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1 de maio de 2013

A Queda dos Reinos, livro 1, Morgan Rhodes e Editora Seguinte

A Queda dos Reinos (Falling Kingdoms)
Série A Queda dos Reinos - livro 1
Morgan Rhodes - Editora Seguinte
Tradução: Flávia Souto Maior
400 páginas - Ano: 2013 - R$34,90
Lançamento: 03 de maio de 2013

Sinopse:
"Três reinos entram em combate, e quatro jovens enfrentam seus destinos.
Nos três reinos de Mítica, a magia estava esquecida desde tempos imemoriais. Depois de séculos de uma paz mantida a muito custo, certa agitação começa a emergir. Enquanto os governantes lutam cegamente pelo poder, seus súditos têm as vidas brutalmente transformadas com a eclosão repentina da guerra. É assim que o destino de quatro jovens — três herdeiros e um rebelde — acabam interligados para sempre. 
Cleo, Jonas, Lucia e Magnus vão ter de lutar, cada um à sua maneira, em um mundo revirado pela guerra, onde imperam traições inesperadas, assassinatos brutais, alianças secretas e paixões arrebatadoras.
Todos os reinos vão cair. Mas qual deles irá reemergir triunfante, quando tudo o que existia até então desmoronou?
Série best-seller do New York Times."

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Pré-venda: Saraiva | Cultura | Travessa

Resenha:
Recebi um exemplar de prova para uma resenha antecipada e fiquei vibrando de empolgação porque é um dos tipos de história que mais gosto. Mesmo sendo um teste a capa é espetacular e embora seja um livro ainda em processo final de diagramação e revisão, essa observação passou despercebida. É um livro que já parece versão final, com uma bela capa e uma história tão envolvente que me senti honrada em ser uma das primeiras brasileiras a resenhá-lo.

Minhas expectativas eram positivas, no entanto a leitura foi mais além: Terminei o livro louca pela continuação, poucos livros provocam em mim tanta curiosidade.
É uma história com clima medieval, muita magia e mistério envolvidos e a história que une três reinos distintos: Limeros, no norte; Paelsia, no centro; e Auranos no sul. Todos situados em uma grande ilha com o formato que lembra a Grã-Bretanha. O Mar Prateado a circunda, assim como muitas lendas, fábulas e misticismo.
Logo no começo do livro existe um mapa da ilha Mystica mostrando os reinos e destacando as Terras Selvagens e as Montanhas Proibidas. Um mapa simples de ser logo memorizado pelo leitor, não existe a necessidade de ficar voltando para conferi-lo depois que nos familiarizamos com o livro.
Em seguida temos uma curta lista de personagens, com seus nomes e explicações sobre quem é quem, catalogados por reino ao qual pertencem. Acho interessante esse tipo de apêndice, principalmente no início do livro. Quando é colocado no final, sua função pode ser perdida, já que o leitor às vezes descobre sua existência apenas após o término da leitura. No entanto, não senti necessidade de consultar a lista. Prefiro ir conhecendo cada um durante a jornada e ir descobrindo aos poucos a importância de cada pessoa.
O que chama a atenção é a parte mais breve, que não está integrada à nenhuma divisão de reino. É intitulada apenas como "Vigilantes". Logo que observei isso, fiquei imaginando quem seriam eles, já que não pertencem a nenhum dos três reinos de Mystica.
O livro tem seu início com o prólogo, mostrando um fato importante ocorrido no passado recente. Algo que modificará o mundo pra sempre.
A leitura se segue por trinta e nove capítulos. Além da numeração, cada um possui o nome do reino onde os acontecimentos se passam. Então a autora não precisa se preocupar em explicar a localização dos fatos ou se o leitor compreenderá, está explícito. Simplesmente está escrito: Auranos, Limeros, Paelsia ou O Santuário. Fora dos reinos, é o lugar misterioso e mágico da trama. Possui capítulos curtos, mas senti que são de extrema importância.

A narrativa da autora é em terceira pessoa, porém ela sempre escolhe uma personagem para manter um ponto de vista. Em uma mesma cena ela consegue demonstrar diversas visões diferentes sem confundir o leitor e de maneira natural.
Por ser um livro voltado para o público jovem adulto, as principais personagens estão no final da adolescência, prestes a iniciar a vida adulta, o que difere este livro de outras histórias medievais que costumo ler, geralmente mais maduras. Portanto, a leitura é ágil, muito convidativa e nada cansativa.
Quem não gosta muito de histórias com ar histórico, medieval, mesmo passadas em mundos fantasiosos e por causa de detalhes complicados, política e guerras muito complexas e personagens em excesso, não terá problema algum com A Queda dos Reinos. Não é um livro infantilizado, longe disso. Aborda temas de forma mais adulta como violência, traição, sexo e incesto, sem ser chocante, porém sem ser bobo. Então o leitor não encontrará uma história simples e infantojuvenil, mas também nada pesado e complicado como o gênero costuma ser.
Acredito que esse é um ponto a favor do livro: Agrada leitores (como eu) que gostam de histórias medievais, com batalhas, intrigas, política, magia e clima épico; porém agrada também leitores que querem se aventurar por histórias assim, mas acham enfadonho e confuso demais o excesso de informações e costuma se perder em tramas com essas características.

Por serem jovens as personagens principais, o leitor precisa analisar que são pessoas e personalidades em desenvolvimento. Mesmo sendo o primeiro livro de uma série, já acompanhamos mudanças radicais e grande evolução das personagens, para o bem ou para o mal. No entanto, na maioria das vezes o julgamento de vilão ou herói depende do ponto de vista. É fantástico o cuidado que a autora teve ao criar e modificar suas personagens.
Todas, sem exceção, começam o livro de um jeito e terminam drasticamente de outro. Aos poucos o leitor compreende as atitudes de cada um. Cada história, modo de vida, criação e situações vivenciadas influenciam em suas decisões e modificam as personagens, mesmo cada uma tendo sua personalidade. É complicado (e arriscado) tentar classificar alguém como "mocinho" ou "bandido".
É claro que existem os que percebemos logo de início suas intenções, principalmente nas personagens mais velhas. Ganância, revolta, frieza, medo, vingança, egoísmo, mentira, luxúria... Estão frente a frente com outros sentimentos e reações como esperança, fé, bondade, amizade, amor, dedicação, respeito, honra, coragem.

A luta pelo poder move pessoas e acaba colidindo os reinos. O que foi iniciado com uma tragédia oriunda do desentendimento entre jovens de dois reinos diferentes culmina em batalhas envolvendo a todos, sem exceção.
E o poder real esconde a possibilidade de algo maior: Magia. Não são apenas histórias antigas, lendas sobre a origem dos reinos ou fábulas contadas às crianças. Magia existe, envolve os quatro elementos fundamentais e pode ser o mais poderoso fator para dominar os reinos.
Água, ar, fogo e terra. Os elementos que quando controlados podem criar feitiços simples e mais complexos, como curar alguém à beira da morte ou proteger todo um castelo.

Um dos motivos principais para os desentendimentos entre os reinos é o fato de apenas o reino do sul, Auranos, ser próspero e rico. Suas terras ainda recebem o calor do sol e a riqueza da fertilidade. É um reino repleto de vida, água e variadas fauna e flora.
O rei Corvin agrada ao povo e possui duas filhas: A futura rainha Emilia, uma moça ponderada e responsável e a princesa Cleiona, mais jovem, mimada e ingênua. Uma das personagens que mais sofrerá mudanças durante a história.
Outras personagens são importantes em Auranos, como o guarda pessoal de Cleiona, Theon; os irmãos amigos das princesas, Nicolo e Mira; o noivo de Cleiona, o fútil e esnobe Aron.
O reino do centro, Paelsia é o mais pobre e miserável. As terras são áridas e secas. O povo pobre e com sociedade subdesenvolvida. Possuem um chefe chamado Hugo, um líder que parece possuir um pouco de magia, mas o reino vive de forma deplorável e dependente da produção apenas de uvas.
Em Paelsia o destaque está em Jonas, um rapaz rebelde que começa o livro em busca de vingança pessoal e termina descobrindo a verdade sobre a política de toda a ilha. Outras personagens aparecem em menor importância, com uma grande exceção (não contarei).
Já Limeros, o reino do norte, é uma terra fria e misteriosa. O povo é comandado por mãos de ferro obedecendo ao rei Gaius, o Rei Sanguinário. Sua conselheira é Sabina, uma bruxa sensual e gananciosa. O gelo da terra parece ser um reflexo da família real.
Destaque para o herdeiro do rei, Magnus. Um jovem dividido entre um amor impossível e a responsabilidade de se tornar o próximo rei inescrupuloso. Ele precisa ser uma cópia do pai. Personagem que mais me agradou, por ser muito humano, mesmo cometendo erros. Ele é bom e mau, às vezes é um grande vilão e em outras apenas um rapaz sofredor.
A princesa Lucia também passa por descobertas terríveis. Descobre sua verdadeira origem e imagina ser incapaz de lutar contra o seu futuro. Como escapar da magia?

Após mil anos de paz a guerra chega com força total para acabar com os três reinos. Um livro repleto de batalhas, mortes, conspirações e reviravoltas. Mostra o que acontece entre essas nações, destacando as personagens essenciais nessa guerra; quatro jovens dos três reinos: Cleiona, Jonas, Magnus e Lucia.
Por trás de toda a busca por poder, sangue e magia, existe a história fantástica de poderes inimagináveis, a história dos três reinos, que no passado formavam apenas um.
O desentendimento e luta entre duas deusas: Cleiona, deusa do fogo e do ar lutou contra sua irmã Valoria, a deusa da terra e da água. Envolvendo os Vigilantes e toda a vasta terra, as deusas a separaram em três, modificaram o mundo e a natureza.
O que parecia apenas uma lenda mostra-se aos poucos uma história de carne e osso (e magia) e o item responsável pelo desequilíbrio climático do mundo está escondido: A Tétrade.
E nessa batalha entre os reinos uma pessoa pode ser capaz de se apoderar desse infinito poder. Resta adivinhar se o utilizará para o bem e equilibrar a terra; ou para o mal, se apoderando de todos os reinos.
Muito interessante como a autora encaixa a magia e passado à história que conta. As deusas, vistas como boas ou más, de acordo com o reino em que a pessoa vive e com a cultura que possui passa de religião (ou lenda, dependendo da crença da personagem) à fato real inegavelmente mágico e poderoso.

A autora, além de me deixar totalmente ansiosa e curiosa pela continuação (sério, estou louca) poderia ainda aproveitar mais esse mundo fascinante. Poderia, por exemplo, desenvolver um livro mostrando a verdadeira história de Cleiona, Valoria, Eva e o caçador. Até mesmo o passado do Santuário, dos Vigilantes e de Eirene.
Quer ler uma história medieval e mágica bem escrita sem chatice? Recomendo A Queda dos Reinos!

Mapa completo:


O segundo livro:
Rebel Spring é o segundo livro de A Queda dos Reinos e está em pré-venda em inglês.



A autora:
Morgan Rhodes (Michelle Rowen) vive em Ontário, no Canadá. Quando criança, ela sempre quis ser uma princesa. Mas não qualquer princesa; queria ser uma daquelas que sabem usar espadas e que salvam seus reinos de dragões furiosos e bruxos maus. No final, ela se tornou escritora — o que é tão bom quanto ser princesa, e bem menos perigoso. Além de escrever, Morgan gosta de fotografar, viajar, assistir a reality shows e é leitora voraz de todos os tipos de livro.

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