao massacre psicológico da guerra e, ao mesmo tempo, proteger Daniel Murphy, um garoto assustado do interior dos Estados Unidos. Mas ele vê o amigo ceder aos poucos e acaba implicado em um conflito que confunde promessas, lealdade e a ética própria da guerra. A tortuosidade da memória de Bartle guia a reconstrução dos anos que se passaram desde então. Kevin Powers, ele mesmo um veterano do Iraque, combina cenas cruas de horror a observações sensíveis sobre a perda da ingenuidade neste seu primeiro romance, considerado pela crítica como “a primeira obra-prima americana produzida pela Guerra do Iraque”.

Um domingo na cozinha, de Lycia Kattan e Daniel Kondo
Para os pais de Tom, Lola e Leo, os domingos eram sinônimo de cozinha: quando finalmente tinham conseguido arrumar a bagunça do café da manhã, já era hora de preparar o almoço, e nunca sobrava tempo para os programas em família. Mas aquele seria um domingo especial; afinal, era o primeiro dia de S.A.N.D.R.O. (ou Super Auto New-Design Rare Overcooking machine) como robô-chef da casa. Acontece que o primeiro prato feito por aquela “revolução culinária”, segundo o comercial da tevê, não ficou lá muito saboroso – nem o segundo nem o terceiro nem o quarto… Apesar da decepção, as crianças acabaram arregaçando as mangas para ajudar os pais e descobriram receitas deliciosas e divertidas (que aparecem ao final do livro) e que não precisavam da ajuda de nenhum robô!

Editora Paralela

Para sempre sua, de Sylvia Day (Trad. Alexandre Boide)
Alto, moreno, rico, bem-sucedido, poderoso e, claro, lindo, Gideon Cross era o homem que qualquer mulher adoraria ter ao seu lado. Desde a primeira vez que se cruzaram, surge uma atração incontrolável entre eles. O que no começo parece ser só sexo, aos poucos vai se tornando uma paixão arrebatadora. Gideon e Eva não conseguem ficar um minuto sequer sem pensar um no outro, sem desejar-se. Os dois se entregam profundamente, revelando traumas e segredos de um passado complicado que até hoje os assombra com as suas marcas. Além disso, o dia a dia vai se revelar ainda mais desafiador. Se por um lado, Gideon e Eva não se cansam de seus encontros pra lá de sensuais, por outro, a presença implacável de Corinne, ex-mulher de Gideon, de Brett, ex-namorado gatíssimo de Eva por quem ela era apaixonada, e de Deanna, uma jornalista que só pensa em acabar com Gideon, fazem com que qualquer passo errado possa colocar tudo a perder. Mas até onde estariam dispostos a ir um pelo outro? O que sacrificariam por uma relação tão dependente quanto esta? Será que mesmo diante de todos os obstáculos conseguirão, enfim, ficar juntos?

Portfolio-Penguin

A teoria do bambu, de Ping Fu (Trad. André Fontenelle)
Ping Fu sabe o que significa ser operária de fábrica e presa política num país cuja Revolução Cultural quis eliminar todas as pessoas que tinham instrução. Sabe o que é ser espancada e estuprada apenas por fazer parte de uma família rica. Sabe o que é ser deportada para outro continente, sem dinheiro, família ou amigos, e começar uma nova vida como faxineira e garçonete. Por outro lado, Ping Fu também sabe o que é ser CEO de uma grande empresa de tecnologia, e ser eleita Empresária do Ano. Sabe como é ser amiga e mentora de um dos maiores programadores de software de que se tem notícia. Sabe o que é dar palestras para multidões e conselhos ao presidente dos Estados Unidos. Essa é a história de Ping Fu, a história de uma vida em dois mundos. Nascida às vésperas da Revolução Cultural da China, Ping Fu foi separada de sua família aos oito anos. Cresceu em meio a ritos de humilhação praticados pela Guarda Vermelha de Mao, e aos 25 anos foi forçada a deixar seu país natal para buscar uma nova vida nos Estados Unidos. Falando apenas três palavras em inglês e seguindo os ensinamentos taoistas aprendidos na infância, Ping Fu chegou aos Estados Unidos e menos de dez anos depois já era uma empresária bem-sucedida. Aos 38 anos fundou a Geomagic, empresa que é hoje a maior fornecedora de softwares 3D para a criação de modelos digitais de objetos reais. A teoria do bambu é o relato de uma jornada quase inacreditável. Um verdadeiro tributo à coragem de uma mulher em face da crueldade e uma valiosa lição sobre o poder da resiliência.



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