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24 de março de 2013

Lançamentos de 22/03/2013 da Companhia das Letras

Lançamentos do dia 22 de março de 2013 da Companhia das Letras:


O ateneu, de Raul Pompeia
A inesquecível galeria de tipos humanos imortalizada por Raul Pompeia no microcosmo do Colégio Ateneu constitui o centro deste romance, publicado originalmente em 1888 como folhetim na Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro e até hoje um marco de nossa prosa. A partir das memórias do autor como aluno do Colégio Abílio no bairro das Laranjeiras, onde estudou entre 1873 e 1877, o romance narra as experiências de Sérgio, um tímido garoto de onze anos como aluno interno no Colégio Ateneu. Esta edição de O Ateneu conta com texto introdutório de Pedro Meira Monteiro, doutor em Teoria e História Literária pela Unicamp e professor no Departamento de Espanhol e Português na Universidade Princeton, além de detalhada cronologia biográfica do autor.

Os dias lindos, de Carlos Drummond de Andrade
Contos, crônicas, causos e um mar de pequenas histórias dão forma a um dos livros mais queridos e sempre lembrados da prosa do mineiro Carlos Drummond de Andrade. Com sua investigação — sempre gentil, arguta e inventiva — sobre o poder da linguagem  em nosso cotidiano, Os dias lindos traz uma prosa poderosa, mas nunca forçosa ou altissonante, para falar das gentes e dos costumes do Brasil.

A oficina das borboletas, de Gioconda Belli (Trad. Julia Bussius)
Há muito tempo, quando vários animais e plantas não existiam, os criadores de todas as coisas trabalhavam dia e noite. Eles seguiam uma lei muito rígida: os inventores dos cães só podiam criar cães, os dos arbustos só podiam fazer arbustos e assim por diante. Rodolfo, responsável por fazer alguns insetos sem graça, como moscas, grilos, formigas, não se conformava com essa regra. Seu maior sonho era dar vida a uma outra criatura, que fosse ao mesmo tempo leve como um pássaro e bela como uma flor. Até que, um dia qualquer, ele sentou à beira do lago e viu um beija-flor em pleno voo. Então teve uma ideia…

Território da emoção, de Moacyr Scliar
As paixões da vida de Moacyr Scliar estão todas nestas crônicas, escritas alegremente, ao sabor do pensamento. Elas talvez se resumam a uma só: a palavra, ao mesmo tempo sede da memória, do conhecimento e da criação. Para Scliar, a palavra que entende e se articula no discurso é a mesma na medicina e na literatura; enquanto a palavra da ciência descreve a causa e o funcionamento das coisas, a da memória e da paixão se traduz em literatura. Outros temas de Scliar permeiam estas crônicas saborosas, pontuadas pelo humor sem travo, malicioso e cúmplice de Scliar. Um deles é a psicanálise. Com ela, Freud criou uma ciência capaz de desenhar a alma e expor a fonte das palavras — e com estas curá-la. E compareceram personagens insignes, muitos deles médicos sanitaristas, como Noel Nutels e Oswaldo Cruz, outros médicos escritores, como Thomas Mann, Tolstói e Molière. Todos eles estão atrás das “pequenas ressurreições” que redimem o homem do “aguilhão da morte”. A palavra, na medicina como na literatura, é capaz de operar esse prodígio.




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