a cor do leite, de Nell Leyshon e Bertrand Brasil

a cor do leite (the color of milk)
Nell Leyshon - Bertrand Brasil
Tradução: Milena Martins
368 páginas - Ano: 2014 - R$25,00

Sinopse:
"indicada aos principais prêmios literários do planeta, tendo grande repercussão na mídia norte-americana e na europeia, nell leyshon surpreendeu a todos com a cor do leite. a protagonista mary apresenta uma história sensível de superação e de coragem, com um final que vai chocar até o mais frio dos leitores.
1831. uma menina de 15 anos decide escrever a própria história. mary tem a língua afiada, cabelos da cor do leite, tão brancos quanto sua pele, e leva uma vida dura, trabalhando com suas três irmãs na fazenda da família. seu pai é um homem severo, que se importa apenas com o lucro das plantações. contudo, quando, mesmo sem querer, é enviada ao presbitério para cuidar da esposa do pastor, mary comprovará que a vida podia ainda ser pior.
escrito em primeira pessoa e todo em letras minúsculas, o texto possui estrutura típica de quem ainda não tem o pleno controle da linguagem. a jovem narradora intercala a história com suas opiniões – considerados por alguns críticos os trechos mais angustiantes da obra."

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Resenha:
Ao ler a sinopse, senti atração pelo livro; queria lê-lo imediatamente. Logo que recebi o exemplar, gostei muito mais em mãos. A capa é acolchoada, com título em relevo, e a imagem é um vislumbre da protagonista. Possui o mesmo artifício do conteúdo: Não mostrar tudo, esconder fatos, segredos do leitor. Assim como Mary não possui rosto na capa, o livro guarda um suspense discreto e simples. Por que Mary conta a sua história? Por que tanta urgência?
Decidi experimentar o livro, ler só um pouco, pois estava curiosa com a sua estrutura. Não resisti e li toda a história de uma vez.
Perceberam como o título do livro e a sinopse estão apenas em letras minúsculas? É proposital. Todo o livro é grafado desse jeito, e não incomodou a minha leitura. Quase escrevi a resenha assim, mas alguém poderia achar que "esqueci" das maiúsculas. Além disso, não existe organização nos diálogos, estão sem aspas ou travessões. A narrativa em primeira pessoa é uma das mais íntimas e diferentes que já li.
A diagramação do miolo segue o padrão da Bertrand Brasil. É básica, sem enfeites, com foco no texto. O livro mostra a história de Mary percorrendo um ano.
Ela escreve em 1831 tudo o que ocorreu em 1830 para mudar a sua vida. O relato é formado por reflexões pessoais e descrições dos fatos.

A protagonista é Mary, ou como ela escreve, "mary (m. a. r. y.)". Ela faz questão de enaltecer, como além de saber ler, escrever e soletrar, a importância de seu nome. É a necessidade de solidificar sua visão sobre si mesma, como pessoa, é uma autoafirmação. É repetitivo, mas ela tem justificativas para fazer isso: Desespero. Embora tenha sofrido tanto, não deixa de lembrar-se de que ela é Mary e é importante.
"meu nome é mary e eu aprendi a soletrar ele. m. a. r. y. é assim que escreve ele."
a cor do leite (the color of milk) é narrado por uma moça de 15 anos de idade. Ela foi alfabetizada recentemente e nunca frequentou a escola, ou teve acesso a qualquer tipo de informação ou conhecimento diferente da cultura rural e doméstica. Portanto, Mary não escreve bem. Ela possui uma língua afiadíssima, não consegue ficar calada, escondendo suas opiniões. Porém tem dificuldade em passar para o papel a confusão, o conflito e todo o caos que é agora sua cabeça. Um turbilhão de pensamentos sendo transcrito por uma moça recém-alfabetizada.
"eu levantei a voz e percebi que estava lendo mais rápido e nem precisava mais botar o dedo debaixo das letras."

Ela precisa contar tudo a alguém, então escreve para si mesma, na tentativa enlouquecida de desabafar, colocar para fora tudo que sempre guardou. A escrita é sua única liberdade.
"mas eu prometi pra mim mesma que eu ia escrever a verdade e as coisas que aconteceram, eu vou cumprir. e o meu cabelo é da cor do leite."
Então, como ela fala muito, mas não escreve direito, o livro possui uma narrativa peculiar, especial, marcada pela desordem gramatical e centralizando nas ideias, sentimentos e pensamentos da Mary. A falta de vírgulas é intensa, simbolizando não apenas a alfabetização recente, mas também a correria para narrar / escrever a história.
Pensei que teria problemas para me adaptar aos "erros" e linguagem frágil. Mas ocorreu o contrário: Ao começar a compreender o ponto de vista de Mary, sua personalidade, e a sua situação social, me comovi. A forma como ela escreve, a precariedade, a intensidade, e todos os acontecimentos... Mas seus pensamentos e lembranças voam. Como passar rapidamente para o papel tanta coisa, tanto sentimento? É mais fácil pensar e falar do que escrever.
A escrita da moça, além de fraca, é desesperada e emocionante. Ela não tem tempo. Precisa escrever muito rápido, está muito nervosa e precisa soletrar e pensar bem em todas as letras, palavras, frases. Então, esses são os motivos da desordem.
Tudo se une e contribui para criar um elo forte entre leitor e narradora, de carisma irresistível.

Para uma "garota da fazenda" de 1830, na Inglaterra, a vida não era fácil. A sociedade era extremamente preconceituosa, machista e patriarcal. Seu pai era intolerante e violento. A mãe, sempre omissa, submissa e frustrada. Não criei afeição por eles, mas sei que, embora não justifique, ambos carregam o histórico sociocultural rural padrão da época. Na verdade, todas as demais personagens.
"a bíblia está lhe dizendo para abrir o seu coração e se doar. mas eu não tenho mais nada pra oferecer, eu respondi.
eu dei tudo que eu tinha."
"faz ele parar com isso, eu gritei pra mamãe. não, a mamãe respondeu. de quem é essa fazenda? quem é o homem aqui?"
Mary, a menina com cabelos e pele da cor do leite, não sabe como é viver fora da fazenda e nem como seria ficar um minuto sem trabalho. Ela e as três irmãs mais velhas são superexploradas pelo pai no serviço pesado da propriedade. As moças não são tratadas como pessoas, e sim, mão-de-obra. São escravas da vontade e ordens do pai. Elas não têm voz. Mas a menina da cor do leite, tão diferente, não se cala. E sofre por isso.
A ironia do avô e a simplicidade do campo distraem a vida restrita de Mary. Com um mundo tão pequeno, a natureza e as poucas conversas com o avô inválido, iluminam o cotidiano sofrido de Mary.
Sem relógio e com muitas regras sufocantes, Mary descobre que sua vida está mudando drasticamente.
"a empregada deles foi embora e eles não conseguiram outra. ele me perguntou se eu não podia dar uma de vocês.
e o senhor disse que sim."
Se guiando pelo clima, Mary conhece apenas o ano. Então o livro é dividido em partes, apenas nomeadas como as estações climáticas. É assim que o tempo passa para Mary. Então o livro não possui capítulos, apenas pausas. A cada início de estação, Mary repensa o motivo de contar a história e acrescenta mais suspense.
"esse é o meu livro e eu estou escrevendo ele com as minhas próprias mãos. é o ano do senhor de mil oitocentos e trinta e um."

Destaque para duas coisas: Mesmo "o livro da mary" tendo  uma "escrita frágil", é notável a evolução literária de Mary; mesmo sem estudo, ela é esperta, então consegue criar artifícios que surpreendem ao término da leitura - mesmo sem ser intencional. O importante é conseguir transmitir seus pensamentos e concluir o objetivo de escrever seu próprio livro.
Ela é uma das protagonistas mais sinceras, naturais e verdadeiras que já encontrei na ficção. É realista, direta e muito simples. Essas características influenciam diretamente a narrativa, tornando-a crua, singela e, apesar do sofrimento e da dor, incrivelmente delicada.

Com uma narrativa única e fiel à protagonista, o leitor é o ouvinte de confissões secretas e de um relato dramático. Com simplicidade, sinceridade e delicadeza, Mary conta todo o sofrimento de ser mulher, inferiorizada e controlada pela sociedade machista. Mary se supera e demonstra uma força inabalável contra as injustiças e castigos. Aos poucos seus horizontes se ampliam e ela se sente deslocada.
A menina da cor do leite que jamais se cala, consegue sua última chance de relatar os abusos sofridos e se libertar da dor. A liberdade vem através do poder da escrita.
O livro começou interessante, aparentemente lento. Cenários campestres, vidas simples... Mas sem perceber, a história tornou-se envolvente. Eu consegui me sentir como a Mary. Eu sofri por toda a censura, as restrições, a desvalorização, a inferiorização... Maltratada, desiludida, presa e obrigada a pensar como a culpa é dela, por ser... mulher, por ser... Mary. Uma moça com o potencial desperdiçado.
Clique para ampliar.
Sufoquei e desejei com tamanha intensidade um "felizes para sempre" para Mary. Senti tristeza pelo tratamento tão desumano e injustificável.
O livro possui um final avassalador, realista e imprevisível. O grande segredo é preservado até a última página. Vale a pena esperar!
Conheça Mary, a menina simples e inocente, que carrega nos cabelos e pele a cor do leite, e mesmo sem saber como, escreveu um livro emocionante com as próprias mãos. Letra a letra. Dor a dor.
Não me esquecerei jamais dela: m. a. r. y.

A autora:
Nell Leyshon nasceu e vive atualmente em Dorset, na Inglaterra. É romancista e dramaturga. Seu primeiro romance, Black Dirt, publicado em 2004, foi indicado ao Orange Prize e ficou entre os finalistas do Commonwealth Book Prize.
Entre suas peças, estão Comfort me with Apples, que ganhou o Evening Standard Award, e Bedlam, que em 2010 fez com que se tornasse a primeira mulher a escrever uma peça para o Shakespeare's Globe, um programa internacional de incentivo à disseminação da obra de Shakespeare.
Nell Leyshon escreve para a BBC Radio 3 & 4 e ganhou o Richard Imison Award por sua primeira peça escrita para o rádio.
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36 comentários

  1. Oi Tati
    Eu fiquei bastante comovida com a história de mary, eu não conhecia esse livro mas com certeza será uma das minhas leituras de 2014. Acho que no começo eu vou estranhar essa questão do erros, mas depois deve se acostumar com isso. A cor do leite deve ser uma história triste, comovente mas que ensina muito ao leitor, por isso eu quero ler e conhecer a história de mary. Parabéns pela resenha.

    Beijos,
    http://www.leitorasempre.com/

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    1. Oi, Jéssica, a estrutura do livro e da narrativa influenciam diretamente a compreensão do leitor pela personagem. Com certeza você se acostumará com os "erros", faz parte do desenvolvimento do enredo.
      É um livro melancólico; seria extremamente angustiante, se não fosse a delicadeza empregada pela autora.
      Beijos.

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  2. Olá!
    Nooossa esse livro parece ótimo! Adorei a história e a resenha me chamou atenção. Eu nunca tinha visto ele ainda, mas me interessei e ainda quero ler.
    Beijos!

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    1. Oi! É uma publicação recente, super novidade, por isso ainda não o tinha vista. Recomendo mesmo a leitura ^^
      Beijos.

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  3. Nossa! A sua resenha ficou incrivel e esse livro parece incrivel.

    Da forma que você colocou parece que a escrita é uma extensão da personagem e é tão raro encontrar um livro com esse tipo de coisa.

    Acho que vou ficar muito revoltada com alguns pontos desse livro (já é certo que eu vou lê-lo), principalmente com a forma como as mulheres eram tratadas nessa epoca e com o segredo de marry, que me parece avassalador.

    Beijos,
    Gabi - Vida de Bookaholic

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    1. Oi, Gabriela! a cor do leite traz uma escrita única (assim como a protagonista). Leia, você vai ter tantos sentimentos variados, complexos, vale a pena!
      Beijos.

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  4. Oi Tati!! Gostei muito do livro e já adicionei no skoob!! Ótima resenha!! Fiquei com muita vontade de ler o livro. O livro me ganhou logo na parte dos segredos. Gosto de saborear o livro e ir descobrindo as coisas lentamente. E parece ser cheio de emoções diferentes! Amei

    Beijinhos

    Mirelle - meumundoemtonspasteis.com

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    1. Oi, Mirelle! O livro possui vários segredos, afinal, Mary narra sua história porque precisa contá-los! Não pude falar muito sobre isso na resenha, pois odeio spoilers.
      Boa leitura!! Beijos.

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  5. Ola Tati adorei a resenha e incentivou a leitura com certeza , mesmo com esses "erros" acho que assim como você nos acostumamos a ler dessa maneira esse livro, pelo visto o livro é bem emocionante e de uma época bem diferente de hoje , o que já chama a atenção, o relato de uma menina de 15 anos com uma vida sofrida. Vou ler com certeza . beijos

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    1. Oi! que legal que você ficou com vontade de ler a cor do leite! Você vai refletir bastante. Beijos.

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  6. Cada vez que eu leio suas resenhas percebo o quanto ainda posso e tenho que melhorar. Você tem tanta sensibilidade ao escrever que fico até com vergonha das minhas opiniões escritas - e o pior, medo de não conseguir sentir e captar tudo isso que você falou.
    A história parece delicadamente densa. Confesso que me incomodei com a sinopse em minúsculas e acho que ficaria nervosa lendo um livro inteiro sem seguir as regras de gramática (mal de revisora). Mas, quando eu puder ler, espero conseguir entender os motivos e abstrair, como vc fez.
    Fiquei bastante curiosa, mas o livro é pouco divulgado. Se entrar em promo, compro logo! rs
    Beijinhos!
    Giulia - Prazer, me chamo Livro

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    1. Ah, Giulia, eu adoro as suas resenhas, cada pessoa tem o seu jeito :) Sempre que eu termino um livro, ao resenhar, tento passar o que eu senti, percebi e "aprendi" com a história. Creio que muitos detalhes, muitas vezes, contribuem para personalizar a história, ajudar a transmitir a mensagem.
      Pode ficar tranquila que o livro todo em minúsculas é rapidamente "absorvido" pelo cérebro e chega um momento em que você nem percebe.
      Compra sim, a Bertrand traz livros em alta qualidade, tanto de conteúdo quanto gráfico e material físico.
      Beijos.

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  7. Olá!
    Uau, que resenha intensa!
    É a primeira resenha que leio desse livro e fiquei totalmente arrebatada por tudo o que li.
    Eu não fazia ideia da densidade e dramaticidade desse livro.
    A história parece ser bastante comovente e... fiquei curiosa quanto ao final avassalador e imprevisível.

    Parabéns pela resenha!

    Beijos,
    Amanda
    http://minhasconfissoesfemininas.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Amanda! Que bom que gostou da resenha, fico feliz em saber que foi a primeira. Com certeza mais resenhas surgirão e você vai poder comparar todas.
      A história da Mary é muito intensa, o final é diferente, incomum. Espero que mais pessoas estejam gostando.
      Beijos.

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  8. Taty adoro quando me deparo com livros assim , onde vou só dar uma olhadinha nos primeiros capítulos mas eles acabam me arrebatando e eu só largo quando termino.
    Se dependesse dessa capa, eu não leria o livro, não gostei, mas senti que tem uma história de peso daquelas que a gente lê e ela domina os pensamentos por dias, e esse final imprevisível foi o que me ganhou.
    Todo livro é em letra minúscula? E sem diálogos organizados?...essa leitura será um desafio pra mim com certeza.

    Beijos.
    Leituras da Paty


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    1. É uma sensação maravilhosa, né, Paty? Dar uma "olhadinha" nas primeiras páginas e não largar até terminar.
      Caso você leia a cor do leite, perceberá que a capa combina direitinho ^^
      Não se preocupe, não será um desafio, será um prazer, o livro possui personalidade.
      Beijos.

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  9. Oi Tatiana

    A história de Mary parece mesmo carregada de sentimentos e emoções fortes. A forma que a autora usou para caracterizar a personagem foi muito além da descrição ao ponto dela usar uma linguagem com "erros" para dar mais ênfase na vida de Mary.
    Mais uma ótima resenha que leio em seu blog.

    Super bjos
    http://www.i-likemovies.com/

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    1. Oi, Evelyne, a autora criou uma protagonista perfeita, principalmente na parte psicológica. Achei inteligente e diferente a relação direta entre narrativa / personalidade da narradora.
      Beijos.

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  10. Oi Tati,

    Ah! Como acredito que a "liberdade vem através do poder da escrita" e a conquista do muito que o mundo pode oferecer vem através da leitura e do absorver e saborear tudo.
    Agora, que livro de tirar o fôlego!!! Deve ser uma trama daquelas que nos marca para sempre na alma e é maravilhoso quando isto acontece.
    Já coloquei na minha lista de desejos.

    Como sou facilmente influenciável pelos dramas das obras, já sei que sofrerei horrores, odiarei algumas personagens e carregarei muitas reflexões e lições.

    Beijos
    Tânia Bueno
    www.facesdaleiturataniabueno.blogspot.com.br

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    1. Oi, Tania! Torço muito para que os leitores estejam saboreando e absorvendo o livro, mesmo que cada à sua maneira. Espero que goste tanto quanto eu!
      eu me senti bem achei, odiei, pensei, quase chorei, fiquei sem ar, odiei de novo...
      Beijos.

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  11. Tati,
    Você me pegou de jeito com essa sua resenha m.a.r.a.v.i.l.h.o.s.a (soletrada como a m.a.r.y.)
    Cara, eu acho que não vou receber ele da editora porque recebi Sangue! Porém, eu queria muito ter recebido esse. Amo livros históricos e com essa temática tão delicada! Uma menina em 1830 numa fazenda, cara... acho que iria sentir esse turbilhão de emoções ao ler o livro!! Estou sem palavras e necessito dele, pra ler!

    Adorei de a editora ter mantido todo o livro em minúsculas! Enfim, me correndo de vontade para ler esse livro é meu status inicial!

    Abraço
    Adriano
    GeraçãoLeitura.com

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    1. Oi, Adriano! O livro traz mesmo um turbilhão de emoções e... Acontece muito mais com a Mary! Não posso contar, não é? Quero que todos os leitores tenham as mesmas surpresas que eu! Por isso nunca conto as coisas nas resenhas ^^
      Adorei tudo no livro, as minúsculas, tudo!

      Se você é parceiro da Bertrand Brasil e está em dia com as resenhas, pode solicitar o livro como seu pedido do mês.

      Beijos.

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  12. Caramba que capa linda, e adorei a história, preciso procurar na próxima vez que for a livraria. Gosto dessa pegada de livros que te fazem... De certa forma "sofrer", sentir raiva e tudo mais, isso é legal.

    Abraços
    http://pipocaradioativa.com.br/

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    1. Oi, Victor, acima de livros que de certa forma te fazem sofrer, como você percebeu, sabe o que é melhor? Quando esse "sofrimento" serve como "alerta", reflexão. É o caso de a cor do leite.
      Beijos.

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  13. Taty que resenha! Eu já conhecia o livro mas não tinha me interessado tanto. achei a escrita toda em minusculo do titulo um charme, mal sabia eu quer tinha um significa muito maior.
    Acredito que eu vá me emocionar bastante com a leitura, porque essa vida sofrida que a personagem leva mexe muito comigo! Parabéns pela resenha emocionante =)

    Beeijinho. Dreeh
    Blog Mais que Livros

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    1. Oi, Dreeh! Espero que todos compreendam o significado da falta de maiúsculas. E, além disso, também achei um charme o título.
      Recomendo o livro, espero que curta também.
      Beijos.

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  14. Nossa! Tati a Melhor e mais comovente resenha sua que li - são todas boas, mais essa vc se superou, eu cheguei a ficar emocionada só com sua resenha! Imagina se tivesse lendo o livro! Vou ler!
    Não tenho como não querer conhecer a dor de MARY!
    Parabéns novamente! Eu adoro esse tipo de livro, eu me envolvo para valer!
    Beijos!!!!
    Paulinha Juliana
    http://overdoselite.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Paula! nossa, que satisfação em saber que você leu e adorou a resenha =D Não consegui expressar tudo que eu queria, para não soltar spoilers. Acho que todo leitor tem o direito de desbravar o livro, então me contive nessa resenha, na verdade.
      Espero que goste de conhecer a Mary.
      Beijos.

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  15. Você me convenceu. Mesmo a escrita 'errada', a verborragia, a falta de prática, td isso so me chamou mais ainda a atenção... Preciso conhecer Mary, e assim conhecer sua familia e um pouco mais do periodo! A bertrand anda com bons lançamentos né? Estara definitivamente na minha lista de compra, se nao na Bienal, na primeira feita pela submarino! Sua resenha ficou extensa, mas mto clara! Adorei! =D

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    1. Oi, Ligia! Espeor muito que você curta o livro \o/ A Bertrand arrasa e pelos próximos lançamentos, vai continuar trazendo bons livros.
      Ah, minhas resenhas sempre são "extensas", já faz parte da minha característica como resenhista. E olha que sempre procuro encurtar e ser breve.
      Beijos.

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  16. Uau Tati!
    Sua resenha está espetacular! Eu amei menina <3
    Sua resenha é a primeira que leio do livro, e gostei bastante, quero muito ler!
    Parabéns!
    beijos!

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    1. Oi, Taty, muito obrigada! que honra ser a primeira. Espero que goste do livro como eu!
      Beijos.

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  17. Tati, eu não conhecia o livro! Fiquei aqui um tempão tentando entender essa capa, pra ver se tinha gostado ou não dela, mas no fim gostei muito, ainda mais quando você disse que ela é como o livro, que não nos mostra tudo.

    Adoro quando começo a ler um livro, só querendo dar uma olhada, e acabo lendo até o fim! Não ligaria para as letras minúsculas o tempo todo, mas com certeza estranharia os diálogos sem aspas e travessões... mesmo assim, achei a história mega interessante e emocionante e vou querer ler!

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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    1. Oi, Ju, ao ler o livro, até quem não gostou da capa passa a curtir, porque ela combina... O fundo é sombrio como os problemas de Mary.
      Ah, esses livros irresistíveis! Todo leitor deveria passar por essa situação ao menos todo semana :)
      Beijos.

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  18. Olá Tatiana, tudo bem?

    Gostei da capa do livro. Achei ela tão simples e tão completa ao mesmo tempo. Fiquei curiosa pela leitura. Já entrou na fila dos próximos livros que adquirirei (se eu acertei a conjugação do verbo haha).

    Beijo

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    1. Oi, Pamela, você captou muito bem a ideia da capa! Gostarás da leitura (acho que também conjuguei corretamente.), =)
      Beijos!

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