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26 de fevereiro de 2016

Lançamentos de fevereiro: Globo Livros

E se for Você?
Rebecca Donovan - Globo Alt / Globo Livros
416 páginas - 2015 - R$29,90 - comprar

Sinopse:
"Cal Logan e Nicole Bentley eram melhores amigos quando crianças, mas tudo mudou no ensino médio, depois que ela se enturmou com o pessoal mais popular da escola e passou a ignorá-lo. Eles se formaram e Cal foi estudar em Crenshaw, perto de Nova York, enquanto Nicole entrou em Harvard, realizando o grande sonho de seu pai.
Quando Cal vai passar as férias de verão em sua cidade natal, fica surpreso em saber que ninguém mais teve notícias dela desde que se mudaram, há mais de um ano.
Assim que as aulas na universidade recomeçam, ele cruza no campus com uma garota que é idêntica a Nicole, mas que se chama Nyelle Preston e tem uma personalidade completamente diferente: Nicole era tímida e insegura, enquanto Nyelle é impulsiva, ousada e só quer aproveitar a vida.
Enquanto tenta desvendar os segredos de Nyelle – afinal, ela é ou não Nicole? – Cal viverá com ela momentos inesquecíveis e apaixonantes, que aos poucos farão com ele perceba que a identidade daquela garota misteriosa é o que menos importa.
Com uma narrativa envolvente e poética, Rebecca Donovan cria personagens cativantes que despertam diversos questionamentos e emoções: e se pudéssemos mudar de rumo? E se nos permitíssemos apenas aproveitar o momento? E se o amor for algo bem mais simples do que imaginamos?"



Euforia
Lily King - Globo Livros
248 páginas - 2016 - R$39,90 - comprar

Sinopse:
"Euforia conta a história da antropóloga Nell Stone, que em uma viagem pela Nova Guiné com seu marido Fenwick encontra Andrew Bankson, um antropólogo menos experiente que acaba se apaixonando por ela. A antropologia, ciência que começava a se popularizar na década de 1930, serve de pano de fundo para uma história de amor e cumplicidade.
O livro, que entrou para a lista dos mais vendidos do New York Times, é inspirado em um período da vida de Margaret Mead, antropóloga que se tornou famosa nos Estados Unidos ao estudar a influência da cultura no comportamento de crianças e adolescentes em diferentes povos. Mead e seu segundo marido, Reo Fortune, trabalhavam na Nova Guiné quando conheceram Gregory Bateson, que se tornou o terceiro marido da pesquisadora.
Bankson, Nell e Fen se encontram enquanto o casal prepara uma viagem para a Austrália e Bankson convence os dois a ficar na Nova Guiné por mais tempo. A permanência de Nell e Fen estreita o relacionamento entre o trio. Após anos vivendo entre os nativos, Bankson encontra em Nell alguém com quem conversar sobre seu trabalho. Ela confia nele, expõe suas ideias e se sente ainda mais empolgada com a própria pesquisa. Enquanto isso, Fen, intimidado pelo reconhecimento alcançado pela esposa, cuja carreira começa a despontar, torna-se cada vez mais arredio, revelando seus sentimentos e inquietações a Bankson.
A relação entre os três alterna momentos de afeto, rivalidade e tensão que irão prender e emocionar os leitores. Lily King usa as memórias de Bankson e os diários de Nell para revelar os detalhes de uma história de amor que conquistou a crítica e o público e será adaptada para o cinema por Michael Apted, diretor da série Masters of Sex e de filmes como 007 – O mundo não é o bastante e Nas montanhas dos gorilas."

Deus Não É Grande: Como a Religião Envenena Tudo
Christopher Hitchens - Globo Livros
472 páginas - 2016 - R$44,90 - comprar

Sinopse:
"“Deus não criou o homem à sua própria imagem, foi o contrário”. Essa afirmação norteia o escritor e jornalista britânico Christopher Hitchens no livro Deus não é grande – como a religião envenena tudo. Como todo e qualquer ser supremo, na verdade, Deus não passaria de uma criação humana, e as consequências disso são a profusão de deuses e de religiões e as guerras entre e no interior dos credos e que retardaram o desenvolvimento da civilização.
A religião organizada, por ser imoral, irracional, intolerante e racista, segundo o autor, degrada as crianças ao doutriná-las e provoca a repressão sexual; controla a alimentação e aumenta a culpa ao multiplicar as proibições mais arbitrárias possíveis; distorce as origens do ser humano e do cosmos; incentiva o fanatismo, sendo cúmplice da ignorância e do obscurantismo. Mesclando erudição e humor, Hitchens chega a essas conclusões se apoiando em experiências pessoais, fatos históricos e análises críticas de textos religiosos. As análises se concentram no cristianismo, judaísmo e islamismo, mas também há menções ao budismo e ao hinduísmo.
Sua perspicácia o levou a travar célebres embates contra ícones incontestáveis da religiosidade e do bem, como madre Teresa de Calcutá, que será canonizada pelo Vaticano em setembro 2016. Hitchens relata como o jornalista Malcolm Muggeridge lançou a marca “Madre Teresa” em todo o mundo ao contar o episódio em que ela teria emitido um brilho, um halo luminoso. A verdade, esclarece Hitchens, é que o suposto “milagre” devia-se à filmagem em condições de pouca luz e com um novo tipo de filme da Kodak.
Suas objeções à fé religiosa também englobam casos de pedofilia na Igreja Católica dos Estados Unidos, episódios de intolerância religiosa entre católicos e protestantes na Europa e conflitos motivados pelo radicalismo de judeus e muçulmanos no Oriente Médio.
Hitchens defende que nenhuma religião oferece uma resposta satisfatória às questões fundamentais da existência humana, cujos dilemas morais e éticos, segundo ele, estariam mais bem representados em autores clássicos, como Shakespeare, Dostoiévski e Tólstoi, do que em qualquer escritura sagrada. Em sua visão, o ideal seria que a ética e a investigação científica substituíssem a religião. “Se você dedicar um pouco de tempo a estudar as impressionantes fotografias tiradas pelo telescópio Hubble, estará examinando coisas que são muito mais assombrosas e belas – e mais caóticas e atordoantes e ameaçadoras – que qualquer história da criação”, assegura o autor."

O Livro da Literatura
Coleção As Grandes Ideias de Todos os Tempos.
Vários autores - Globo Livros
352 páginas - 2016 - R$69,90 - comprar

Sinopse:
"O mais novo volume da Coleção As Grandes Ideias de Todos os Tempos é dedicado ao estudo das grandes obras e autores da literatura mundial. O livro da literatura é uma viagem pelas grandes obras da humanidade, desde a Ilíada à Paixão Segundo G. H., e explora os romances, os contos e as poesias mais importantes de cada época.  A edição inclui alguns dos principais escritores brasileiros, como Machado de Assis, Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos e Clarice Lispector.
Escrito por professores e pesquisadores, o livro apresenta o contexto, a história e as tradições literárias que influenciaram cada obra de ficção. Os artigos incluem uma minibiografia do escritor e linhas do tempo que contextualizam suas obras de acordo com o momento histórico.
A linguagem simples e o projeto gráfico dinâmico mostram esquemas que explicam a estrutura das obras e outros livros relacionados. Sem complicar, O Livro da Literatura é uma leitura prazerosa e informativa que vai agradar aos apaixonados por literatura e ajudar os estudantes.
Dividido em sete partes, o livro aborda as escolas e correntes literárias desde a Antiguidade, passando pelo Iluminismo, a ascensão do romance até a literatura contemporânea. Quem gosta de ler, irá se surpreender com as sugestões de leitura relacionadas aos seus livros favoritos e descobrirá novos autores."


A Situação Humana
Aldous Huxley - Biblioteca Azul / Globo Livros
294 páginas - 2016 - R$49,90 - comprar

Sinopse:
"O eterno esforço do homem, tal qual um trabalho hercúleo, em dar uma ordem e constante significação ao mundo que habita. Com esta frase poderíamos sintetizar o pensamento de Aldous Huxley, talvez um dos autores mais festejados da Biblioteca Azul, da Globo Livros, nestas palestras proferidas no ano de 1959, na Universidade de Santa Barbara, nos Estados Unidos.
E é nesta relação com o mundo que reside a tentativa de conciliação com ele. Dar ordem, encaixar, entender, ajustar os ponteiros. Fundamentar e balizar, em termos filosóficos e sociais, o espírito do tempo a novas gerações, trazer luz aos problemas de uma época e examinar as potencialidades do mundo moderno, tal como ele é ou tal como ele exige que seja.
A edição da Biblioteca Azul, revista e com novo projeto gráfico, resgata a obra que estava fora de catálogo há mais de 2 décadas. Os tópicos tratados por Huxley variam da natureza humana, e sua situação, até os primórdios da linguagem, onde tudo começou e por que somos o que somos e nos comunicamos de um modo bastante parecido até hoje. Passa pelo discurso e pela crítica religiosa, toca na cultura oriental, ao qual o autor então já se mostrava envolvido, e chega a debates que ainda fervem passado mais de meio século: a opressão dos nacionalismos, a genética como frágil ponto de partida, a deterioração do planeta, entre diversos tópicos que se tocam e se repelem a cada contato.
A tradução por conta da escritora Lya Luft mantém o tom intelectual do original e ainda equilibra bem o ritmo da fala, já que o conteúdo veio exclusivamente das palestras. Acessível e uma fonte inesgotável de referências das mais diversas, este A situação humana continua sendo um trabalho filosófico de primeiro porte: os insights do autor para o futuro nos transportam no tempo e nos fazem refletir sobre o que ainda queremos, o que ainda precisamos, o que ainda falta.
Trata-se de leitura obrigatória tanto para o entusiasta de Huxley que ainda não conhece a obra como para quem já teve a oportunidade de ler no passado e busca uma avaliação espiritual a partir do referente que, mesmo invisível, é o mais confiável: o tempo. Em paralelo com Admirável novo mundo, Contos escolhidos, Contraponto e Sem olhos em Gaza, todos recuperados pela Biblioteca Azul, esta edição forma um mosaico complexo e cheio de luz de quem foi um dos autores mais célebres do modernismo inglês."

Ana de Amsterdam
Ana Cássia Rebelo - Biblioteca Azul / Globo Livros
192 páginas - 2016 - R$34,90 - comprar

Sinopse:
"Ana Cássia Rebelo é uma mulher com suas horas bastante ocupadas, dividindo seu tempo entre o emprego como advogada numa repartição, os três filhos ainda pequenos e um casamento já desgastado. Nessa rotina, que oscila sempre entre o tédio da segurança e o desejo do inesperado, Ana encontra lugar para escrever. E foi assim que surgiu, em 2006, o blog Ana de Amsterdam, em que ela ia registrando esse movimento pendular entre pequenas vitórias e grandes angústias. Das postagens do blog, imensamente literárias apesar de intrinsecamente efêmeras, o jornalista e crítico português João Pedro Jorge pôde organizar uma obra que funciona como diário íntimo, em que os pequenos textos são datados, e vão desenhando uma personagem rica, um tanto misteriosa, capaz de confundir o leitor entre uma doçura maternal e uma rascante agressividade.
Com um histórico depressivo, muito inteligente e sensível, o que vemos na sucessão dos dias dessa narrativa fragmentada é o retrato subjetivo da chamada mulher moderna, esse ser quase indefinível. Ana sente desejo e nega-o, ama os filhos, mas se sente sobrecarregada, se apega à vida por detalhes, e encontra o sentido perdido no cotidiano doloroso em um pôr do sol bonito numa cidade indiana. Com parte da família em Goa, essa terra misteriosa em que a Índia fala a língua portuguesa, Ana desenha no país distante a possibilidade de descobertas – como antigos navegadores buscavam especiarias. A mesma busca se dá por uma sexualidade crua, em que não há tabus, e a frigidez, a masturbação, o desejo doente são temas tratados corriqueiramente, conceitualmente e na linguagem – limpa, crua, direta.
O resultado desse conjunto coeso de pequenas narrativas é um livro escrito em uma prosa brilhante, que se a filia a nomes como Sylvia Plath e Virginia Woolf, no que todas têm de prosadoras poderosas e marcantes – também finca o pé em certa tradição nacional portuguesa, e o conjunto de fragmentos do livro lembra o Livro do desassossego, de seu conterrâneo mais ilustre.
Que o leitor se embrenhe nessa prosa primorosa. Que descubra a literatura contemporânea portuguesa, e que, atentamente, descubra o poder da narrativa feminina."



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