Pesquise no Leitora Viciada

23 de junho de 2013

A Elite, volume 2 da série A Seleção, Kiera Cass, Seguinte

A Elite
Seis garotas e uma coroa.
Série A Seleção - livro 2
Kiera Cass - Editora Seguinte
Tradução: Cristian Clemente
360 páginas - Ano: 2013 - R$29,00

Sinopse:
"A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Mas sempre que vê seu ex- namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda, ela sente que é nele que está o seu conforto. Porém, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, o resto da Elite sabe exatamente o que quer - e ela está prestes a perder sua chance de escolher."

Links: Seguinte | Skoob | Resenha de A Seleção | Download de O Príncipe (A Seleção 1.5)

Resenha:
Após me apaixonar pela série com o livro 1 A Seleção e o e-Book 1.5 O Príncipe, finalmente li o segundo volume: A Elite. E continuo cheia de amores pela história. É uma saga que causa curiosidade ao leitor. Me sinto tão apegada às personagens e não paro de imaginar o futuro delas.
Li A Seleção através de um exemplar de prova da Seguinte; já O Príncipe é um conto em formato digital gratuito. O exemplar de A Elite é a versão final de livraria e é magnífico. O título e a tiara são em relevo e todo o procedimento gráfico e editorial está perfeito. Seguindo o padrão do livro anterior, cada capítulo é numerado, sem nome e com uma pequena coroa enfeitando a primeira página.
Adoro séries que mantêm o padrão nas imagens das capas, fontes, diagramação... Carregam essência e personalidade e a Seguinte está tendo esse cuidado com a saga.

Assim como a capa anterior, esta é um espetáculo de beleza e também possui significados. É a mesma modelo representando a protagonista America Singer. As cores agora são outras e America, ruiva e linda, se veste "como um pôr-do-sol" (expressão utilizada no livro quando ela usa este figurino).
Novamente ela se encontra meio aos espelhos, porque continua perdida entre tantas dúvidas, receios e sentimentos. Mas agora parece que algo se modificou: Os reflexos estão embaçados, diferentemente dos nítidos da capa do livro anterior. Será que America agora se sente mais perdida? Com mais perguntas sobre quem ela é, quem ela deve tentar ser e como as pessoas a julgam.
America narra a história dividida em trinta e um capítulos.

Ela deixou de ser um Cinco e passou a ser uma Três. Além disso, ela passou a integrar o grupo As Selecionadas e após tantos acontecimentos ela passou a fazer parte de um grupo ainda mais restrito: A Elite. Como diz o subtítulo do livro: "Seis garotas e uma coroa." É exatamente como se resume a competição neste momento; lembrando que antes eram trinta e cinco!
America se sente, em parte, vitoriosa por chegar tão longe. Agora ela é a pretendente do Príncipe Maxson da casta mais baixa. Ela está competindo com lindas moças com padrões sociais superiores. E o prêmio: Casar com o Príncipe, se tornar Princesa de Illéa e a futura Rainha. Poder e riqueza.

Se o foco do livro anterior fora introduzir as personagens e o processo da Seleção, agora que já conhecemos o sistema de castas e as diferentes personalidades e culturas, a história é centralizada na competição. Com um número menor de competidoras, é mais fácil ao leitor acompanhar o desenvolvimento das personagens.
Achei mais interessante, porque descobri aos poucos o motivo para cada uma das cinco rivais de America estarem lá, tanto observando de forma literária, para criar conflitos de qualidade, quanto analisando o porquê de cada uma ser mantida na competição pelo Príncipe, politicamente falando.

Se antes America não conhecia o Príncipe, agora eles estão bem próximos. Ela conhece um pouco da intimidade e ideias do rapaz futuro Rei, e descobre inúmeras qualidades.
Enquanto isso, o seu ex-namorado e grande amor está muito perto. America ainda sente algo forte e especial por Aspen, um soldado que já foi um Seis. O namoro era secreto, porque America sabe que sua família não aceitaria um casamento com um rapaz de casta inferior; America teria de ser rebaixada socialmente. Agora Aspen é um Dois. Tudo mudou.
Além da autora manter o foco na competição, ela alterna a centralização com o triângulo amoroso.
America sente algo incontrolável por Maxon. Ele é gentil, bondoso, lindo e charmoso. E é o Príncipe. Estão todas disputando a atenção e coração dele. Maxon parece ter America como a preferida. Como isso foi acontecer? America não sabe.
E mais: Aspen agora não é inferior, está mais forte (física e psicologicamente), é atraente, insistente e bonito. Ele continua a balançar o coração de America, que não esquece os dois anos de namoro. Aspen continua apaixonado por ela (chegando ao ponto de ser totalmente submisso à ela), mesmo sendo perigoso, pois agora ela é proibida a ele; enquanto faz parte da Elite, America é prometida do Príncipe e mais nenhum outro pode se aproximar dela.
America participa da competição pelo Príncipe e pela coroa. As meninas que restam são as competidoras mais fortes e todas estão decididas a vencer - cada uma ao seu modo. America queria permanecer o máximo possível para continuar enviando dinheiro para sua família, porém seu objetivo talvez tenha mudado: Talvez ela esteja apaixonada pelo Príncipe.
Cria-se uma seleção paralela: America tenta se decidir com quem deve planejar seu futuro: Maxon ou Aspen. Em qual deles ela deve investir? Pois depois não terá uma segunda chance.
Mas será que Maxon realmente está apaixonado por ela? Será que Aspen aguenta esperar mais tempo para America se decidir? Será que ela quer a coroa?

America continua mantendo sua personalidade forte, justa, emotiva e inquieta. Ao passo que isso a encoraja e faz a parte mais simples do povo admirá-la, também a faz errar e passar dos limites aos olhos dos mais superiores da sociedade. Ela é inconsequente.
Como saber se isso está ajudando ou atrapalhando a sua performance na Seleção? Ser sincera ao extremo pode não ser tão benéfico quanto ela esperava. As meninas concorrentes podem não ser as amigas que America imaginara e nem honestas como ela tem sido. Honestidade e sinceridade são os itens mais raros da competição. America começa a desconfiar que talvez ela seja a única a manter a ética e integridade. Maxon, que parecia perfeito, talvez seja uma das pessoas não confiáveis. Será que o Príncipe é verdadeiro? Qual é a realidade: Um rapaz obrigado a assumir o trono e a liderança de algo que não desejaria e que precisa escolher a esposa através de um jogo público, sem chance de se apaixonar de verdade? Ou um rapaz mimado acostumado ao luxo que mal pode esperar para ser o Rei e que brinca com o poder sobre as pretendentes e desrespeita sentimentos? America a cada momento tem uma nova imagem de Maxson, assim como das participantes. Em alguns momentos ele parece benevolente; em outros parece volátil.
Em meio à confusão Aspen parece ser o único a realmente conhecê-la profundamente e a não usar máscaras, mas sem atitude. Por mais que ela se sinta bem com Maxon, Aspen parece ser seu porto seguro, embora previsível.
Interessante como em A Seleção eu tive a impressão que Maxon parecia a escolha ideal para America. Um sonho de marido, Príncipe, culto, educado, lindo, perfeito, bondoso. Após ler A Elite minha opinião mudou, acho que agora prefiro o Aspen. Ele é autêntico, seguro, bonito, sensual, verdadeiro. O problema é que ele se rebaixa por America. com tantas outras moças ao redor.
Não sei se a intenção da autora foi essa: Destacar um e depois o outro. Pelo menos isso ocorreu comigo, Estou tão perdida quanto America! Kiera Cass notavelmente quer dividir opiniões e mudá-las constantemente.
Antes do terceiro livro talvez fosse interessante um conto com o ponto de vista de Aspen, já que ela deu essa chance ao Maxon.

O desenvolvimento das personagens, do triângulo amoroso, da protagonista e da competição estão nota dez! Gostei muito do caminho seguido pela autora. No começo do livro achei a história um pouco mais devagar, porém logo tudo começou a evoluir de modo agradável, curioso e instigante.
Aconteceram fatos que mexeram comigo, pois não esperava encontrar choque na história. Na verdade, foram dois acontecimentos que me deixaram chocada, angustiada e comovida.
A falha continua a ser a distopia. Minhas expectativas de a autora explorar mais a sociedade "distópica", desumana e irregular eram altas, já que ela focou o mínimo possível nesse campo em A Seleção.
Pensei que com A Elite o leitor veria mais da história do mundo, principalmente Illéa e o principal: Como a população rebelde está insatisfeita e agindo para causar uma enorme mudança na política. Pensei em uma guerra civil de tirar o fôlego interrompendo a Seleção.
Existe a tentativa de mostrar um pouco mais do passado sim e de como surgiu o sistema de castas. No entanto as explicações são vagas e um pouco infantis. Através de livros raríssimos, bastante importantes e valiosos, percebe-se como a sociedade e a política chegaram ao estágio atual. Kiera poderia dar melhor ênfase a este lado e transformar A Seleção em uma série mais que inesquecível: Revolucionária. Poderia entrar não apenas para o ranking de melhores séries, mas de melhores distopias.
Esperava mais explicações sobre a Terceira e Quarta Guerras Mundiais, por exemplo. Estou ainda muito curiosa sobre a geopolítica e espero que realmente esse lado distópico seja explorado pela autora futuramente.
Até mesmo aguardei por terrorismo, por rebeldes enfurecidos. Os ataques aumentam, mas não chega a amedrontar o leitor. É falho notar como a Realeza, por serem os governantes desse sistema de castas, ser tão vulnerável aos rebeldes despreparados. O mais lógico seria existir um Exército mais poderoso e cruel. Ou a autora deveria mostrar como os rebeldes estão evoluindo ao ponto de não ser mais contido pela Guarda Real. Outro item que precisa ser trabalhado: as diferenças entre rebeldes sulistas e nortistas. A autora não dá maiores explicações sobre eles.

A autora destaca mais dessa vez as criadas de America e o casal real, os pais de Maxon.
A protagonista continua a evoluir como personagem. Gosto principalmente do fato dela ser imperfeita. Justamente por não tentar ser uma Princesa maravilhosa (embora ela se esforce para se parecer com uma) é que ela se destaca na trama. Ela não deixa suas convicções, ideias e personalidade em segundo lugar para ser uma Princesa. Ela tenta encontrar um equilíbrio de Princesa e America!
E a premissa da "plebeia que experimenta a luxuosa vida do palácio e que tem a chance se se tornar princesa" continua atraente nesse segundo volume, tanto ou mais que no primeiro; a dúvida de "quem deve ganhar seu coração e confiança, o príncipe ou o plebeu" é reforçada em A Elite.
Aparentemente nada de novo pode estar nessa ideia, porém assumo que adoro a saga, gosto muito da forma como a autora utiliza isso. É agradável, romântico e inesperado. Recomendo sim!

Continuo a classificar este Young Adult como um "conto de fadas" moderno. Embora tente passar seriedade política e o drama da desigualdade social, não considero a série uma distopia. É uma distopia, contém todos os elementos, mas por ser muito fraca, prefiro ler a série sem a distopia em mente.
A Seleção se transformou na Elite. Agora só penso na continuação e em como estou empolgada para ler The One - por sinal é excelente título, porque em inglês traz inúmeros significados! Aposto que a mente de cada fã da série está a mil.
O jogo de xadrez continua, a guerra pelo título de Princesa também... Com quem America ficará? Aspen ou Maxson? Sozinha?
Porque mesmo sendo fã da saga, acho a base um tanto machista. Parece que America é obrigada a escolher um dos dois; todas essas moças disputando o coração de um homem (sim, elas também querem o poder, a fama e a riqueza, mas a premissa é "casar com o Príncipe"); todas as mulheres no livro quando conversam entre si parecem só abordar assuntos como homens, futilidades, vestidos e poucos assuntos diferentes, como política ou história. Digo (novamente) que amo a série, mas falta um pouco mais de feminismo. Torço para America se rebelar e chocar a todos, até os leitores!
E o cargo de Princesa, será que America o quer - e estaria preparada para assumi-lo? E mesmo que anseie por ser a Princesa e ter a chance de mudar vidas, estará realmente ela entre as preferidas de Maxon (e do Rei e da Rainha)?

Talvez America devesse se apossar da coroa conquistando Maxon/A Seleção e posteriormente dar um golpe de estado e ser a soberana amada pelo povo; ou ser Princesa casando-se com Maxon e mantendo Aspen como seu amante e guarda pessoal! (brincadeira, mas seriam boas opções de final).

Comprar:
Impresso: FNAC | Livraria Cultura | Livraria da Travessa | Livraria Saraiva | Submarino
Combo A Seleção + A Elite no Submarino
e-Book: Livraria Cultura | Livraria Saraiva

Trilha sonora oficial:
(quase) completa; feita pela autora.

A Elite/The Elite by Tatiana Jiménez Inda on Grooveshark


O próximo livro...
The One está previsto pela autora para ser publicado em 04 de maio de 2014. E ainda não existe capa oficial. As que circulam na internet são feitas por fãs. Nós, fãs, vamos ter de esperar!



A autora:
Nasceu em 1981, na Carolina do Sul, Estados Unidos. Formou-se em história na Universidade de Radford, na Virginia, e publicou seu primeiro livro, The Siren, em 2009, em uma edição independente.
Beijou aproximadamente catorze garotos em sua vida, mas nenhum deles era um príncipe.
Website | Facebook | Twitter | Youtube



Instagram @leitoraviciada

Skoob

Online

Siga por e-mail