Pesquise no Leitora Viciada

21 de outubro de 2012

Lançamentos da terceira semana de outubro da Companhia das Letras

Lançamentos do dia 19 de outubro da Companhia das Letras:



Monstros, de Gustavo Duarte
As portas do Bar do Pinô estão abertas, à espera dos clientes. O proprietário, ansioso para ver os amigos, aguarda na soleira. Mas algo está errado. Os clientes não aparecem. Ao que tudo indica, monstros invadiram a cidade de Santos. O povo, desesperado, corre nas ruas. Mas Pinô tem um negócio — e uma reputação — a manter.

Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo, de David Foster Wallace (Trad. Daniel Galera e Daniel Pellizzari)
Será aceitável mergulhar uma lagosta viva numa panela de água fervente para saciar nossos desejos gastronômicos? O que a experiência de ser “mimado até a morte” num cruzeiro pelo Caribe revela sobre a natureza humana e a maneira como vivemos hoje? O que há de sublime nas raquetadas de Roger Federer e de engraçado nas narrativas sufocantes de Kafka? Como e por que praticar a compaixão na fila do caixa de um supermercado lotado? Nesta antologia de ensaios publicados ao longo de sua carreira, David Foster Wallace, autor de livros como Breves entrevistas com homens hediondos e Infinite Jest, investiga esses e muitos outros temas com humor, inteligência, inventividade e um poder da observação assombroso, marcas de um estilo que influenciou toda uma geração de escritores.

Sentimental, de Eucanaã Ferraz
O sexto livro de poemas de Eucanaã Ferraz, é ao mesmo tempo claro e paradoxal. Claro porque, a exemplo de livros como Rua do mundo e Cinemateca, suas obras anteriores, busca a luz mais clara do pensamento numa poesia que é, acima de tudo, a procura pelo entendimento das coisas. Paradoxal porque, como seu título pode sugerir, investe num olhar mais emocional da vida. Há isso, claro, no conjunto de poemas. Porém sem uma gota de sentimentalismo. É esse equilíbrio entre sentimento e razão que faz do livro um acontecimento literário na poesia brasileira. Com poemas que tratam da memória dos afetos e das relações destinadas a compor a tessitura de nossos sonhos e recordações, Sentimental investe — com a ensolarada delicadeza característica do autor — no amor, nas viagens, na literatura. Por vezes irônico, sempre coloquial e com grande finura, Eucanaã cria um elenco de poemas que sinalizam, em sua precisa elegância, a construção de uma obra das mais originais em nosso cenário.

Big Jato, de Xico Sá
Vale do Cariri, início da década de 1970. Um caminhão, apelidado carinhosamente de Big Jato, é destinado a esvaziar as fossas das casas sem encanamento do Crato. No para-choque, a frase “Dirigido por mim, guiado por Deus”. O garoto ao lado do motorista pensa: “Não sou um nem o outro”. O caminhão faz parte da vida do garoto. Com seu pai, percorre as ruas da cidade lidando com o dejeto alheio, enquanto acompanha um mundo em transformação. Assim como sua própria infância, algo ali parece estar chegando ao fim, e as mudanças não passam despercebidas aos dois. Em Big Jato, o escritor e cronista Xico Sá cria, a partir de suas memórias, um retrato afetivo de uma juventude passada no Cariri. Estão lá os primeiros encontros com o amor e o rock. As paisagens e as pessoas que ele encontrou. As mudanças nas relações familiares. Leitores familiarizados com as crônicas e participações televisivas do autor podem se deparar aqui com o mesmo olhar lírico e frequentemente hilariante que Xico costuma dedicar aos relacionamentos e ao futebol. Mas irão se surpreender com a ficção do autor. O que emerge de Big Jato é uma prosa madura, uma novela capaz de encapsular um tempo e um espaço onde humor e drama ocorrem nos pequenos momentos do dia a dia. E na boleia do Big Jato, com os Beatles tocando no rádio.

Editora Paralela

12 passos para uma vida de compaixão, de Karen Armstrong (Trad. Hildegard Feist)
Tomando como ponto de partida os ensinamentos de religiões do mundo todo, Karen Armstrong demonstra em doze passos práticos como podemos trazer a compaixão para o primeiro plano de nossa vida. Praticar esses passos não vai mudar nossa vida da noite para o dia ou nos transformar em santos ou sábios: tornar-se um ser humano compassivo é um projeto para a vida toda. No entanto, transcendendo diariamente as limitações do egoísmo podemos não apenas fazer a diferença no mundo, mas também ter uma vida mais feliz e satisfatória.


Instagram @leitoraviciada

Skoob

Online

Siga por e-mail