Pesquise no Leitora Viciada

15 de maio de 2013

A Maldição, Hex Hall, volume 2, Rachel Hawkins, Galera Record

A Maldição (Demonglass)
Série Hex Hall - livro 2
Rachel Hawkins - Galera Record
Tradução: Camila Mello
320 páginas - Ano: 2012 - R$34,90

Sinopse:
"Sophie Mercer pensava ser uma bruxa. Por isso foi mandada para Hex Hall, um reformatório para Prodígios — vampiros, fadas, etc — problemáticos. Mas isso foi antes de ela descobrir um terrível segredo de família... e que estava apaixonada por certo agente do L’Occhio di Dio, uma organização decidida a varrer da terra os seres sobrenaturais. Agora, de férias com o pai, ela precisa decidir o que fazer com os próprios poderes, um noivo de última hora e uma conspiração que ameaça a paz entre mortais e mágicos."

Links: Record | Skoob

Comprar: SubmarinoCultura | Livraria da Travessa | Saraiva | Siciliano

Resenha:
Terminei o primeiro livro da série, Sortilégio, completamente surpresa, empolgada e curiosa em relação ao segundo volume, A Maldição. Nessa capa eu adoro o reflexo de Sophie pegando fogo, porque a menina, embora ainda não consiga controlar totalmente sua magia já demonstra uma grande evolução. Ela é criativa e mais que uma bruxa negra ultrapoderosa.
É muito difícil resenhar um segundo livro sem soltar nenhum spoiler do primeiro (e do segundo também, claro!). Mas não se preocupem!

Sophie sofreu inúmeras provações, presenciou acontecimentos macabros e perigosos em um curto período e mesmo chocada com tudo, ela não se deixa abater. Está mais corajosa e madura, mesmo ainda desejando ser uma simples adolescente - o que é impossível.
Ela está mais ciente de seu papel fundamental na guerra que está por vir, envolvendo os Prodígios e seu mais mortal inimigo, a organização secreta L'Occhio di Dio.
Nossa querida protagonista continua sarcástica e irônica, na verdade seu nível de humor negro até aumentou. É uma fórmula de autoproteção e uma fuga momentânea de tanto horror e descobertas estranhas e chocantes. É um método para se manter centrada.

Nesse segundo volume, eu imaginei mais do anterior. Porém a autora modifica todos os itens necessários para trazer novidades à trama e não deixar A Maldição muito semelhante ao Sortilégio. Pensei que Sophie continuaria basicamente na escola, apaixonada e preocupada. Mas não!
Alguns fatores permanecem, como a narrativa fluida, simples e jovial. A ação e o mistério permanecem equilibrados.
O livro está levemente mais longo, comparando ao primeiro. Possui quarenta capítulos com a mesma fórmula: Terminam quase sempre com fato que deixa o leitor desesperado para ler mais um pouco. Difícil pausar a leitura.

Estava preocupada quanto às personagens, que rumo a autora daria a elas, mas gostei das mudanças. Este é um dos fatores que ela aplicou para deixar A Maldição muito interessante.
Personagens que no livro anterior não tiveram destaque algum (quase ou nem apareceram) estão em evidência agora. Novas personagens são apresentadas e introduzidas de forma natural e satisfatória. Antigas cumprem seu papel e saem da trama. Observei que muitas outras estão sendo guardadas para a continuação e eu admiro isso.
Uma autora que organiza os volumes, os pensamentos, o enredo principal e sabe separar tudo em uma série. É notável que não exista nada precariamente estendido. Todos os capítulos são essenciais e concordo plenamente com a divisão em livros e não partes. A autora não enrola o leitor.

Além de renovar o elenco de Hex Hall, outra modificação ocorre: O ambiente.
Hex Hall ainda é essencial para a história. Na verdade, fiquei surpresa em como a autora retira a protagonista de lá, deixa todos os principais acontecimentos desse volume do outro lado do Atlântico, mas mostra como Hex Hall é importante. Algumas cenas ocorrem lá, mas dessa vez Sophie viaja para a Inglaterra.
Ela finalmente conhece seu pai e visita uma das propriedades do Conselho, organização de Prodígios, uma espécie de governo oficial de seres mágicos.
Um novo cenário, novas personagens e mais ação e perigo. As descobertas entre o final de Sortilégio e o começo de A Maldição já seriam suficientes para entreter o leitor com muita novidade, mas não para aí. Nesse livro, muito mais fatos acontecem, mais magia e intrigas.

Sophie está finalmente encontrando métodos de aprendizado não convencionais para desenvolver e controlar sua magia e poderes. Novos amigos e rivais estão no cenário para atrapalhar e ajudar, e ainda temos a presença daqueles que são incógnitas. Não confiamos neles, mas parecem ser do bem, enquanto outros aparentemente não são amigáveis, porém talvez sejam parceiros quando as dificuldades aparecerem.
Outros me deixaram muito receosa.
Como coadjuvantes temos outros fatores: O relacionamento de Sophie e o pai. Acho que ela foi muito paciente e tolerante, eu não teria a mesma postura que ela. Compreendo que ela sofreu tanta coisa, que sabe que não adianta ficar bancando a mocinha complicada e traumatizada. Creio que ela tenha virado essa página de sua vida em prol de um bem maior.
A autora aborda também, ainda que discretamente, a homossexualidade, o preconceito entre humanos e raças mágicas, a amizade verdadeira, entre outros.

O romance é bem leve na série, pois o centro de tudo é a magia e o mistério. Mesmo assim Sophie é uma adolescente e possui dois pretendentes. No primeiro livro isso não estava muito definido, mas agora é visível. Dois rapazes que parecem ser um o oposto do outro.
Sophie se apaixona loucamente pelo errado, fato um pouco clichê. Porém não deixa de ter por perto o bom moço, por precaução. Menina esperta.
Embora esse triângulo amoroso relembre muitos outros comuns de livros teens e jovens adultos, eu gostei! Porque sempre escolho um lado e torço por um dos candidatos. Na série Hex Hall, fiquei muito em dúvida, deve ser culpa de tantas outras coisas acontecendo ao mesmo tempo, o clima romântico sempre é quebrado por algo fantástico ou assustador.
Um livro inalcançável com uma magia proibida. Uma boate bizarra somente para Prodígios. Membros do alto Conselho totalmente estranhos. Um fantasma que não deveria conseguir se comunicar vigiando Sophie. Métodos perigosos para teletransporte. Pessoas passando por rituais desconhecidos para criar um exército do mal. Segredos e mais segredos. Ah, um namorado não apenas bad boy, mas inimigo!

Citei alguns detalhes que são encontrados no livro, mas aviso que é apenas uma pequena amostra do conteúdo, que é envolvente, divertido, animado e sombrio.
Existe um equilíbrio do medo e temor do perigo cada vez mais eminente e a forma casual como enfrentar a tudo. Sophie cresce como protagonista e agrada ainda mais.
Estou bastante ansiosa para ler os outros livros da série, que me conquistou completamente sem eu esperar!

A autora:
Rachel Hawkins é professora de inglês.
Vive no Alabama e atualmente trabalha nos próximos livros da série Hex Hall.

Links: Blogue | Twitter

O primeiro volume da série: Hex Hall 1, Sortilégio (resenha):


O terceiro volume (ainda inédito no Brasil): Hex Hall 3, Spell Bound.


Acaba de ser publicado (também inédito no Brasil) um spin-off da série: School Spirits.




Instagram @leitoraviciada

Skoob

Online

Siga por e-mail