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8 de outubro de 2012

Lançamentos da primeira semana de outubro da Companhia das Letras

Lançamentos do dia 05 de outubro da Companhia das Letras:



Os destituídos de Lódz, de Steve Sem-Sandberg (Trad. Jaime Bernardes)
Mistura de romance social e literatura do holocausto, Os destituídos de Lódz enfileira personagens inesquecíveis enquanto retraça, com os poderosos instrumentos da melhor ficção, a história do gueto de Lódz, a macabra cidade segregada erguida pelos invasores nazistas da Polônia no início da Segunda Guerra. Chegando a reunir cerca de 200 mil almas em seu auge, o gueto era administrado por uma figura que, ainda hoje, mais de meio século depois de sua extinção definitiva, permanece um enigma. Trata-se de Mordechai Chaim Rumkowski, um judeu que vivia mergulhado em pensamentos de grandeza enquanto gerenciava a miséria humana: a fome, as precárias condições de higiene e a violência dos guardas nazistas. Escrito a partir da farta documentação sobre um dos episódios mais sombrios da trajetória humana, este é um romance destinado a ocupar um lugar especial na literatura contemporânea. Uma obra cuja denúncia ressoa na alma do leitor mesmo muito depois de seus acontecimentos já constarem dos livros de história.

O muro, de Peter Sís (Trad. Érico Assis)
Imagine crescer em um lugar de onde não se pode sair, em que tudo é regulado ou proibido, até mesmo desenhar. Peter Sís, vencedor do maior prêmio de literatura infantil, o Hans Christian Andersen, responde a essa pergunta narrando, com traços e memórias, o seu dia a dia no lado oriental e comunista da Cortina de Ferro, durante a Guerra Fria. Desde a infância, repleta de privações e obrigações, até os tempos de revolta, quando o garoto conhece o outro lado do muro, a história de Sís nos mostra como a arte – tão prazerosa para ele e ameaçadora para os outros – aproximou-se do sonho de ser livre.





A confissão da leoa, de Mia Couto
Ataques de leões aterrorizam uma aldeia de Moçambique. Da capital do país, um experiente caçador é enviado à região para liquidar as feras. Ao chegar ao local ele se depara com um mundo mais complexo e ameaçador do que imaginava, no qual mito e realidade se entrelaçam. Narrado em primeira pessoa alternadamente por dois personagens – o caçador e uma moradora da aldeia -, este romance inspirado em fatos reais desvenda aos poucos uma África profunda e sombria, onde o impulso rumo à liberdade e a uma vida digna é continuamente obstruído por práticas ancestrais de opressão política, social e sexual. Com sua prosa encantatória, o autor moçambicano chama a atenção para o papel da própria linguagem como força de recriação do real e transfiguração dos males do mundo.

Contos plausíveis, de Carlos Drummond de Andrade
Histórias, pequenas fábulas, iluminações cotidianas, causos deliciosos muitas vezes calcados nas pequenas e grandes notícias do jornal: esse é o refinado – e sempre encantador – cardápio oferecido pela prosa de um dos nossos autores mais importantes nestes Contos plausíveis. Poéticos, realistas e cheios de maravilhamento, os textos em prosa reunidos neste volume são “contos de bolso”, como dizia o próprio Carlos Drummond De Andrade, que os experimentou a partir de 1969, quando passou a assinar pequenas histórias no Jornal do Brasil.

Carcereiros, de Drauzio Varella
Em Estação Carandiru Drauzio Varella focou seu corajoso relato na população carcerária de um dos presídios mais violentos do Brasil. Mas os vinte e três anos atuando em presídios brasileiros como médico voluntário também o aproximaram do outro lado da moeda: as centenas de agentes penitenciários que, trabalhando sob condições rigorosas e muitas vezes colocando a vida em risco, administram essa população. Foi com um grupo desses agentes que Drauzio passou a se reunir depois das longas jornadas de trabalho, em um botequim de frente para o Carandiru. E essa convivência pôs o autor em contato com os relatos narrados em Carcereiros, segundo volume da trilogia iniciada por Estação Carandiru – o terceiro livro, Prisioneiras, terá como ponto de partida o trabalho do médico na Penitenciária Feminina da Capital. Acompanhamos, assim, uma rebelião pelos olhos de quem tenta contê-la. Entramos em contato com o cotidiano dos carcereiros e as situações desconcertantes impostas pelo ofício, que eles resolvem com jogo de cintura e, não raramente, com humor. O que emerge é um retrato franco de um mundo totalmente desconhecido para quem está de fora.




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