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12 de agosto de 2012

Vice-presidente da Amazon fala sobre o Kindle na Bienal de SP

Executivo conversou com o público durante a 22ª Bienal Internacional do Livro e desconversou sobre a chegada da empresa ao país: "não quero estragar a surpresa".

Ao iniciar a palestra durante a Bienal de São Paulo, Russel Grandinetti, vice-presidente da Amazon e responsável pelo Kinde, disse a frase que acabou com grande parte das expectativas dos jornalistas e do público presente, reunidos no espaço evento reservado para a palestra: "Não há notícias sobre o Kindle no Brasil".


Depois de deixar um gosto amargo entre os presentes, Grandinetti dissertou durante cerca de uma hora sobre o leitor digital da Amazon, como começou o projeto do dispositivo e os resultados alcançados com os eBooks nos EUA.

Lançado há quase cinco anos, o Kindle surgiu como um produto que tinha como missão de reinventar o livro. Para isso, o executivo afirmou que imaginava o livro impresso como concorrente, e que o objetivo era superá-lo em pequenas áreas. "O Kindle é uma forma de reinventar a leitura, enquanto são emuladas as melhores características de um livro". O objetivo do projeto, de acordo com ele, é ambicioso: ter todos os livros que já foram impressos até hoje, em qualquer língua, disponíveis em menos de 60 segundos", disse Grandinetti.

Durante a explanação, Russ forneceu dados interessantes a respeito dos hábitos de consumo e do mercado de livros digitais nos EUA. "Os consumidores do Kindle compram 3,3 vezes mais livros no primeiro ano [em que compra o aparelho]. E o mesmo fenômeno também ocorre em países como Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha", apontou o VP. Grandinetti mostrou também um gráfico comparando a venda de livros físicos e para Kindle nos últimos 14 anos. A constatação mais interessante é que, de acordo com ele, nos EUA atualmente são vendidos dois eBooks para cada livro impresso.

Amazon no Brasil
Durante a a conversa com o público, perguntado sobre quais seriam os maiores desafios para trazer o Kindle para o Brasil, o vice-presidente da Amazon respondeu que "não está preocupado com essas coisas, e que está otimista" sobre o mercado brasileiro. Depois de definir o brasileiro como um povo muito "conectado", disse que sempre há questões como impostos e questões de logística, mas que esse seria apenas mais um desafio.

Todavia, Grandinetti desconversou quando foi questionado a respeito de quando a Amazon chegaria oficialmente ao Brasil. "Não quero estragar a surpresa", brincou o executivo, ágil o suficiente para escapar de todos os jornalistas após a palestra sem deixar rastros. Desde março deste ano há informações de que a companhia norte-americana pudesse chegar em setembro ao Brasil, e que a empresa iria comercializar apenas Kindles, livros, CDs e DVDs.

Fonte: IDGNow! - Cauê Fabiano - 10/08/2012

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