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22 de maio de 2012

Relatos de Leitores Viciados na Revista Innovative: Leitora Viciada participa!

Oi, Leitores Viciados? Vocês conhecem a coluna da Revista Innovative, Relatos de Leitores Viciados? A cada postagem, um leitor diferente conta sua história em relação a um livro, como foi que ele chegou às suas mãos, a sua história de amor com ele, sua reação ao lê-lo... é muito interessante.




Eu participo dessa vez com o meu relato. O livro escolhido foi As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley, lido a primeira vez em 1997, qunado eu tinha 13 anos de idade. Não deixem de ler a minha contribuição, por favor.

Obrigada, Revista Innovative, pelo convite!


O relato:
Por Tatiana Jimenez
blogueira no Leitora Viciada

Primeiramente, agradeço a Camille pelo convite. Contar o meu relato de Leitora Viciada é um enorme prazer. Minha história é a paixão pela principal obra da autora Marion Zimmer Bradley: As Brumas de Avalon, no Brasil publicada em quatro volumes.

Retornando a 1997, quando eu tinha treze anos de idade, eu era fanática por histórias em quadrinhos (tudo bem, eu ainda sou) e eu lia e colecionava tudo de X-Men e outros super-heróis. Me permitam contar um pouco de minha vida de leitora: minha casa parecia um sebo, de tantos gibis e livros espalhados. Chegamos a ter quase dois mil exemplares. Eram muitas prateleiras e duas estantes grandes. Meu pai, meu avô e meu tio-avô trabalharam por anos em editoras, como a Abril, a Record e a extinta Vecchi – então minha mãe ganhava muitos livros!

Ela era a leitora mais viciada que já vi na vida e passou o hábito para as filhas. Desde antes de aprender a ler eu já havia decorado inúmeros livros infantis. Possuía várias coleções infantis maravilhosas! Então, sempre fui leitora. No começo, livros infantis, livros que a escola pedia para ler, histórias em quadrinhos… A minha escola era dotada de uma biblioteca ótima, onde pude ler muito, com destaque para a série Vagalume da Ática. Ah, e o sebo e banca de jornal perto de casa! Parada obrigatória no mínimo uma vez por semana.

Mas falando de As Brumas de Avalon, minha mãe de vez em quando comentava sobre a obra, era só ver algo ligado ao Rei Artur e companhia. Dizia que seus livros estavam com a minha tia.

Eu estava lendo uma grande saga dos X-Men chamada A Era do Apocalipse. Um arco fechado de histórias que durou vários meses e o presente era modificado, uma pessoa voltou ao passado e matou por engano o Professor Xavier, líder dos X-Men, antes dele ter criado a escola e a equipe. Certo, a história não interessa, o importante é que por ser um ciclo completo e não haver a necessidade da leitura de toda a cronologia das HQs, minha mãe resolveu ler a saga como passatempo.

Ela disse que eu já assistia a filmes para maiores, lia sequências de quadrinhos longas e compreendia tudo muito bem. E que estava na hora de dar um passo na vida como leitora, que deveria ir além dos livros juvenis e gibis. Ela comentou também que um triângulo amoroso presente em A Era do Apocalipse se parecia bastante com o relacionamento de Artur, Guinevere e Lancelot em As Brumas de Avalon. E minha mãe veio novamente mencionar a nostalgia dos livros… Eu fiquei muito interessada!

Minha mãe telefonou para minha tia perguntando sobre os livros, e ela disse que estavam emprestados com outro irmão delas. Falaram com ele e descobriram que os livros foram parar no lixo! Estariam ocupando espaço na casa dele. Nem preciso explicar como minha mãe e minha tia se sentiram, né?

Começou a procura pelos livros. A primeira tentativa foi no sebo próximo de casa. Nada de As Brumas de Avalon por lá. Fomos ao centro da cidade (morávamos no Rio) em livrarias e sebos. Os exemplares novos eram muito caros. O preço nem chegava perto do valor atual, muito menos tínhamos essas promoções fantásticas do Submarino. Nos sebos, encontramos os volumes dois e três e não estavam nada convidativos, eram exemplares bem surradinhos. E nem sonhávamos com Mercado Livre, Estante Virtual ou similares para pesquisarmos por usados. Na verdade, ninguém na minha família naquela época possuía computador e conexão à internet. A situação era drástica.

Minha mãe pensava então em comprar um volume de cada vez, quando pudéssemos. Domingo, como era nosso costume, fomos checar as novidades na banca de jornal e adivinhem o que estava pendurado na lateral, com destaque? As Brumas de Avalon, volume um: A Senhora da Magia. Sério! Uma edição de banca da Altaya/Record, em capa dura e papel de baixa qualidade. Porém o texto era integral e o preço muito convidativo! Era uma coleção lançada semanalmente: Supersellers. Uma grande diferença de preço em relação à livraria. Compramos e reservamos os seguintes volumes.

Terminei a leitura antes de o segundo volume chegar à banca e minha mãe releu tudo. Eu adorei minha primeira leitura “adulta”, me senti o máximo. Eu e minha mãe tivemos muitas conversas sobre As Brumas de Avalon, que se tornou meu livro preferido. Até hoje. Sou fã da autora e possuo quase todos os livros dela publicados no Brasil. Gosto muito também da série Darkover.

Ano passado comprei a versão de livraria da Imago por apenas R$19,90 no Submarino. No entanto, ainda tenho a versão de banca que foi colecionada juntamente com minha mãe. É como um tesouro para mim, pois dois anos e meio depois, mamãe faleceu.

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