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4 de março de 2013

Lançamentos de 1º de março da Companhia das Letras

Lançamentos do dia 1º de março de 2013 da Companhia das Letras:

Segredo de família, de Eric Heuvel (Trad. Érico Assis)
Quando Jeroen vai ao sótão da avó Helena procurar algo interessante para vender, ele descobre o livro de recortes que ela manteve durante a Segunda Guerra Mundial. O livro desperta memórias dolorosas, e a leva a contar pela primeira vez como foi ser uma menina em Amsterdam durante a ocupação alemã da Holanda e sobre a perda de sua melhor amiga, a judia Esther. Após ouvir a história, porém, Jeroen fará uma descoberta surpreendente. Nesta envolvente graphic novel, fiel aos acontecimentos históricos, pessoas comuns assumem papéis variados — vítima, observador, colaborador, criminoso — e têm que tomar as decisões mais importantes e difíceis da vida.

Toda poesia, de Paulo Leminski
A poesia de Paulo Leminski promove — com inteligência e sensibilidade — o encontro de muitos contrários: o rigor e a emoção, a erudição e a leveza, a vanguarda e o pop. Não por acaso Leminski é um dos autores que, tendo florescido nos anos 1970, continua influenciando poetas e letristas das novas gerações. Esta edição reúne pela primeira vez toda a poesia já publicada do autor curitibano, mestre do verso lapidar e da astúcia. Livros hoje clássicos como Caprichos e relaxos, e La vie en close, além de títulos raros como Quarenta clics em Curitiba estão agora novamente à disposição dos leitores com inédito apuro editorial.

Todos os poemas, de Paul Auster (Trad. Caetano W. Galindo)
No final da década de 1970, Paul Auster ainda era um nome quase desconhecido das letras norte-americanas. Havia publicado somente algumas coletâneas de poemas, com escassa repercussão fora dos círculos de connaisseurs agrupados em torno de revistas especializadas, tais como Daimone The Mysterious Barricades. Poucos anos depois, o jovem poeta seria catapultado à fama internacional com o grande êxito de público e crítica dos romances filosófico-policiais da Trilogia de New York, que inauguraram uma brilhante carreira na prosa de ficção. À diferença dos escritores que iniciam suas carreiras com a composição de poemas e costumam renegar sua produção juvenil quando se tornam ficcionistas consagrados, Auster não se esqueceu dos versos que ganharam versão para o português pelo mesmo tradutor do Ulysses de James Joyce, com que se lançou na exploração da escrita literária. Ao contrário, o autor de Timbuktu costuma ressaltar a relevância pessoal e estética de sua poesia. “Continuo muito ligado à poesia que escrevi [...]. Pensando bem, pode ser a melhor coisa que eu já fiz”, como afirmou em entrevista na década de 1990.


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