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12 de setembro de 2015

Lançamentos de setembro: Autêntica (Grupo Autêntica)

Orlando: Uma Biografia
Virginia Woolf - Autêntica / Grupo Autêntica
288 páginas - 2015 - R$64,00 - comprar

Sinopse:
"Orlando, um arremedo de biografia, descreve a vida do personagem homônimo, descendente de uma ancestral família aristocrática inglesa, que, no começo da narrativa, vive no século XVI, é homem e tem 16 anos. Acompanhamos sua vida por cerca de quatro séculos, na maior parte dos quais se mantém com a idade de 30 anos. No meio da narrativa, enviado pelo rei Charles II, como embaixador da Inglaterra, a Constantinopla, ele passa por uma transformação radical.
Além de homenagear Vita Sackville-West, a aristocrata que serviu de modelo para a figura de Orlando, e de jogar com as convenções da biografia tradicional, Virginia explora aqui alguns dos seus temas preferidos: a incongruência entre, de um lado, o tempo do relógio e do calendário e, de outro, o tempo vivido, subjetivo; o caráter fragmentado, múltiplo e incerto da subjetividade; e, sobretudo, a instabilidade e a artificialidade da identidade sexual.
A presente edição, com posfácio de Silviano Santiago, é enriquecida com as ilustrações da edição original e com extensas notas do tradutor."


Relatar a Si Mesmo
Judith Butler - Autêntica / Grupo Autêntica
200 páginas - 2015 - R$39,90

Sinopse:
"O que significa ter uma vida ética? Em seu primeiro estudo amplo sobre filosofia moral, Judith Butler nos oferece o esboço para uma nova prática ética, que responda à necessidade de autonomia crítica e que se fundamente em um novo sentido do que é o sujeito.
O ponto de partida de Butler é nossa capacidade de responder a perguntas do tipo: “Como (eu) devo agir?” ou “O que (eu) devo fazer?” Ela mostra que essas questões só podem ser respondidas se antes perguntarmos quem é esse eu que se vê na obrigação de fazer um certo tipo de relato de si e de agir de determinada maneira. Como o sujeito descobre que não pode narrar a si mesmo sem se responsabilizar, ao mesmo tempo, pelas condições sociais em que surge, a reflexão ética exige uma teoria social.
Butler nos mostra neste livro como é difícil relatar a si mesmo e como essa falta de autotransparência e narratividade é crucial para um entendimento ético do ser humano. Em um diálogo brilhante com Adorno, Lévinas, Foucault e outros pensadores, Butler nos oferece uma crítica do sujeito moral, argumentando que o sujeito ético transparente e racional é um construto impossível que busca negar a especificidade do que é ser humano. Só podemos nos conhecer de forma incompleta, e apenas em relação a um mundo social mais amplo que sempre nos precedeu e moldou de maneiras que não somos capazes de apreender inteiramente. Se somos opacos a nós mesmos, de que maneira o ato ético pode ser definido pela explicação que damos de nós? Um sistema ético que nos considera responsáveis por nosso pleno autoconhecimento e nossa consistência interna não nos inflige um tipo de violência ética, levando a uma cultura de autocensura e crueldade?
Ao reformular a ética como um projeto em que ser ético significa tornar-se crítico das normas que nunca escolhemos, mas que guiam nossas ações, Butler ilumina o que significa para nós, criaturas falíveis, criar e compartilhar uma ética da vulnerabilidade, da humildade e da responsabilidade."

O Primado da Percepção e Suas Consequências Filosóficas
Maurice Merleau-Ponty - Autêntica / Grupo Autêntica
80 páginas - 2015 - R$34,00

Sinopse:
"Neste livro, encontramos Merleau-Ponty em dois momentos distintos. Primeiramente, aos 25-26 anos, quando elabora e realiza o seu projeto de pesquisa sobre a natureza da percepção. Em 1933-1934, ele se volta para as noções correntes de consciência e de sensação, interroga a fisiologia, a patologia e a psicologia da percepção – concebe, de modo original, a clivagem entre a consciência das coisas e uma consciência imanente. O jovem fenomenólogo revisita a Gestaltpsychologie na delimitação de seu objeto e nos seus métodos de análise, acompanha a percepção de mundo da criança e toma distância perante as fórmulas representadas por Piaget, mas não se dá por satisfeito com as consequências filosóficas que é preciso extrair das investigações científicas.
Também o encontramos após a Segunda Guerra Mundial, agora com 38 anos. Em 1946, perante a Société française de philosophie, expõe O primado da percepção e suas consequências filosóficas. O filósofo não vincula o sujeito ao determinismo de uma natureza exterior, mas o recoloca no “berço do sensível, que ele transforma sem abandoná-lo”, assim como o sujeito também não é submetido a nenhuma história em si: “a história são os outros, a relação de intercâmbio que temos com eles e fora da qual nosso ideal assume figura de álibi”. Após instituir a percepção como modalidade original da consciência, examinar a relação orgânica entre sujeito percipiente e mundo percebido, Merleau-Ponty pensa os resultados de sua pesquisa, não sem mostrar, a cada passo, que a experiência da percepção nos ensina a passagem da certeza da ideia à certeza da percepção – seu entrelaçamento proporciona, em suma, a unidade do tempo. Nesse sentido, toda consciência é perceptiva, inclusive a consciência de nós mesmos. Não haverá, portanto, nenhuma destruição do absoluto ou da racionalidade, senão do absoluto e da racionalidade separados."

A Ideologia e a Utopia
Paul Ricœur - Autêntica / Grupo Autêntica
368 páginas - 2015 - R$57,00

Sinopse:
"Este livro é resultado de um curso que Ricœur ministrou na Universidade de Chicago, em 1975.
Desde Mannheim, Ricœur é o primeiro a abordar ideologia e utopia num mesmo quadro conceitual. Analisa textos do jovem Marx, discute teses de Althusser, Weber, Habermas e Geertz: a distorção ideológica se baseia na estrutura simbólica da vida social e não se reduz a justificações e identificações – ilusões socialmente necessárias. Com Mannheim, Saint-Simon e Fourier, a utopia, não reduzida a patologias desconectadas da “realidade”, promove um distanciamento crítico e fecundo – utopia como poesia social. Nesse sentido, prolonga-se e aprofunda-se um problema formulado por Ricœur desde Du texte à l’action (1986): a utopia impede o “horizonte de expectativas de fundir-se com o campo da experiência”? A hipótese é que a conjunção de utopia e ideologia constitui um exemplo do que Ricœur chama imaginação social e cultural. O estudo inscreve um momento crítico na hermenêutica, propondo uma alternativa ao fracasso do modelo que opõe a ciência à ideologia.
Em diálogo com a psicanálise, a linguística, o estruturalismo, a crítica literária, as teorias sociais e a história, o que temos em mãos é uma lição de filosofia política. Lembra Ricœur: “Sem projeto de libertação, a hermenêutica é cega, mas sem experiência histórica, o projeto de emancipação é vazio”."

Princípios da Filosofia Cartesiana e Pensamentos Metafísicos
Espinosa - Autêntica / Grupo Autêntica
320 páginas - 2015 - R$59,00

Sinopse:
"Quanto mais se lê e se estuda Espinosa, mais forte é a impressão de que estamos ainda distantes de esgotar as possibilidades de seu pensamento revolucionário. Daí a oportunidade de uma série, no interior da coleção Filô, dedicada à filosofia espinosana e que tem como um de seus principais objetivos oferecer ao público lusófono novas traduções das obras de Espinosa, afinadas com o estado atual das pesquisas sobre o filósofo. Com esta publicação dos Princípios da filosofia cartesiana e Pensamentos metafísicos, esperamos dar um passo importante nessa direção.
No livro, publicado em 1663, Espinosa faz uma exposição, à maneira geométrica, das principais teses da filosofia de Descartes; em apêndice, promove uma discussão detalhada de alguns conceitos fundamentais da escolástica, sempre à luz da renovação trazida pelo cartesianismo. O trabalho de preparação do texto e de tradução foi conduzido com cuidado, a fim de elaborar o que se pode considerar a mais completa tradução já realizada deste livro: o texto latino, oferecido em edição bilíngue, foi cotejado com a edição original e com outras edições, sendo em vários pontos corrigido; incluíram-se os índices da primeira edição e as variantes da tradução holandesa do século XVII, revisada pelo autor (inclusive uma poesia dedicatória em holandês, até onde sabemos, jamais traduzida). Completam ainda o volume um conjunto com traduções de duas cartas de Espinosa e de dois textos de Descartes decisivos para o projeto espinosano de exposição geométrica do cartesianismo."

Alfabetismo e Letramento no Brasil: 10 anos do Inaf
Organização: Vera Masagão Ribeiro, Ana Lúcia D'Império Lima, Antônio Augusto Gomes Batista - Autêntica / Grupo Autêntica
480 páginas - 2015 - R$54,00

Sinopse:
"Em 2001, a Ação Educativa e o Instituto Paulo Montenegro, duas organizações da sociedade civil que atuam na promoção do direito à educação, criaram o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). O objetivo era produzir informações inéditas no Brasil que servissem para fomentar e qualificar o debate público sobre a qualidade da educação no país. O Inaf tem como pressuposto que as habilidades de ler, escrever e operar com informações quantitativas é um importante legado da educação escolar para as pessoas, capacitando-as para uma inserção autônoma na sociedade letrada, ampliando sua capacidade de seguir aprendendo e se desenvolvendo ao longo de toda a vida.
Entre 2001 e 2011, foram realizadas oito edições do Inaf, permitindo reunir uma imensa quantidade de informações acerca do nível de alfabetismo dos brasileiros levando em conta variáveis como raça, gênero, práticas de leitura, renda e escolaridade, entre outras. Todas estas foram organizadas e transformadas em um banco de dados que foi disponibilizado para pesquisadores.
Em 2012, A Ação Educativa, o Instituto Paulo Montenegro e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) se juntaram para organizar o seminário Inaf 2001-2011: perspectivas e visões do alfabetismo no Brasil, que seria o ponto de partida para a criação desta publicação. Vários pesquisadores foram convidados a fazer uso do banco de dados desses 10 anos de pesquisa e propor análises que pudessem trazer novas leituras e hipóteses interpretativas acerca do tema do letramento e do alfabetismo no Brasil.
Assim, o livro Alfabetismo e Letramento é o resultado da reflexão e análise de um conjunto de especialistas de diferentes áreas do conhecimento que traçam um panorama da evolução dos níveis de alfabetismo na década. Alguns artigos vão se debruçar sobre as análises estatísticas e aspectos metodológicos do Inaf, enquanto outros vão estabelecer diálogo com a educação de jovens e adultos e discutir práticas de leitura dos brasileiros.
As várias análises construídas com base nos 10 anos do Inaf são também um potente instrumento para colocar em debate e tornar mais complexa a visão sobre o que denominamos analfabeto ou analfabeto funcional em um mundo em que a cultura letrada se tornou central para que o cidadão possa ser, de fato, um sujeito de direitos. Já nos anos 1990, o desenvolvimento do conceito de alfabetismo teve como perspectiva buscar um novo olhar para o tema do analfabetismo para a educação de adultos. Entre aqueles que podem ser considerados analfabetos absolutos ou aqueles que são classificados como nível pleno de alfabetismo, existe um grande número de matizes. Quando se vai além da chave binária alfabetizado/analfabeto, pode-se compreender alguns dos determinantes que contribuem para que esse sujeito tenha um certo nível de alfabetismo, sendo possível também começar a pensar na formulação de novas políticas educacionais que alavanquem esses sujeitos."

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