Testes de representatividade na ficção

Teste de Bechdel: (representatividade da mulher)
1) devemos ter pelo menos duas mulheres com nomes;
2) elas conversam entre si;
3) o assunto não pode ser um homem.

Teste Mako Mori: (representatividade da mulher)
1) a história deve ter pelo menos uma personagem feminina;
2) esta precisa ter seu exclusivo arco narrativo;
3) o arco não pode funcionar como suporte para a história de um homem.

Teste Ellen Willis: (representatividade da mulher)
Caso invertamos os gêneros da história, ainda assim ela terá sentido?
A personagem feminina não pode ser baseada em estereótipos de gênero.

Teste Russo: (representatividade do público LGBT - lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros)
1) devemos ter pelo menos uma personagem lésbica, gay, bissexual e/ou transgênera;
2) a personagem não deve ser exclusiva ou definida apenas pela orientação sexual ou identidade de gênero;
3) a personagem deve estar ser tão importante na trama ao ponto que sua remoção teria um efeito significativo.

Teste de Bechdel adaptado por Alaya Dawn Johnson (representatividade de pessoas de cor)
1) devemos ter pelo menos duas pessoas de cor com nomes;
2) elas conversam entre si;
3) o assunto não pode ser uma pessoa branca.

* Particularmente ao testarmos a representatividade de pessoas de cor deveríamos expandir nossos horizontes. E ainda: ser válido para todas as minorias étnicas e sociais e culturais (exemplos: judeus, árabes, ciganos, indígenas) e com pessoas com condições especiais (exemplos: altismo, síndrome de down, cadeirante) ou até mesmo pessoas fora dos padrões físicos (muito magros ou gordos). O Teste Russo deveria ser válido a estes e vários outros casos.

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