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16 de agosto de 2012

Lançamentos da companhia das Letras na primeira quinzena de Agosto


A testemunha silenciosa, de Otto Lara Resende
Este livro reúne duas histórias que a imaginação de um grande escritor, o mineiro Otto Lara Resende, foi colher nas profundezas do tempo e nas entranhas de uma província, para fazer delas indiscutíveis obras-primas da literatura brasileira. Novelas capazes de tocar leitores de qualquer canto e época, não só pela universalidade dos temas de que tratam como pela maestria com que são tecidas. Por detrás delas transparece o esforço sem descanso de um autor que como poucos perseguiu – e tantas vezes alcançou – a perfeição, retocando ou mesmo refazendo interminavelmente seus escritos.

A máquina da lama, de Roberto Saviano (Trad. Joana Angélica d’Avila Melo)
“Compreender o que está acontecendo hoje na Itália parece algo simples, mas, ao contrário, é bastante complexo. É preciso fazer um esforço que redunde na última possibilidade de não sofrermos a barbárie. Porque a máquina da lama cospe contra quem quer que o governo considere inimigo.” As palavras contundentes de Roberto Saviano embalam as histórias sobre a Itália que foram narradas neste volume. Seus temas são os negócios da máfia calabresa no norte do país, o direito à morte digna, o descalabro com o lixo nas ruas de Nápoles, as vítimas de um terremoto que morreram por negligência das autoridades, a compra de votos nas eleições… Citando Tolstói, Saviano convida o leitor a deixar a indiferença de lado: “‘Não se pode enxugar a água com a água e não se pode apagar o fogo com o fogo, portanto não se pode combater o mal com o mal.’ A partir do momento que cada um de nós não faz o mal, está um passo à frente e talvez sonhando com uma Itália diferente”.

Editora Paralela:

Como ser mulher, de Caitlin Moran (Trad. Ana Ban)
Nunca houve época melhor para ser mulher. Nós votamos, temos a pílula, estamos no topo das paradas musicais, somos eleitas presidentes e primeiras-ministras, e não somos acusadas de bruxaria e queimadas desde 1727. Entretanto, algumas perguntinhas incômodas persistem. Os homens no fundo nos odeiam? Como devemos chamar nossos peitos? Por que as calcinhas estão ficando cada vez menores? E por que as pessoas insistem em perguntar quando vamos ter filhos? Em Como ser mulher, a jornalista inglesa Caitlin Moran responde a essas e muitas outras perguntas que mulheres modernas no mundo todo estão se fazendo. A partir de um péssimo aniversário de treze anos, ela fala sobre adolescência, trabalho, machismo, relacionamentos, amor, sexo, peso, maternidade, aborto, moda, compras e modelos de comportamento, sempre com um olhar crítico e muito humor.

A idade dos milagres, de Karen Thompson Walker (Trad. Christian Schwartz)
E se os dias ficassem cada vez mais longos – primeiro em questão de minutos, depois horas, até que o dia virasse noite e a noite virasse dia? Em um sábado aparentemente comum, na Califórnia, Julia e sua família acordam e descobrem, com o resto do mundo, que a velocidade de rotação da Terra está diminuindo. Os dias e as noites vão ficando mais longos, fazendo com que a gravidade seja afetada e o meio ambiente entre em colapso. Ao mesmo tempo que luta para sobreviver em uma paisagem constantemente em transformação e se adaptar à nova “normalidade”, Julia tem que lidar com os problemas típicos da adolescência e os desastres do cotidiano: a crise no casamento de seus pais, a perda de antigos amigos, as amarguras do primeiro amor e o estranho comportamento de seu avô, que acredita tratar-se de uma conspiração do governo e passa o dia catalogando suas posses obsessivamente. Com uma prosa e econômica e prazerosa e a sabedoria emocional de uma contadora de histórias nata, Karen Thompson Walker criou uma narradora singular em Julia, uma garota forte e perspicaz. Entre as tradições do romance de formação e do filme catástrofe, A idade dos milagres é uma obra visionária que discute a capacidade de adaptação do homem, traçando um retrato comovente da vida familiar em um mundo gravemente alterado.


Qual é o seu norte?, de Silvana Salerno
Quem nunca sonhou conhecer a floresta Amazônica, com sua infinidade de plantas, bichos e lendas? Neste livro, o Norte do Brasil é explorado a partir do folclore da região. São onze histórias – como a do boto, a do boi-bumbá e a da samaúma, entre outras -, intercaladas por páginas recheadas de muita informação sobre a cultura, a geografia, a fauna e a flora amazônicas. Ilustrado com fotos, desenhos e mapas, este almanaque traça um panorama completo sobre uma das regiões mais ricas do planeta. E, então, está pronto para descobrir qual é o nosso Norte?

Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels (Trad. Sergio Tellaroli)
Mais de vinte anos depois da queda do muro de Berlim e do fim da União Soviética, o legado intelectual de Karl Marx e Friedrich Engels ainda pode ajudar a compreender as transformações do mundo contemporâneo? A crise financeira deflagrada em 2008 escancarou as fragilidades estruturais do capitalismo, e ratificou diversos postulados dos autores do Manifesto do Partido Comunista. Desde então, o grande número de reedições dos livros basilares do marxismo em todo o mundo atesta que o estudo das contradições inerentes à reprodução do capital tem se renovado e ampliado. Análise militante da luta entre classes, denúncia dos mecanismos de perpetuação da opressão, este que é um dos textos políticos mais influentes da história retorna com o selo Penguin-Companhia das Letras para seguir provocando polêmicas e paixões, sobretudo pela denúncia dos perversos mecanismos da reprodução do capital. Com tradução direta do alemão por Sergio Tellaroli, que restaura a fluência e a força explosiva do texto original, o volume traz os prefácios de Marx e Engels para edições em vários países, além de posfácio assinado pelo filósofo humanista Marshall Berman, que afirma, categórico: o autor de O capital, “ateu fazendo as vezes de profeta bíblico, ainda tem muito a dizer”.

O contador de histórias: cenas escolhidas, de Jorge Amado
Jorge Amado foi um grande contador de histórias – era assim que ele gostava de se definir. Partindo de cenários variados, geralmente ambientados, amarrados de maneira inusitada , muitas vezes com humor e irreverência, prendendo totalmente a atenção do leitor. Foram mais de trinta romance, que ganharam adaptações para teatro, televisão e cinema, provavelmente por conta da força das suas tramas, pelos diálogos vívidos dos personagens e pelo domínio na arte de interromper a narrativa em momentos cruciais, a chamada “técnica da virada”. Apesar de ser um dos maiores escritores de todos os tempos, Jorge Amado sonhava ser diretor de cinema. Para homenagear esse amante da sétima arte, Heloisa Prieto selecionou sequências narrativas, fragmentos, descrições de personagens, diálogos e cenários, montando esta antologia como um verdadeiro trailer de cinema. São doze cenas inesquecíveis, de todas as fazes da carreira do autor, que constituem um convite saboroso a futuros mergulhos em sua obra inesgotável.

O diabo na água benta, de Robert Darnton (Trad. Carlos Afonso Malferrari)
“Calúnia e difamação sempre foram um negócio sórdido, mas seu caráter odioso não é motivo para considerá-las não merecedoras de estudo sério. Ao destruírem reputações, ajudaram a deslegitimar regimes e derrubar governos em diversas épocas e lugares. O estudo da calúnia e da difamação na França do século XVIII é particularmente revelador, pois mostra como uma corrente literária foi corroendo a autoridade de uma monarquia absoluta e acabou absorvida por uma cultura política republicana, que atingiu seu ápice sobe Robespierre mas que incorporava variedades de detração desenvolvidas nos tempos de Luís XV.” Denúncias como as que contribuíram para a queda da monarquia francesa no século XVIII ainda perseguem os políticos nos dias de hoje. Os regimes autoritários podem ser vulneráveis a palavras, e palavras bem colocadas podem mobilizar a força misteriosa conhecida como opinião pública.

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