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27 de maio de 2013

Lançamentos de 24/05/2013 da Companhia das Letras


O último minuto, de Marcelo Backes 
Futebol e honra, a vida nos pampas e a violência, amor e perda. Tudo isso está em jogo no monólogo selvagem desprendido por João, um filho de imigrantes russos que nasceu e cresceu no interior do Rio Grande do Sul e percorreu o mundo como treinador de futebol até parar no Rio de Janeiro. Em uma cela de prisão, ele conta a um missionário seus segredos mais inconfessáveis, mas adia sempre o momento de revelar o que o levou à cadeia. Marcelo Backes abre as portas da consciência de um homem de outra geração, que luta para se adaptar e compreender o tempo em que vive. Condenado a lidar com sua consciência e rememorar cenas de sua vida, João, o vermelho, busca de forma incessante uma explicação para as suas atitudes, voltando à infância e à vida humilde no campo. Na tentativa de entender o que fez dele aquilo que é.
A informação, de James Gleick (Trad. Augusto Calil)
O que é a informação? Neste trabalho ambicioso e acessível, o jornalista James Gleick traça uma ampla história desse fenômeno, com seus infinitos desdobramentos e peculiaridades. Partindo da comunicação por tambores na África, ele passa pela criação dos alfabetos e dos dicionários, por invenções como o telégrafo e o telefone e pelos primeiros computadores, até desembocar na chamada Teoria da Informação e em estudos recentes de genética e na já onipresente Wikipedia. A informação não é um livro apenas sobre ideias, mas também sobre pessoas. Ao condensar séculos de estudos e análises a respeito do tema, Gleick vai falar daqueles que estiveram na linha de frente dessa revolução científica. Claude Shannon, Bertrand Russell, Alan Turing, Kurt Gödel e Richard Dawkins – cujo conceito de memefoi apropriado pelas novas gerações – são alguns dos personagens que aparecem, às vezes em confronto direto, nestas páginas. Num mundo afogado pela informação, Gleick realiza o duplo trabalho de arqueólogo e pensador. Seguindo fios soltos e pistas, alguns lançados milênios atrás, ele conecta ideias e expande horizontes, traçando relações às vezes tão evidentes quanto fugidias. Um estudo fundamental para uma era cada vez mais conectada e cada vez mais distante de si.

É proibido falar disso!, de Noemie Shay (Trad. George Schlesinger)
Imagine descobrir que sua família guarda um grande segredo… Foi o que aconteceu com Ruth, que um dia se deu conta, quase sem querer, de que havia muitas coisas sobre sua irmã que ela não sabia. Quando Ruth quis perguntar sobre esse assunto a seus familiares, se deparou com um muro de silêncio, pois todo mundo, exceto ela, sabia que era simplesmente proibido falar disso! Mas Ruth não desistiu. Com ajuda do amigo Dudi, ela empreendeu uma viagem ao passado e conheceu uma história que envolve amizade, coragem e amor, e que não aconteceu só com a família dela; uma história que, na verdade, marcou o seu povo e todo o mundo.

A caraminhola da minhoca, de Blandina Franco e José Carlos Lollo
Eu sei que este livro parece ser muito legal e tudo mais. E deve ser mesmo, mas você não acha meio estranho o fato de ele ter uma minhoca como protagonista? E esse nome? Eu não sei não, mas acho que essa história de A caraminhola da minhoca tem cara de ser uma invencionice criada pra confundir a gente! De qualquer maneira, você é quem sabe. Se quer ler o livro, vá em frente, mas depois não diga que eu não avisei!

Vovô verde, de Lane Smith (Trad. Érico Assis)
Ele nasceu antes dos computadores, celulares e até da televisão. Quando menino, ajudava na fazenda onde morava e lia histórias de jardins secretos, mágicos e marias-fumaças. Depois, já crescido, foi obrigado a ser soldado e durante a guerra conheceu a sua esposa, com quem teve filhos, netos e bisnetos. Hoje, o Vovô Verde, além de velhinho é um jardineiro apaixonado. E, como anda um pouco esquecido, é nas plantas que ele guarda as duas histórias e memórias mais especiais.

Editora Seguinte

O anjo de Hitler, de William Osborne (Trad. Alyne Azuma)
Verão de 1941. A Segunda Guerra Mundial está em curso. Otto e Leni achavam que estavam a salvo na Inglaterra, mas agora o governo britânico os convoca para uma missão ultrassecreta. Enviados além das linhas inimigas, eles devem resgatar uma garota de nove anos que vive em um convento na Alemanha e pode ser a peça-chave para a derrocada de Hitler. Eles embarcarão na maior jornada de suas vidas, repleta de tensão, perigo e aventuras.

Editora Paralela

O homem do engano, de Chris Morgan Jones (Trad. Alexandre Hubner)
Pouco tempo depois do colapso da União Soviética, dois jovens ocidentais se mudaram para Moscou, atraídos pelas oportunidades profissionais que se abrem com a perspectiva de redemocratização do país. Um deles é jornalista e logo se desilude ao observar, no dia a dia da nação formada a partir dos escombros do regime comunista, um vaivém de expectativas e e frustrações que parece não ter fim. O outro, um advogado medíocre, deixa-se seduzir pela opulência em que vivem alguns dos antigos membros da nomenclatura soviética e põe-se a serviço de um deles, emprestando seu nome para camuflar um esquema de corrupção que está por trás do maior conglomerado privado do setor petrolífero russo. Com uma escrita elegante e segura, Chris Morgan Jones usa esses dois personagens – e o entrecruzamento de seus destinos – para construir um romance de espionagem que, embora atualíssimo, recupera a atmosfera gélida e sombria dos clássicos do gênero, onde a Rússia tantas vezes figura como terra de intriga e de promessas.


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