Filhos do Fim do Mundo, Fábio M. Barreto, Fantasy - Casa da Palavra

Filhos do Fim do Mundo
Fábio M. Barreto - Fantasy Casa da Palavra
288 páginas - Ano: 2013 - R$34,00

Sinopse:
"Quando as crianças do mundo param de nascer, um repórter se prepara para sua última matéria sobre o começo do fim do mundo.
É meia-noite quando a humanidade é surpreendida pela notícia: todas as crianças nascidas nos últimos 12 meses morreram misteriosamente. Descobrem também que plantas e filhotes também morreram. Um repórter responsável por cobrir os eventos preparativos para o fim do mundo, deixa sua esposa grávida em casa, partindo para uma perigosa missão investigativa, em que terá de enfrentar grandes desafios para proteger aqueles que ama.
Em Filhos do fim do mundo, acompanhamos a saga de um repórter tentando se equilibrar entre sua função de pai e jornalista em meio ao caos pré-apocalipse. As catástrofes se misturam com a tensão psicológica do personagem em um envolvente romance que vai encantar os amantes de ficção."

Links: Fantasy - Casa da Palavra | Skoob

Resenha:
Esta é mais uma publicação nacional da Fantasy - Casa da Palavra. Além do belo trabalho gráfico e capa inquietante (uma rua de classe média tipicamente estadunidense vazia), o livro atrai pelo tema de apocalipse. Uma Ficção Científica nacional que aborda um tema delicado e o recicla de modo bastante humano, realista e abrangente.

Mesmo possuindo uma premissa já muito utilizada, Fábio M. Barreto consegue ser original, pois escreve Ficção Científica sem o peso que o gênero costuma trazer ao texto. Não se perde em descrições cientificamente pomposas nem em explicações excessivamente entediantes. O autor possui uma escrita simples, direta e cheia de ação.
A história é feita tanto para os fãs do gênero que buscam por uma boa e leve Ficção Científica ou para leitores que costumam deixar de ler esse tipo de história por medo de se perder em detalhes chatos. O livro não possui a intenção de tentar fazer a história ser cientificamente correta demais, didática demais. E ao ignorar certos floreios literários característicos da Ficção Científica o livro torna-se acessível para qualquer tipo de leitor; acaba apresentando uma trama realista e humana, pois o foco está nas reações e emoções das pessoas, no desenvolvimento psicológico que o problema avassalador de fim do mundo eminente e irrefreável causa à todos.
É tentando não ser explicativo demais que o autor consegue trazer realismo no desenrolar no enredo, uma grande (e excelente) ironia.

O livro é narrado em terceira pessoa e dividido em longos capítulos. Eu os considero mais partes que capítulos. No entanto existem diversas pausas entre uma cena e outra. Além disso, existe um prefácio e um epílogo.
A narrativa é direta, linear e repleta de ação. A principal característica do livro é certamente a impessoalidade dada às personagens. Sinceramente, adorei completamente essa estratégia. A tática deu certo, está perfeita.
Não existem nomes, mas existem representações profundas. No entanto as personalidades não deixam de existir. O que aparentemente poderia ser perigoso, ou seja, tornar as personagens meros símbolos caricatos e sem graça é a melhor parte do livro, porque traz diversas interpretações. O autor não erra.
Embora cada uma das pessoas nos seja apresentada segundo sua profissão, aparência ou qualquer outra característica explícita, percebi a clara intenção de não criar uma caracterização robótica. Interpretei como o modo de mostrar ao leitor que mesmo as ações sofridas por cada uma daquelas personagens, mesmo o foco estando naquelas pessoas, os fatos poderiam estar acontecendo com qualquer um; na verdade, o fim do mundo está afetando a todos. As reações são diversas, porém o medo, desespero e dúvida são os mesmos enfrentados por cada ser humano. Por isso as personagens não possuem nome, nem o protagonista.

Ele é o Repórter encarregado de buscar uma resposta para o fato de todas as crianças nascidas nos últimos doze meses terem falecido exatamente ao mesmo tempo, sem explicação alguma. Não apenas os bebês, mas todos os seres vivos, pois o mesmo aconteceu com plantas e animais. Nada mais parece conseguir nascer e sobreviver. O Repórter possui, além da motivação profissional e humana, outra pessoal: sua Esposa está grávida e seu primogênito próximo do nascimento. O mundo está por um fio e o Repórter se desespera por respostas, guiado pelo instinto e responsabilidade da profissão e desejo de manter a família intacta e salvar seu filho.
O Repórter não esperaria acabar se envolvendo mais ainda nesse caos. Ele acaba descobrindo revelações bombásticas e fica dividido entre divulgar ou não tais descobertas. Ele sofre um dilema pessoal e ético.

As principais personagens são representações da sociedade bastante profundas.
O Governador e a Primeira Dama simbolizam claramente como os chefes de Estado poderiam estar agindo perante o fim do mundo e confusão épica causada pelo apocalipse.
Como a elite do governo reage, como tenta apaziguar a catástrofe, como chega ao ponto onde a ética entra em conflito com a segurança de toda uma nação.
A ética é constantemente questionada no livro, em vários momentos e em diversos setores. Seja o Repórter refletindo se deve ou não publicar descobertas e ideias, os governantes e militares escondendo informações para não causar maior alarde público... Ou integrantes do povo que não sabem se devem pensar cada um em si ou na sobrevivência de todo o povo.
O Padre representa a questão da fé, outro tema muito bem explorado pelo autor. Ele mostra as pessoas que conseguem em sã consciência manter o foco através da fé em Deus e se mostram calmas e seguras diante do implacável problema. Outros infelizmente seguem a fé de modo desenfreado e exagerado, beirando a loucura e fanatismo. Existem também os que perdem sua fé por causa da situação irreversível, além dos que nunca tiveram fé. Com fé ou não o autor mostra diferentes pontos de vista.

Os militares estão bem representados, acho que ocupando até um espaço grande demais na história, com exemplos diferentes como o Major e o Comandante. Porém é justificável, eles são a proteção da população, logo ganham destaque nesse momento do mais alto risco.
A mídia informal e a população curiosa e não apenas espectadora estão representadas por pessoas como o Blogueiro e o Radialista, que em meio a tanto caos possuem diferentes preocupações e reações. Através deles é introduzido o povo revoltado, perdido e despreparado. Outro assunto delicado que o autor aborda é a censura e seu oposto: O excesso de informações e seu uso descuidado, assim como notícias duvidosas e fantasiosas.
Temos ainda o exemplo de um breve ponto de vista infantil, que eu acho que poderia ter sido mais explorado pelo autor, que é a Filha do Governador. A menina não compreende o que de tão terrível está acontecendo, sendo logo superprotegida pelas pessoas próximas.
O Diretor do jornal onde o Repórter trabalha também possui seu papel na história, mostrando um profissional que não desiste, mesmo sendo abalado pessoalmente.
O Médico e a Senhora (sua esposa) fecham o núcleo principal de personagens, trazendo a incansável crença médica de que algo sempre pode ser feito, uma solução concreta pode existir - com certeza uma explicação plausível.
Diversas vidas, opiniões e pessoas.
Gostei do final, é tão inquietante quanto a premissa e talvez mais complexo. As últimas páginas talvez não sejam tão simples para todos.

Recomendo o livro para diversos tipos de leitores. Como citado anteriormente, qualquer um pode lê-lo, mesmo quem não gosta de Ficção Científica. Eu recomendo para quem gosta de histórias que possuem variadas interpretações, todas ligadas à humanidade, à civilidade, ao papel do ser humano e da existência da vida.
Um livro de linguagem simples, capaz de introduzir qualquer pessoa à reflexões profundas, caso ela se deixe mergulhar na história. No entanto, também cumpre seu papel de objeto de entretenimento para os leitores que buscam por uma história interessante. Isso depende de quem lê. O autor não força ninguém a se aprofundar, mas convida.
 Algo que não costumamos parar para refletir é trazido à tona: Por que de fato existimos? Com teorias científicas ou religiosas, pensem bem: Por que existimos? Por que existe a vida? E o que aconteceria a cada ser vivo se simplesmente, de uma hora para outra, nenhum novo ser pudesse existir e tudo fosse deixando de ser renovado? Uma reflexão de como pensamos apenas no "eu" e nos esquecemos do "nós"; no "presente" e não imaginamos o futuro à longo prazo.
A vida é o maior mistério que existe e ela é frágil.

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O autor:
Fábio M. Barreto é escritor, jornalista e cineasta. Criado nas redações de O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, dedicou a carreira à indústria do entretenimento.
Trabalhou e publicou conteúdo em grandes veículos de imprensa como Sci-fi News, CNN e Brainstorm #9.
Entrevistou dezenas de grandes nomes da indústria de Hollywood, de J.J. Abrams a Neil Gaiman, e foi responsável pela criação da JediCon e do SOS Hollywood.
Hoje é membro de um dos podcasts de cultura pop mais famosos da internet brasileira, o Rapaduracast. Atualmente, reside em Los Angeles, Califórnia.

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De 27/04/2013 até 19/05/2013.



34 comentários

  1. Olá,bom este livro já vem me chamando a atenção ha um tempo.Não sou fã do gênero,mas devo dizer que em alguns eu abro uma exceção ,e este é um deles(hahahahaha).Gosto de leituras que me prendam e me façam não largar ate chegar ao final,e lendo sua resenha noto que este livro vai me proporcionar isso.
    Acho interessante o modo em como o autor colocou os nomes dos personagens,sendo as suas profissões,então isso acaba dando ao leitor,uma forma de poder participar do livro.Achei este detalhe muito interessante!

    Bom estou louca para lê-lo.

    Adorei a resenha

    Beijokas Ana Zuky

    sanguecomamor.blogspot.com.br

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    1. Oi, Ana, a forma como os "nomes" das personagens foram utilizados trouxe originalidade ao texto.
      Beijos.

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  2. Eu gosto de livros que envolvem zumbis, mas como você disse tem vários livros que a história fica chata e cheia de enrolação..
    Não tinha ouvido falar sobre esse livro , estou ansiosa para lê-lo...
    Parece que o autor soube explorar bem os recursos que lhe deram... Os personagens parecem ser complexos, no que ajuda o enredo..
    A capa tem uma mensagem legal...
    Parece ser o livro que eu gosto de ler...
    Amei a resenha , beijos...

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    1. Oi, Sarah, embora o tema seja fim do mundo, ele não está sendo causado por zumbis.
      Espero que goste do livro.
      Beijos.

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  3. Nossa, que resenha linda, a última parte em que você fala "por que existimos?" me fez realmente parar para refletir. Gosto de livros com temas apocalípticos , acho legal pensar nas diferentes formas de como o mundo pode um dia acabar. E fiquei super feliz que muita gente gostou desse livro e o autor é brasileiro. Enfim, estou muito curiosa para lê-lo.

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    1. Oi, Laura, muito obrigada. Acho que todos nós em momentos difíceis nos questionamos sobre nossa existência. O autor é brasileiro, porém a história é, certamente, internacional, feita para leitores de diversas nacionalidades lerem e gostarem.
      Beijos.

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  4. Desde a primeira vez que li a resenha desse livro eu fiquei muito interessada! Mistura mistérios com romance, ficção com acontecimentos reais, uma mistura que me chama muito a atenção.
    E confesso que tenho queda por livros misteriosos ahaduhad
    Um livro que me intriga, faz com que eu queira entender o pq de tudo isso estar acontecendo e torcer para o repórter resolver essa catástrofe.
    muito boa a sua resenha!!

    Beijos

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    1. Espero que em breve possa matar a sua curiosidade e que adore o livro!
      Torcemos muito pelo Repórter!
      Beijos.

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  5. Oi Tati, parece ser uma leitura ótima mesmo. Achei interessante esse estilo do autor de não colocar nomes nos personagens e sim classificá-los por sua profissão, acho que fica mais global.
    Outro ponto que gostei é o autor não ser didático demais, acho que esse aspecto acaba deixando a leitura carregada e chata.
    Tinha lido a sinopse mas com a resenha tive uma visão melhor do livro e me interessei.
    bjs

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    1. Oi, Fernanda, a ideia de universalizar os dramas ficou perfeito, e essa tática dos nomes ajudou ainda mais.
      Espero que possa em breve conferir a obra.
      Beijos.

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  6. Estou muito curioso em relação ao livro. Fabio Barreto, com certeza mais um dos grandes nomes da literatura de ficção nacional. Parabéns pela resenha.

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    1. Espero que em breve mate sua curiosidade, Robson. Beijos.

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  7. Capa perfeita (amo capas), título perfeito, adoro o gênero da estória,tá confesso não conheço o autor, mas com essa resenha fiquei intrigada e curiosa :3

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    1. Aproveite para conhecê-lo, Samanta! É sempre interessante conhecermos autores diferentes. Beijos.

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  8. Nossa, me interessei muito pelo livro! Olhando o título eu confesso que achei que era chato, pois não me interesso tanto pelo gênero. Mas lendo a sinopse e a sua resenha, me fizeram mudar de ideia. Não parece ser um livro de "fim do mundo clichê". Sem contar que adorei do personagem principal ser jornalista haha (Se Deus quiser, minha futura profissão)Parece ser aqueles livros com um suspense que te deixa louco pra querer saber o final. E preciso mesmo começar a ler mais da literatura nacional ^^

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    1. Oi, Gabriella, será uma boa escolha ler mais literatura nacional com Filhos do Fim do Mundo. Ainda mais se quer um apocalipse fora de clichês. E você ainda será jornalista, que legal, vai acompanhar a aventura do Repórter. Beijos.

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  9. Estou louca pra ler esse livro. Nunca vi nenhuma resenha negativa sobre ele, além de que, a editora fantasy sempre tem livros muito bons!

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    1. Também não vi resenha negativa sobre ele, pode ler sem preocupação quanto a isso, o livro é bom =)
      Beijos!

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  10. Desde que li a sinopse desse livro me interessei. Gosto bastante de ficção científica, e essa parada de apocalipse/pós-apocalipse. Mesmo esse não tendo prédios explodindo, invasões alienígenas ou chuvas de meteoros, achei interessante, justamente por fugir desses clichês. O que estranharia um pouco no início seria essa impessoalidade das personagens, mas creio que esse estranhamento passe com o decorrer da leitura.
    Espero ter a oportunidade de ler em breve.

    @_Dom_Dom

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    1. Sim, não acontecem coisas fantásticas e irreais, mas o livro sabe ter boas doses de ação e parecer natural. Não estranhei a falta de nomes das personagens, foi o que mais gostei.
      Espero que goste também.
      Beijos.

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  11. Gosto muito desse estilo de leitura, e tenho orgulho por este autor ser brasileiro. Estou ansioso para ler este exemplar. Também curti a pagina, apesar do nome feminista :/

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    1. Se você gosta desse tipo de leitura, vai curtir o livro, é muito bom. Espero que possa ter seu exemplar em breve:)

      O nome não é feminista. O nome simboliza a mim. Por isso tento manter conteúdo unissex, evito cores femininas no layout, resenho livros diversificados, falando de quadrinhos. A boneca sou eu e o nome faz referência ao meu vício pela leitura, pois o blogue começou como algo muito pessoal, mas que cresceu um pouco.
      Pode reparar que saúdo e nomeio os seguidores como Leitoras Viciadas e Leitores Viciados.

      Beijos.

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  12. Este livro é muito insano e misterioso, como assim todas as crianças nascidas nos últimos 12 meses podem ter morrido? Como se estivessem predestinadas para isso. Por isso o livro fala de pré-apocalipse, deve ser muito intrigante acompanhar as descobertas do repórter, os mistérios por trás de tudo isso.
    Quero muito ler esse livro, beijos.

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    1. Oi, Stephanie, é uma insanidade mesmo, como assim nenhuma vida mais poderá resistir?
      Espero que possa ler em breve e goste :)
      Beijos.

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  13. Já li algumas resenhas, e ainda estou muito ansiosa para ler! Imagino como ele conseguiu fazer um tema assim, de fim do mundo, ficar tão intrigante!
    Particularmente, não sou muito fã, qdo o autor não coloca nomes nos personagens, só os titula pelas profissões, mas duvido que isso me impeça de gostar da leitura!
    Achei tbem as situações em que a mídia, repórteres aparecem, um assunto muito atual, a ética que deveria existir sempre, e que nem sempre aparece na noticias que vemos todos os dias!
    Não consegui ler ainda, mas vou ler com certeza! To adorando os autores nacionais!

    bjos

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    1. Oi, ana, que bom que tem lido autores nacionais de qualidade!
      Então vai gostar desse livro, creio que o fato das personagens não terem nome próprio não a impedirá de gostar da leitura.
      Beijos.

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  14. Ouvir falar muito bem desse livro e depois dessa resenha bem elaborada minhas expectativas aumentaram, vale a pena conferir.

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