Lançamentos: Companhia das Letras (Grupo Companhia das Letras)

Lançamentos da Companhia das Letras, selo principal do Grupo Companhia das Letras, em abril de 2018.
Passagem para o Ocidente
Mohsin Hamid - Companhia das Letras
176 páginas - R$ 42,90 - comprar

Sinopse:
"Uma história de amor e de esperança em meio à guerra. Eleito um dos dez melhores livros do ano de 2017 pelo jornal The New York Times e pela revista Time, entre outras publicações.
Numa cidade não nomeada, os jovens Saeed e Nadia iniciam um romance constrangido pelas pressões religiosas e sacudido pela crescente violência de uma guerra civil. Quando ouvem rumores da existência de portais clandestinos que levam a outros países, eles resolvem se arriscar numa aventura sem volta. Ao lado dos protagonistas, o leitor é levado aos mais diversos cenários geográficos e humanos, numa jornada vertiginosa e cheia de surpresas.
“Uma visão mágica da crise dos refugiados” é como o jornal britânico The Guardian definiu Passagem para o Ocidente. Por sua mistura singular de realismo e fantasia, bem como por sua prosa precisa e contundente, o livro foi um dos finalistas do Man Booker Prize e considerado um dos melhores de 2017 por publicações como o jornal The New York Times e a revista Time.
"Um dos melhores livros do ano." – Barack Obama."

O Imortal
Mauricio Lyrio -  Companhia das Letras / Grupo Companhia das Letras
344 páginas - R$ 54,90 - comprar

Sinopse:
"O encontro entre literatura e política é explorado por Mauricio Lyrio num romance que encarna com maestria o caráter absurdo dos tempos atuais.
No ano de 2025, o Brasil é agraciado pela primeira vez com um prêmio Nobel. Autor de apenas três livros, o escritor e diplomata Cássio Haddames é o improvável laureado. Avesso a eventos literários e a toda forma de exposição midiática, Cássio está suficientemente habituado a lidar com negociações e trocas de interesse para compreender que a campanha oficial de apoio não se restringiu a seu nome e fez parte de uma manobra malsucedida em que literatura e diplomacia eram peças menores de um jogo mais amplo. Nada disso o impede de receber o prêmio em Estocolmo, onde, sem saber, dá o primeiro passo em direção a um abismo em que amor e poder se confundem e no qual Lyrio habilmente lança o leitor.
Ao somar à motivação subjetiva de cada ação humana sua dimensão política, o autor transita pelo universo das relações internacionais e pessoais, construindo uma história de amor, interesses e vaidades a partir de uma vertiginosa sobreposição de registros e camadas que não só flerta com o surreal mas expõe a inesgotável complexidade humana."

A Casa dos Mortos: o Exílio na Sibéria Sob os Románov
Daniel Beer - Companhia das Letras
496 páginas - R$ 84,90 - comprar

Sinopse:
"Dostoiévski criou a expressão “casa dos mortos” para designar o sistema prisional brutal e desumano a que eram submetidos os exilados na Sibéria, onde ele mesmo ficou preso. Neste livro fundamental, Daniel Beer narra a história de um experimento social fracassado, mas que influenciou de maneira decisiva as forças políticas do mundo moderno.
Em A casa dos mortos, o historiador Daniel Beer demonstra como o exílio siberiano havia sido pensado não só como repositório de criminosos comuns e dissidentes políticos, mas também como um projeto de colonização de vastos territórios. Na prática, foi enviado ao interior da região um exército de miseráveis e vagabundos irrecuperáveis, que sobreviviam mendigando e roubando dos verdadeiros colonizadores, os camponeses siberianos.
Entre os degredados havia também gerações de revolucionários de grandes e pequenas cidades da Rússia europeia e da Polônia. A Sibéria se tornou um gigantesco laboratório da revolução, e o exílio, um rito de passagem para homens e mulheres que um dia governariam a Rússia.
As biografias e os escritos de uns poucos luminares dominam a memória histórica do exílio siberiano antes da Revolução Russa. Alguns deles, como Fiódor Dostoiévski e Vladímir Lênin, passaram pelo desterro; outros, como Anton Tchékhov e Liev Tolstói, produziram retratos expressivos da vida dos condenados na Sibéria em reportagens e textos ficcionais.
Para cada radical banido, milhares de criminosos comuns e suas famílias foram expulsos para o esquecimento na Sibéria. Sua sorte só sobrevive em relatórios policiais, petições, atas de julgamentos e correspondência oficial que foram compilados e retidos pelo Estado policial cada vez mais desenvolvido e sofisticado. Por meio desses documentos, Daniel Beer resgata as experiências de revolucionários e criminosos comuns na Sibéria, desde a coroação de Alexandre I, em 1801, à abdicação de Nicolau II, em 1917.
“Uma obra-prima […] A origem de muitas das patologias da Rússia moderna pode ser atribuída ao grande experimento tsarista [do exílio siberiano] — suas tensões, seus traumas e seu abjeto fracasso.” — The Economist.
“Beer garimpou uma quantidade impressionante de material […] Desse poderoso manancial emerge uma história com riqueza de detalhes que dá vida e clareza ao terror comumente associado ao nome ‘Sibéria’.” — The New York Times Book Review."

O Romance Luminoso
Mario Levrero - Companhia das Letras
648 páginas - R$ 84,90 - comprar

Sinopse:
"Considerado o principal romance latino-americano depois de 2666, de Roberto Bolaño, O romance luminoso é um romance sobre o desejo de escrever um romance. Um romance sobre manias, transtornos do sono, vício em computadores, hipocondria, o amor e a morte. Um romance sobre as experiências luminosas e sobre tudo aquilo que não se pode narrar.
No ano 2000, Mario Levrero recebeu uma bolsa da Fundação Guggenheim para terminar de escrever O romance luminoso. O livro tinha sido iniciado em 1984, na mesma época em que o autor, endividado, se mudou de Montevidéu para Buenos Aires à procura de trabalho. Com a bolsa, em vez de se dedicar ao romance, no entanto, Levrero se lançou à escrita febril de um diário da escrita do romance, diário este que se tornaria, ele mesmo, o seu magistral O romance luminoso. O livro narra em detalhes as confusões cotidianas de um homem de sessenta anos. Estão aqui todos os tiques de um narrador obsessivo tomado por fobias e superstições. Para o autor uruguaio, a possível transcendência só poderia surgir da repetição de manias que atribui à vida real sua condição de permanente adiamento. Assim, a procrastinação e a busca deste livro “luminoso” são a própria matéria de que são feitas as horas, e a aventura literária se insinua através de idas e vindas da espera simbolizada pelos relatórios irônicos do andamento do projeto ao “Sr. Guggenheim”, por visitas amorosas, madrugadas insones em frente ao computador, a busca pelo significado dos sonhos, passeios pelas ruas de Montevidéu e advertências, prefácios, prólogos e epílogos.
“Um dia enfim abri O romance luminoso e fui com ele até a derrota final, incapaz de deixar de lado esse tão fascinante herói da escrita.” — Enrique Vila-Matas.
“Enquanto seus contemporâneos continuavam publicando versões rotineiras do grande romance latino-americano, Levrero construía uma literatura nova; uma obra que via com ceticismo os caminhos do boom e que se opunha a toda pressão normalizadora. Ele não queria fundar ou confirmar ou refutar mitologias: queria escrever, somente, solitariamente.” — Alejandro Zambra."

Nunca Houve um Castelo
Martha Batalha - Companhia das Letras / Grupo Companhia das Letras
256 páginas - R$ 44,90 - comprar

Sinopse:
"Em seu segundo romance, Martha Batalha recria a trajetória dos descendentes de Johan Edward Jansson, cônsul da Suécia no Brasil que em 1904 construiu um castelo em Ipanema.
Rio de Janeiro, 1968. Estela, recém-casada, mancha com choro e rímel a fronha bordada de seu travesseiro. Uma semana antes ela estava na festa de Réveillon que marcaria de modo irremediável seu casamento. Estela sabia decorar uma casa, receber convidados e preparar banquetes, mas não estava preparada para o que aconteceu.
Setenta anos antes, Johan Edward Jansson conhece Brigitta também em uma festa de Réveillon, em Estocolmo. Eles se casam, mudam-se para o Rio de Janeiro e constroem um castelo num lugar ermo e distante do centro, chamado Ipanema.
Nunca houve um castelo explora como essas duas festas de Ano-Novo definem a trajetória dos Jansson ao longo de 110 anos. É uma saga familiar embebida em história, construída com doses de humor, ironia e sensibilidade. A riqueza e a complexidade dos múltiplos personagens criados por Batalha permitem tratar de temas que se entrelaçam e definiram a sociedade brasileira nas últimas décadas, como o sonho da ascensão social, os ideais femininos e feministas, a revolução sexual, a reação ao golpe militar, a divisão de classes, a deterioração do país.
Um romance comovente sobre escolhas e arrependimentos, sobre a matéria granular da memória e as mudanças imperceptíveis e irremediáveis do tempo."

Reserva Natural
Rodrigo Lacerda - Companhia das Letras / Grupo Companhia das Letras
184 páginas - R$ 44,90 - comprar

Sinopse:
"Em dez contos, Rodrigo Lacerda aborda o tema do “mundo natural”. Mas a “reserva” de seu título poderia evocar também dissimulação e recato, por um lado, e por outro o potencial poder de destruição de tropas em retaguarda. O mundo natural deste livro é um mundo de mistérios, violência, beleza e medo.
Em Reserva natural, a natureza nem sempre é idílio, nem sempre é inferno. Inclui o homem, compete com ele, atiça-o e o ameaça. Formas de vida de uma comovedora e constrangedora simplicidade — bactérias, micróbios, células cancerosas — “executam suas funções biológicas sem prazer ou dor, sem juízo crítico”.
Uma mulher coleciona, em vidrinhos, um pouco do ar de Paris, e humanos intrusos investigam e emulam os jogos sexuais entre as orquídeas e os insetos. Há um momento de enlevo na mesa de um massagista, um momento de alegria para o corpo, e há o pavor da morte junto ao mar, justo quando a vida parece mais intensa e inebriante.
Nesses momentos, e em tantos outros, Rodrigo Lacerda nos mantém em suspenso, pregados ao texto, a esse mundo do qual estranhamente nos distanciamos. A segurança com que assume vozes distintas e a destreza com que nos enreda nessas narrativas mostram, uma vez mais, por que está entre os autores mais relevantes do país."

Carta a D.
André Gorz - Companhia das Letras
112 páginas - R$ 44,90 - comprar

Sinopse:
"Uma das declarações de amor mais conhecidas e emocionantes de nosso tempo, este livro é também uma afirmação comovente de companheirismo entre duas pessoas apaixonadas.
“Você está para fazer 82 anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que 45 quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz 58 anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca.” Assim André Gorz inicia sua carta de amor a Dorine, mulher ao lado de quem ele passou a vida e que há alguns anos sofria de uma doença degenerativa incurável.
Como um dos principais filósofos do pós-guerra francês, Gorz escreveu inúmeros livros influentes, mas nenhuma de suas obras será tão amplamente lida e lembrada quanto esta carta simples e bela, em que ele rememora tanto a história de companheirismo, amor e militância do casal como a trajetória intelectual que percorreram juntos.
Um ano após a publicação de Carta a D., um bilhete encontrado na casa onde moravam fez as vezes de pós-escrito à narrativa: André e Dorine tiraram a própria vida juntos, numa renúncia comovente a viver sozinhos."

Coral e Outros Poemas
Sophia de Mello Breyner Andresen - Companhia das Letras / Grupo Companhia das Letras
392 páginas - R$ 54,90 - comprar

Sinopse:
"Com seleção e apresentação de Eucanaã Ferraz, esta antologia reúne poemas lapidares de uma das vozes mais marcantes e comoventes da literatura portuguesa.
O mar é um dos elementos centrais da lírica de Sophia de Mello Breyner Andresen. As “praias lisas”, a “linha imaginária” e as “ondas ordenadas”, em seus poemas, simbolizam a mais profunda beleza, um segredo íntimo, “um milagre criado só para mim”.
Nas cidades, sua poesia é associada à luta: a vida, no “vaivém sem paz das ruas”, é “suja, hostil, inutilmente gasta”. A atuação de Sophia em resistência ao salazarismo se firmou não apenas em sua escrita, com caráter combativo, mas também na Assembleia Constituinte, ao se eleger deputada pelo Partido Socialista, em 1975.
Esta antologia joga luz sobre a dimensão concreta e ao mesmo tempo misteriosa de uma das vozes mais cultuadas da literatura portuguesa. Seja para denunciar o mundo sombrio, seja para tratar de praias radiantes, a poeta — com sintaxe direta e imagens surpreendentes — alerta: “por mais bela que seja cada coisa/ Tem um monstro em si suspenso.”"

Freud (1937-1939): Moisés e o Monoteísmo, Compêndio de Psicanálise e Outros Textos
Obras Completas de Freud - livro 19
Sigmund Freud - Companhia das Letras / Grupo Companhia das Letras
392 páginas - capa dura - R$ 69,90 - comprar

Sinopse:
"O volume 19 das Obras completas de Freud inclui seu trabalho mais ousado e controverso, Moisés e o monoteísmo, e a notável síntese final de sua teoria, Compêndio de psicanálise, além de dois importantes textos sobre a técnica psicanalítica: “Análise terminável e interminável” e “Construções na análise”.
Em Moisés e o monoteísmo, o pai da psicanálise aplica as teses antropológicas de seu livro Totem e tabu (1913) a dois grandes problemas: a formação do povo judeu e a natureza da religião judaica e do cristianismo. Segundo Freud, Moisés não era judeu, e sim egípcio, e foi responsável pela criação da identidade judaica — uma concepção que gerou muita controvérsia.
No Compêndio de psicanálise (sua última obra significativa, embora inacabada), ele faz uma abrangente síntese final da teoria psicanalítica, lançando também algumas ideias novas. Três importantes ensaios de menor extensão também estão no volume: dois sobre técnica psicanalítica, “Análise terminável e interminável” e “Construções na análise”, e um teórico, “A cisão do Eu no processo de defesa”.
Entre os textos breves, destacam-se o obituário de Lou Andreas-Salomé e dois comentários sobre o antissemitismo.
Décimo quinto lançamento da coleção, esta reunião traz os últimos textos escritos por Freud, já que o volume 20 incluirá apenas índices e bibliografias."

Tanques e Togas
Felipe Recondo - Companhia das Letras / Grupo Companhia das Letras
336 páginas - R$ 59,90 - comprar

Sinopse:
"Baseado em ampla pesquisa histórica com documentação inédita, o jornalista Felipe Recondo apresenta, em Tanques e togas, o mais completo relato sobre o papel do Supremo Tribunal Federal durante os anos de ditadura.
Tanques e togas é o primeiro livro dedicado exclusivamente ao papel do Supremo Tribunal Federal nos anos de chumbo. Ao estudar um dos momentos mais sombrios da história dessa instituição, o jornalista Felipe Recondo contribui para que se entenda como o frágil Supremo dos primeiros anos da República veio a se transformar no superpoderoso STF dos dias de hoje.
O golpe de 1964 recebeu imediatamente o apoio do então presidente do Supremo Tribunal Federal brasileiro, Ribeiro da Costa. Nos anos seguintes, a Constituição foi substituída por atos de exceção e garantias fundamentais foram suspensas, dando lugar a prisões políticas, cassações, tortura, censura, desaparecimentos e mortes.
Como garantidores da Constituição, os ministros do Supremo nunca determinaram a abertura de inquéritos para atribuir responsabilidades nem confrontaram abertamente os militares. Poderiam fazê-lo? Estavam dispostos a fazê-lo? Tinham instrumentos ou liberdade para tal? Essas são algumas das questões que Recondo procura responder baseando-se em correspondências, petições, pareceres e acórdãos de julgamento, além dos diários do ministro do Supremo Aliomar Baleeiro."

Ascensão e Queda de Adão e Eva
Stephen Greenblatt - Companhia das Letras
368 páginas - R$ 69,90 - comprar

Sinopse:
"O que seria da humanidade sem as histórias? Poucas delas têm o poder de atravessar gerações e nos influenciar de maneira tão espantosa. Vencedor do National Book Award e do prêmio Pulitzer, o professor Stephen Greenblatt se debruça sobre o mito que está no cerne de nossa formação.
Em meio a tantos mitos que se perdem com o tempo, o que a história de Adão e Eva — que ocupa um lugar privilegiado na criação das religiões, mas também da filosofia, da arte e da psicologia — tem a nos dizer sobre a maneira como somos e nos relacionamos hoje?
Com ousadia, erudição e clareza lapidar, o professor Stephen Greenblatt mostra o poder dessa alegoria, que, apesar de caber em menos de duas páginas da Bíblia, continua sendo exaustivamente analisada.
Para o autor, nossa insistência em recontar essa história extraordinária talvez se explique por um motivo: o gesto de rebeldia, ilustrado com a decisão de comer o fruto proibido, é capaz de nos fazer questionar os significados do amor, do sexo, da perda, da morte e do livre-arbítrio.
“As teorias mais modernas da civilização humana tratam, fundamentalmente, da necessidade de lidar com a mortalidade. O novo e eletrizante livro de Stephen Greenblatt, no entanto, ao abordar as peregrinações da história de Adão e Eva — a mais influente tentativa de capturar o infinito retorno à criação —, mostra como a questão das origens humanas para as concepções pré-científicas da humanidade é central”. — Tim Whitmarsh, The Guardian."

Grande Hotel Abismo
Stuart Jeffries - Companhia das Letras
554 páginas - R$ 69,90 - comprar

Sinopse:
"Quem foram os pensadores da Escola de Frankfurt e por que eles são importantes ainda hoje.
Em Grande Hotel Abismo o jornalista britânico Stuart Jeffries combina reconstituição biográfica e discussão filosófica em uma prosa afiada, revelando como os pensadores da Escola de Frankfurt procuraram discutir a política da cultura durante a ascensão do fascismo. Desse grupo faziam parte Walter Benjamin, Theodor Adorno, Max Horkheimer e Herbert Marcuse, estudiosos que não só mudariam a forma como pensamos mas também os assuntos que consideramos dignos de investigação intelectual. Suas vidas, bem como suas ideias, refletiram e moldaram eventos importantes do século XX.
Mais tarde, alguns deles foram forçados a fugir dos horrores da Alemanha nazista e se exilaram nos Estados Unidos. Ao tomar como objeto de estudo a cultura popular em suas várias formas — a Escola de Frankfurt discutiu sobre a natureza e a crise de nossa sociedade de massas —, Grande Hotel Abismo mostra como essas ideias ainda são pertinentes para os tempos das mídias sociais e do consumismo desenfreado."

Crise e Reinvenção da Política no Brasil
Fernando Henrique Cardoso e Sergio Fausto - Companhia das Letras
240 páginas - R$ 44,90 - comprar

Sinopse:
"Neste livro corajoso e essencial, Fernando Henrique Cardoso traça um diagnóstico preciso da atual situação do Brasil e apresenta possíveis caminhos para a superação dos graves impasses que ameaçam o desenvolvimento com democracia.
Em 2016, encerrou-se um longo ciclo de ilusões na política brasileira. O colapso do “presidencialismo de cooptação” implementado pelos governos petistas desnudou a fragilidade dos avanços sociais e econômicos até então celebrados como inéditos na história do país.
Se a revelação da dura realidade da corrupção generalizada injetou lucidez no debate político, também abriu espaço para o ressurgimento de velhos paradigmas populistas, à esquerda e à direita, que envenenam o debate público. A crise de representatividade e a estagnação econômica apontam para a necessidade de uma profunda renovação nos métodos de fazer política, que passam por transformações éticas, culturais e sociais.
Em Crise e reinvenção da política no Brasil, Fernando Henrique Cardoso rastreia as raízes dos problemas atuais do Brasil para propor, com a costumeira agudeza e honestidade intelectual, uma nova agenda para o país. Baseado em sua longa experiência de intelectual e estadista e em pensadores como Marx e Castells, o ex-presidente mapeia o itinerário a ser seguido no campo de batalha entre as forças do velho e do novo, sem perder de vista os valores de liberdade, igualdade e dignidade. "

Bíblia: Apóstolos, Epístolas, Apocalipse - Novo Testamento - volume II
Vários autores - Companhia das Letras
616 páginas - capa dura - R$ 74,90 - comprar

Sinopse:
"Concluindo a publicação do Novo Testamento, este segundo volume da tradução da Bíblia grega reúne os Atos dos Apóstolos, as Epístolas e o Apocalipse.
Com apresentação, tradução e notas de Frederico Lourenço, tradutor premiado que já verteu para o português obras clássicas como Ilíada e Odisseia, esta edição, que será composta por seis volumes, toma por base o texto original do Novo Testamento, com seus 27 livros, e a versão grega do Antigo Testamento, também conhecida como “Bíblia dos Setenta”, composta por 53 livros originalmente escritos em hebraico e traduzidos para o grego no século III a.C. Trata-se, portanto, da versão mais completa que há da Bíblia, na qual figuram inclusive partes que viriam a ser excluídas do cânone definitivo. Além disso, a versão grega traz sutis diferenças em relação à hebraica, de modo que ler o livro de Gênesis ou o Cântico dos Cânticos numa tradução que toma como base a variante grega é ler um novo texto.
Marco fundamental da história do judaísmo, uma vez que simboliza o momento em que a cultura judaica se internacionaliza ao ser vertida para a língua franca de então, a Bíblia dos Setenta é também de inestimável importância para o estudo da história do cristianismo, uma vez que era a Bíblia das primitivas comunidades cristãs. É a partir dessa versão do Antigo Testamento que Jesus Cristo, pela mão dos evangelistas, cita a Escritura. Por meio de uma atitude ponderada e desprovida de preconceitos face aos problemas linguísticos suscitados, Lourenço oferece notas que esclarecem e contextualizam, respeitando com isso a sensibilidade dos leitores religiosos que desejam aprofundar seu conhecimento das Escrituras sem deixar de cumprir as expectativas daqueles interessados num olhar mais objetivo.
Neste segundo volume, o leitor encontrará os Atos dos Apóstolos, as Epístolas e o Apocalipse, textos que concluem a publicação do Novo Testamento. A tradução rigorosa, marcada pela busca do sentido mais profundo das palavras originais, ressalta a dimensão literária deste que é o maior livro de todos os tempos."

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