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8 de julho de 2012

Manuscritos medievais da Biblioteca Bodleiana vão a Nova Iorque

Mais de 60 manuscritos medievais em hebraico, árabe e latim pertencentes à Biblioteca Bodleiana, da Universidade de Oxford, Reino Unido, serão expostos neste semestre no Museu Judaico de Nova Iorque, Estados Unidos. A maioria das peças nunca esteve nos Estados Unidos.

A Biblioteca Bodleiana (Bodleian Library) é a principal biblioteca de pesquisa da Universidade de Oxford, uma das mais antigas da Europa e na Inglaterra só perde em tamanho para a Biblioteca Britânica. Conhecida pelos eruditos de Oxford como Bodley ou simplesmente the Bod, é um dos seis depósitos legais de publicações do Reino Unido.
Criada em 1602, a biblioteca da Universidade de Oxford conta com 11 milhões de itens; além disso, a construção possui diversos objetos históricos como a Bíblia de Gutenberg, o primeiro fólio de Shakespeare e quatro exemplares da Carta Magna.
Ou seja, pouco mais de 60 manuscritos que serão expostos em Nova Iorque são muito pouco do tesouro da Bodleiana - mas ainda assim, são relíquias históricas.

A exposição Cruzando Fronteiras: Manuscritos das Bibliotecas Bodleianas inclui a Bíblia de Kennicott, criada em 1476 na Espanha e supostamente um dos manuscritos medievais mais amplamente ilustrados que existem.
Um dos dois primeiros evangelhos em latim das ilhas britânicas, datado do final do século 6 ou 7, e o Michael Mahzor, mais antigo livro judaico de orações com iluminuras para festividades; este foi produzido em 1258 na Alemanha e ilustrado por um cristão. Uma das iluminuras está de cabeça para baixo.

A exposição vai de 14 de setembro de 2012 a 03 de fevereiro de 2013

"(A exposição) destaca o papel do livro hebraico como ponto de encontro de culturas na Idade Média, principalmente na Europa. Os judeus estavam vivendo no meio dos cristãos e muçulmanos e transmitiram a cultura por meio de traduções de obras", disse à Reuters a curadora Claudia Nahson. "Os livros hebraicos são um repositório de muitas influências diferentes."
As primeiras obras datam do século 3, chegando ao século 16. "Esse é um período muitíssimo amplo", disse Nahson. "O formato livro teve um papel na forma como as religiões conversaram entre si."

A exposição está dividida em três seções:

  • Os primórdios do cristianismo e o judaísmo, com seus vínculos e dissociações;
  • O final da Idade Média;
  • A coleção hebraica da Biblioteca Bodleiana, que remonta aos primeiros anos dessa biblioteca, fundada em 1598.

No caso da Bíblia de Kennicot, será possível ver uma reprodução digital dela, além do livro propriamente dito.
"É um manuscrito incrível, profusamente decorado. Há tantas páginas com iluminuras que é difícil escolher qual mostrar, por isso teremos uma versão digitalizada", disse a curadora.

A Biblioteca Bodleiana foi criada por Thomas Bodley, que foi embaixador da rainha Elizabeth 1a. Ela começou com 2.500 tomos, e hoje é uma das quase 40 bibliotecas integradas à estrutura das Bibliotecas Bodleianas.

Fonte: G1 - Reuters - Patrícia Reany - 06/07/2012

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