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7 de março de 2014

A Queda do Governador: parte um, The Walking Dead 3, Robert Kirkman e Jay Bonasinga, Galera Record

A Queda do Governador: parte um (The Fall of the Governor: part one)
Série The Walking Dead - livro 3
Robert Kirkman e Jay Bonasinga - Galera Record
Tradução: Mariana Kohnert
265 páginas - 2014 - R$35,00
Não recomendado para menores.

Sinopse:
"A franquia de zumbis mais celebrada da década está de volta. O terceiro — e último — livro promete contar em detalhes o destino desse que é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Com seu senso doentio e muito particular de justiça, ele força prisioneiros a lutarem contra zumbis em uma arena, para delírio dos moradores entediados. A queda do Governador dá continuação à história de ação e horror. Personagens icônicos das tirinhas que deram origem à série de TV, como Rick, Michonne e Glenn vão finalmente fazer sua estreia no palco do pesadelo zumbi. E fãs poderão vê-los sob uma nova e assustadora luz.
Com milhões de fãs no mundo todo, a série de TV The Walking Dead é uma das mais assistidas da atualidade; a série tem um dos mais impressionantes variação nos espectadores, tendo fãs de 14 a 60 anos."

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Resenha:
Sou fã de The Walking Dead. Amo a série televisiva (responsável pela explosão do sucesso da franquia), estando em dia com todos os episódios; gosto muito das histórias em quadrinhos (a origem de tudo), mas estou em débito com a leitura, mesmo tendo lido boa parte do conteúdo; li todos os livros já publicados no Brasil e confesso: É dos livros que gosto mais.
Vocês podem ler as resenhas dos livros anteriores: A Ascensão do Governador e O Caminho para Woodbury.
Esta resenha é referente à primeira parte do terceiro livro de The Walking Dead; meu ponto de vista como leitora e fã. No entanto, não me sinto preparada para avaliar o livro (apenas uma minúscula fatia de um universo tão multimídia e vasto); por outro lado não consigo deixar de recomendá-lo e fazer uma simples avaliação.
E caso você conheça pouco ou nada do universo The Walking Dead, não se preocupe: Qualquer um pode acompanhar os livros e compreender perfeitamente a história. Não precisa assistir à série ou ler as HQs.


Primeiramente, acho a série de livros mais fiel às histórias em quadrinhos que à série de televisão. Mesmo assim, não importa que tipo de fã você seja (da TV ou das HQs); se você realmente se envolve fortemente à saga, a leitura passa a ser um tesouro. Um importante complemento que traz fatos inéditos, segredos e novas visões e pontos de vista sobre os eventos. Até mesmo outras formas como tudo ocorreu - por isso quem não conhece The Walking Dead aproveita tanto quanto quem conhece.
É uma ironia: Gosto de encontrar ligações entre todas as plataformas, porém ao mesmo tempo, prefiro degustá-las separadamente, como se cada uma fosse uma versão diferente, afinal são mídias diferentes, formas de se contar a história distintas. Essa é a chave para usufruir o máximo possível dos livros: Pense neles como extras especiais e misture/separe as coisas. Parece complicado, mas não é, na verdade é divertido e recompensador.

The Walking Dead nos leva às mais variadas reflexões sobre a essência, caráter e ética dos seres humanos. Refletimos sobre o lado psicológico, não apenas da ação e de como a luta pela sua sobrevivência (e daqueles que você ama) pode transformar qualquer um - para o bem ou para o mal. Até porque isso pode apenas ser um ponto de vista, visto que as regras e a sociedade se modificaram. O apocalipse zumbi e o surto do vírus é apenas o artifício utilizado pelo Robert Kirkman para explorar ao máximo o ser humano, as diversas facetas que podemos assumir quando em risco total.
O que mais gosto é esse fio fraco entre sanidade e loucura que afeta às personagens. Não as julgo, apenas aproveito suas ações para refletir sobre a complexidade e loucura humana.
Antes de qualquer característica, The Walking Dead é uma série de thriller psicológico bastante violenta, chocante e que, por acaso, possui zumbis.

A capa ficou o máximo: Sangue, zumbis, um cenário conhecido dos leitores e um tapa-olho caído em meio a manchas de sangue e sujeira. E zumbis, muitos. Errantes, walkers, mordedores, mortos-vivos - escolha a forma preferida de nomear esses seres em decomposição que já foram humanos um dia e agora vivem em hordas andantes, incansáveis, podres e comedoras de carnes, vísceras e ossos.
O primeiro livro mostra quem é verdadeiramente o Governador e como ele conquistou esse título na comunidade Woodbury. O segundo volume mostra a trajetória e desenvolvimento de Lilly até chegar ao local e conhecer o funcionamento do mesmo. O terceiro (primeira parte dele) é sobre como o Governador reage à chegada de novas pessoas ao local e como Lilly tem sobrevivido após as últimas circunstâncias.

Assim como os volumes anteriores, o livro me agarrou. Eu o li em dois dias e fiquei chateada por ter que pausar a leitura para realizar minhas tarefas do cotidiano.
Dessa vez o livro começa um pouco mais parado e devagar que o normal. Embora seja a primeira de duas partes, ainda assim ele é subdividido: Dezoito capítulos em duas partes intituladas A Reunião e Hora do Show.
De repente a falsa estabilidade de Woodbury é abalada e o enredo começa a se desenvolver de forma mais frenética. Novos moradores surgem, outros ganham mais ou menos destaque. Lilly está em conflito terrível após os acontecimentos passados e procura por paz pessoal. Ela era a minha aposta feminina na história, mas eis que surgem personagens conhecidas do público: Rick, Glenn e Michonne - e esta última sim é a mulher que rouba a cena e se torna a figura central. Compete pela atenção do leitor com o grandioso Governador, o sociopata que odiamos, mas amamos cada cena em que ele está presente.


Se antes o nível de violência era moderado, dessa vez torna-se elevado. Menos matança de zumbis, mais violência de humano contra humano. Em certos momentos toda essa violência torna-se surreal, assustadora, surpreendente. Os zumbis até passam despercebidos até parecerem superficialmente uma ameaça fraca e sem importância quando os próprios humanos estão se atingindo de modo desenfreado e brutal. O livro é muito violento e as descrições são mais que sanguinárias, são detalhadamente ferozes, metódicas e espanta.

A narrativa continua em terceira pessoa, com mudanças constantes de pontos de vista. Ora o narrador é frio, calculista; ora é emotivo e sentimental. Isso proporciona a exploração máxima dos acontecimentos, tanto da ação quanto do lado psicológico.
As cenas de ação são bem-escritas, a criatividade em como zumbis são cortados e explodidos é enorme, ou seja, nada repetitivo. E cientificamente elaboradas, pois os autores devem ter verificado um mínimo de anatomia e neuroanatomia para rachar crânios e rasgar corpos.
Continuei me divertindo com os pedaços de zumbis circulando, porém quando os humanos começaram a ser os alvos... Gelei um pouco. Pode ser mórbido, mas como é ficção para entreter, acabei entrando no clima, meu estômago parou de ser atingido e me distraí bastante com o lado mais sombrio da história.

Rick e Glenn, pelo menos nessa primeira parte, são secundários. No entanto, tenho certeza que é apenas um aquecimento para a segunda parte de A Queda do Governador. Desconfio que será mais épica que a versão televisiva - e sem censuras! Afinal, mesmo o público sendo adulto, existe muita censura na série de TV. Espero que no livro não tenha nenhuma.
Já Michonne, conforme expliquei é o destaque ao lado do Governador. Personagens fabulosas.
Doutor Stevens e sua ajudante Alice crescem mostrando novas facetas; Martinez continua importante, porém torna-se curioso e coringa, o que esperar dele? Bob e outros também estão presentes, mas bem menos que Lilly - esta é a melhor versão da personagem (superior à TV e às HQs e segundo o criador, a "verdadeira"!).

Espero que na segunda parte o nível de violência se mantenha ou cresça, juntamente com a ação e o terror psicológico. Espero ver participação maior de Rick e algo de Maggie, Carl e Daryl (muito, muito!).
A parte negativa do livro? Estou inconformada com ele ter sido dividido em duas partes. Terminei e estou abalada desejando a parte dois. O livro é fino e, mesmo sem saber quantas páginas terá a parte dois, eu o queria em volume único. Compreendo que isso foi feito pensando nos fãs da TV, pois nem todos são leitores frequentes e poderiam se assustar com a grossura do livro. Eu preferiria volume único, mas admiro a editora brasileira por se manter fiel à série, publicando-a com as mesmas capas e mantendo a ordem e estrutura. Um trabalho primoroso da Galera Record, que se estende à tradução, revisão e diagramação.

Estou bastante ansiosa pela parte final.
Em língua inglesa a parte dois de A Queda do Governador tem previsão para ser publicada em março de 2014 e parece que será o último volume. Não sei se essa informação é definitiva, porque eu adoraria mais livros, mesmo que não fossem continuações e sim apenas extras (spin-offs).
Um conjunto gigante de perguntas continua na minha mente sobre a mitologia de The Walking Dead. Me fascina e busco por respostas. Imperdível, quanto mais você lê/assiste, mais anseia por histórias novas.



Os autores:


Robert Kirkman é um roteirista de histórias em quadrinhos, conhecido por seus trabalhos para The Walking Dead e Invencível, ambos para a Skybound e a Image Comics, da qual é um dos cinco sócios. Ele também colaborou com o co-fundador da Image Comics Todd McFarlane na série Haunt.
Robert é produtor executivo do seriado homônimo exibido pela AMC (The Walking Dead) e escritor principal da série de livros (também de The Walking Dead).

Jay Bonansinga é escreveu inúmeros livros de terror, vários aclamados pela crítica. Entre seus trabalhos estão Perfect Victim, Shattered, Twisted e Frozen.
Seu livro de estreia The Black Mariah, foi finalista do Bram Stoker Award.
Co-escreveu os livros The Walking Dead.

Os livros anteriores:

A Ascensão do Governador (Rise of Governor)
Série The Walking Dead - livro 1
Robert Kirkman e Jay Bonansinga - Galera Record
Tradução: Gabriel Zide Neto
364 páginas - Ano: 2012 - R$38,00
Não recomendado para menores.

Sinopse:
"No universo de The Walking Dead, não existe vilão maior do que o Governador, o déspota que comanda a cidade de Woodbury. Eleito pela revista americana Wizard como “Vilão do ano”, ele é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Neste romance os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian que, com outros dois amigos, irão cruzar cidades desoladas pelo apocalipse zumbi em busca da salvação."

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O Caminho para Woodbury (The Road to Woodbury)
Série The Walking Dead - livro 2
Robert Kirkman e Jay Bonansinga - Galera Record
Tradução: Joana Faro
336 páginas - Ano: 2013 - R$35,00
Não recomendado para menores.

Sinopse:
"Há alguns meses que Philip Blake, o temido e ao mesmo tempo adorado Governador, organizou Woodbury para que a cidade murada fosse um local seguro no qual as pessoas pudessem viver em paz em meio ao apocalipse zumbi. E paz e segurança é tudo que Lilly Caul, que tenta desesperadamente sobreviver a cada dia que nasce, quer. Porém, mal sabe ela que seguir em direção a Woodbury é estar a um passo do perigo. Uma horda de errantes famintos não é nada perto do que se pode encontrar por lá."

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Curiosidades:
As histórias em quadrinhos:
Foi onde o universo The Walkind Dead nasceu. Antes dos livros, série televisiva e games, The Walking Dead já existia.
The Walking Dead é uma publicação mensal histórias em quadrinhos nos Estados Unidos pela Image Comics desde 2003.
A história foi criada e escrita por Robert Kirkman e o desenhista Tony Moore, substituído por Charlie Adlard a partir da edição número 7, mas que continuou a desenhar as capas até a edição número 24.
A série narra a história de um grupo de pessoas tentando sobreviver em um mundo atingido por um apocalipse zumbi.
No Brasil a série é publicada pela HQM Editora.

A série não teve grandes vendas durante seu lançamento, mas ganhou grande popularidade posteriormente.
Em 2006, a primeira tiragem da trigésima terceira edição da série esgotou em apenas 24 horas.
Em 2010 a série ganhou o prêmio Eisner Award de Melhor série contínua, anunciado na San Diego Comic-Con - o melhor prêmio que uma HQ pode receber.
A série já ultrapassou a marca de uma centena de edições e sua versão encadernada mais de vinte.


A série televisiva:
The Walking Dead é uma série de televisão do canal AMC pós-apocalíptica estadunidense, desenvolvida por Frank Darabont baseada na série de quadrinhos de mesmo nome por Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard.

The Walking Dead conta a história dos meses que se seguem após um apocalipse zumbi pandêmico e acompanha um grupo de sobreviventes, chefiado pelo agente da polícia Rick Grimes, que viaja em busca de um local seguro. Mas a constante pressão da luta contra a morte diária torna-se um fardo bastante pesado, fazendo com que algumas pessoas desçam ao mais baixo nível da crueldade. O medo arrebatador dos sobreviventes pode ser bem mais perigoso que os zumbis que vagueiam pelo nosso planeta.


A série é transmitida desde 2010 e está na quarta temporada. A quinta já foi confirmada! No Brasil a série é transmitida pela Fox na TV paga e pela Band na TV aberta.

Observação: The Walking Dead é uma franquia que atinge games e diversos tipos de brinquedos e objetos colecionáveis. Sucesso!


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