Dia Internacional da Mulher #01: 20 Biografias de Mulheres Inspiradoras

Inaugurando as postagens especiais em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), uma lista com dicas de leitura especial! Confira 20 livros de memórias ou biográficos com histórias reais inspiradoras e interessantes sobre mulheres variadas.



Eu Sou Malala: a História das Garota que Defendeu o Direito à Educação e Foi Baleada pelo Talibã
Malala Yousafzai e Christina Lamb, Companhia das Letras | comprar na Amazon


"Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.
Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz.
Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. “Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo."



Infiel: a História de uma Mulher que Desafiou o Islã
Ayaan Hirsi Ali , Companhia das Letras | comprar na Amazon

"Em novembro de 2004, o cineasta Theo van Gogh foi morto a tiros em Amsterdã por um marroquino, que em seguida o degolou e lhe cravou no peito uma carta em que anunciava sua próxima vítima: Ayaan Hirsi Ali, que fizera ao lado de Theo o filme Submissão, sobre a situação da mulher muçulmana. E assim essa jovem exilada somali, eleita deputada do parlamento holandês e conhecida na Holanda por sua luta pelos direitos da mulher muçulmana e por suas críticas ao fundamentalismo islâmico, tornou-se famosa mundialmente. No ano seguinte, a revista Time a incluiu entre as cem pessoas mais influentes do mundo.
Como foi possível para uma mulher nascida em um dos países mais miseráveis e dilacerados da África chegar a essa notoriedade no Ocidente? Em Infiel, sua autobiografia precoce, Ayaan, aos 37 anos, narra a impressionante trajetória de sua vida, desde a infância tradicional muçulmana na Somália, até o despertar intelectual na Holanda e a existência cercada de guarda-costas no Ocidente. É uma vida de horrores, marcada pela circuncisão feminina aos cinco anos de idade, surras frequentes e brutais da mãe, e um espancamento por um pregador do Alcorão que lhe causou uma fratura do crânio. É também uma vida de exílios, pois seu pai, quase sempre ausente, era um importante opositor da ditadura de Siad Barré: a família fugiu para a Arábia Saudita, depois Etiópia, e fixou-se finalmente no Quênia. Obrigada a frequentar escolas em muitas línguas diferentes e a conviver com costumes que iam do rigor muçulmano da Arábia (onde as mulheres não saíam à rua sem a companhia de um homem) à mistura cultural do Quênia, a adolescente Ayaan chegou a aderir ao fundamentalismo islâmico como forma de manter sua identidade.
Mas a guerra fratricida entre os clãs da Somália e a perspectiva de ser obrigada a casar com um desconhecido escolhido por seu pai, conforme uma tradição que ela questionava, mudaram a sua vida e ela acabou fugindo e se exilando na Holanda. Ayaan descobre então os valores ocidentais iluministas da liberdade, igualdade e democracia liberal, e passa a adotar uma visão cada vez mais crítica do islamismo ortodoxo, concentrando-se especialmente na situação de opressão e violência contra a mulher na sociedade muçulmana."


O Diário de Anne Frank
Anne Frank, Record | comprar na Amazon


"Anne Frank, foi uma adolescente alemã de origem judaica que se tornou mundialmente conhecida por ter escrito um diário, posteriormente transformado em livro. Em princípio seria apenas um diário como o de milhares de adolescentes, mas neste caso específico tratava-se de um relato direto do período de 25 meses em que ficou escondida para não ser capturada pelos nazistas. O valor da história contada em O Diário de Anne Frank, transcende aspectos literários. Trata-se de um documento histórico por retratar o cotidiano de pessoas comuns que tiveram suas vidas brutalmente transformadas pelo Nazismo. O livro, agora em formato ebook, já vendeu mais de 30 milhões de cópias, foi publicado em mais de 60 países e está traduzido em mais de 70 idiomas. O Diário de Anne Frank é uma leitura que definitivamente vale a pena."


Resistência: a História da Mulher que Desafiou Hitler
Agnès Humbert, Nova Fronteira | comprar na Amazon


"No início da década de 1940, a Segunda Guerra Mundial se formava no horizonte e o poderio nazista ocupava cada vez mais áreas da Europa. Em Paris, uma historiadora de arte se rebela contra o governo francês e o domínio nazista e decide usar as palavras como arma de guerra. Resistência conta a história real e emocionante de Agnès Humbert, que se tornou uma das maiores vozes da resistência anti-nazista na Europa e um ícone da luta pela liberdade de expressão em todo o mundo. Sobre o autor: Agnès Humbert nasceu em 1894 em Dieppe e casou-se com o artista Georges Sabbagh em 1916. O casal teve dois filhos e se divorciou em 1934. Em 1936, Agnès publicou um estudo influente sobre o pintor Jacques-Louis David, Louis David: peintre et conventionnel, que lhe conferiu uma ilustre reputação como historiadora de arte. No ano seguinte, foi nomeada para um cargo importante no recém-criado Museu Nacional de Artes e Tradições Populares, instituição gêmea do Museu do Homem. Após a guerra, recusou-se por princípio a reocupar o cargo do qual fora demitida por ordem de Vichy. Foi condecorada, em 1949, com a Cruz de Guerra por sua participação na Resistência e continuou a escrever livros sobre arte até sua morte, em 1963."


Para Poder Viver: a Jornada de uma Garota Norte-coreana para a Liberdade
Yeonmi Park, Companhia das Letras | comprar na Amazon


"Yeonmi Park não sonhava com a liberdade quando fugiu da Coreia do Norte. Ela nem sequer conhecia o significado dessa palavra. Tudo o que sabia era que fugir era a única maneira de sobreviver. Se ela e sua família ficassem na terra natal, todos morreriam - de fome, adoentados ou mesmo executados. Park cresceu achando normal que seus vizinhos desaparecessem de repente. Acostumou-se a ingerir plantas selvagens na falta de comida. Acreditava que o líder de seu país era capaz de ler seus pensamentos.
Aos treze anos, quando a fome e a prisão do pai tornaram a vida impossível, Yeonmi deixou a Coreia da Norte. Era o começo de um périplo que a levaria pelo submundo chinês de traficantes e contrabandistas de pessoas, a uma travessia pela China através do deserto de Gobi até a Mongólia, à entrada na Coreia do Sul e, enfim, à liberdade.
Neste livro, Yeonmi conta essa história impressionante pela primeira vez. Uma história repleta de coragem, dignidade - e até humor. Para poder viver é um testamento da perseverança do espírito humano. Até que ponto estamos dispostos a sofrer em nome da liberdade? Poucas vezes a resposta foi dada de modo tão eloquente."


Primeiro Mataram meu Pai
Loung Ung, HarperCollins Brasil | comprar na Amazon


"Filha de um oficial de alto escalão do governo, Loung Ung teve uma vida privilegiada na capital do Camboja, Phnom Penh, até os cinco anos de idade. Porém, em abril de 1974, o ditador Pol Pot assumiu o poder e liderou um dos regimes mais atrozes da história: o Khmer Vermelho. O exército invadiu a cidade, obrigando a família de Loung a fugir e, eventualmente, a se separar. Enquanto Loung se torna uma criança-soldado, seus irmãos passam a viver em um campo de trabalhos forçados.
Primeiro mataram meu pai conta a jornada de Loung e de sua família durante esses anos terríveis. Contudo, este não é um mero relato sobre os horrores de uma ditadura. Sua história é o testemunho da força do espírito humano, capaz de manter a esperança e o amor vivos mesmo em meio à tragédia."


Sobrevivi... Posso Contar
Maria da Penha, Armazém da Cultura | comprar na Amazon


"O livro Sobrevivi...posso contar relata a vida da autora que sofreu uma cruel, dolorosa e covarde violência. Maria da Penha oferece sua história como uma forma de contribuir com transformações urgentes, pelos direitos das mulheres a uma vida sem violência.História que muito tempo depois a tornou protagonista de um caso de litígio internacional emblemático para o acesso à Justiça e para a luta contra a impunidade em relação à violência doméstica e violência familiar contra as mulheres no Brasil.Ícone dessa causa, sua vida está hoje também simbolicamente subscrita e marcada sob a lei número 11.340 ou lei Maria da Penha."


Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada
Carolina Maria de Jesus, Ática | comprar na Amazon


"O diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus deu origem à este livro, que relata o cotidiano triste e cruel da vida na favela. A linguagem simples, mas contundente, comove o leitor pelo realismo e pelo olhar sensível na hora de contar o que viu, viveu e sentiu nos anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com três filhos."


Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola
Maya Angelou, Astral Cultural | comprar na Amazon


"Racismo. Abuso. Libertação. A vida de Marguerite Ann Johnson foi marcada por essas três palavras. A garota negra, criada no sul por sua avó paterna, carregou consigo um enorme fardo que foi aliviado apenas pela literatura e por tudo aquilo que ela pôde lhe trazer: conforto através das palavras. Dessa forma, Maya, como era carinhosamente chamada, escreve para exibir sua voz e libertar-se das grades que foram colocadas em sua vida. As lembranças dolorosas e as descobertas de Angelou estão contidas e eternizadas nas páginas desta obra densa e necessária, dando voz aos jovens que um dia foram, assim como ela, fadados a uma vida dura e cheia de preconceitos. Com uma escrita poética e poderosa, a obra toca, emociona e transforma profundamente o espírito e o pensamento de quem a lê."


Fome: uma Autobiografia do (meu) Corpo
Roxane Gay, Globo Livros | comprar na Amazon


"Nesta autobiografia escrita com sinceridade impressionante, a autora best-seller Roxane Gay fala sobre como, após sofrer um abuso sexual aos doze anos, passou a utilizar seu próprio corpo como um esconderijo contra os seus piores medos. Ao comer compulsivamente para afastar os olhares alheios, por anos Roxane guardou sua história apenas para si. Até conceber este livro. Esta não é uma narrativa bem-sucedida de perda de peso. E este também não é um livro que Roxane gostaria de escrever. Entretanto, é uma história que precisa ser contada, e ela o faz com seu estilo contundente e impetuoso, ainda que dotado de um humor mordaz, características que a tornaram uma das vozes mais marcantes de sua geração. "Fome" é um relato ousado, doloroso e arrebatador."


Livre: A Jornada de uma Mulher em Busca do Recomeço
Cheryl Strayed, Objetiva | comprar na Amazon


"Aos 22 anos, Cheryl Strayed achou que tivesse perdido tudo. Após a repentina morte da mãe, a família se distanciou e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: caminhar sozinha cerca de 1.770 quilômetros pela costa oeste dos Estados Unidos, do deserto de Mojave, no sul da Califórnia, atravessando Oregon até o estado de Washington. Cheryl não tinha experiência em caminhadas de longa distância e a trilha era pouco mais que uma linha num mapa. Mas guardava uma promessa - a promessa de juntar os pedaços de uma vida em ruínas. O relato de Cheryl captura a agonia, tanto física quanto mental, de sua incrível jornada; como a enlouqueceu e assustou e, principalmente, como a fortaleceu. Livre é uma história de sobrevivência e redenção, um retrato pungente do que a vida tem de pior e de melhor."


Frida: a Biografia
Hayden Herrera, Biblioteca Azul | comprar na Amazon


"Todo mundo conhece Frida Kahlo, cuja imagem, de olhar complexo sob sobrancelhas espessas, cabelos negros e roupas coloridas, é quase tão difundida quanto a de Che Guevara. Todo mundo sabe que sofreu um gravíssimo acidente na juventude, que foi casada com o grande muralista Diego Rivera, e que foi amante de Leon Trotsky. Todo mundo sabe que tinha ideias radicais em política e hábitos modernos na vida, que pintava de modo radicalmente pessoal, e que teve uma existência tão tumultuada quanto o século XX em que viveu. O que poucos sabem é que tudo o que quase todo mundo sabe sobre Frida Kahlo está longe de resumir sua vida, ou de revelar a mulher por trás do ícone da arte latino-americana moderna.
Finalmente traduzida para o português, Frida – a biografia foi um dos grandes impulsionadores do revival da artista nos Estados Unidos e em todo o mundo a partir de 1983. Como sintetizou a crítica, “Por meio de sua arte, Kahlo fez de si mesma uma artista e um ícone; por meio desta biografia, ganhou também dimensão humana”. Escrito por Hayden Herrera, reconhecida historiadora da arte, o livro traz, além da intimidade da história de Frida, detalhadas descrições e interpretações dos quadros de Kahlo, escritas com o rigor e a acuidade de uma especialista, mas também com a clareza, a fluidez e a sedução de uma amante dessa arte."


Minha História
Michelle Obama, Objetiva | comprar na Amazon


"Um relato íntimo, poderoso e inspirador da ex-primeira-dama dos Estados Unidos.
Com uma vida repleta de realizações significativas, Michelle Obama se consolidou como uma das mulheres mais icônicas e cativantes de nosso tempo. Como primeira-dama dos Estados Unidos — a primeira afro-americana a ocupar essa posição —, ela ajudou a criar a mais acolhedora e inclusiva Casa Branca da história. Ao mesmo tempo, se posicionou como uma poderosa porta-voz das mulheres e meninas nos Estados Unidos e ao redor do mundo, mudando drasticamente a forma como as famílias levam suas vidas em busca de um modelo mais saudável e ativo, e se posicionando ao lado de seu marido durante os anos em que Obama presidiu os Estados Unidos em alguns dos momentos mais angustiantes da história do país. Ao longo do caminho, ela nos ensinou alguns passos de dança, arrasou no Carpool Karaoke e criou duas filhas responsáveis e centradas, apesar do impiedoso olhar da mídia.
Em suas memórias, um trabalho de profunda reflexão e com uma narrativa envolvente, Michelle Obama convida os leitores a conhecer seu mundo, recontando as experiências que a moldaram — da infância na região de South Side, em Chicago, e os seus anos como executiva tentando equilibrar as demandas da maternidade e do trabalho, ao período em que passou no endereço mais famoso do mundo. Com honestidade e uma inteligência aguçada, ela descreve seus triunfos e suas decepções, tanto públicas quanto privadas, e conta toda a sua história, conforme a viveu — em suas próprias palavras e em seus próprios termos. Reconfortante, sábio e revelador, Minha história traz um relato íntimo e singular, de uma mulher com alma e consistência que desafiou constantemente as expectativas — e cuja história nos inspira a fazer o mesmo."


Nujeen: A Incrível Jornada de uma Garota que Fugiu da Guerra na Síria em uma Cadeira de Rodas
Nujeen Mustafa e Christina Lamb, Universo dos Livros | comprar na Amazon


"A emocionante jornada de uma garota que fugiu da guerra na Síria em uma cadeira de rodas e se tornou inspiração para milhares de pessoas em meio a uma tragédia humanitária. Escrito pela mesma coautora de “Eu sou Malala”. Christina Lamb, premiada jornalista e coautora do best-seller Eu sou Malala, agora conta a história inspiradora de outra notável jovem heroína: Nujeen Mustafa.
A angustiante jornada de Nujeen para fugir da Síria devastada pela guerra até chegar à Alemanha é uma história empolgante de força, coragem e esperança que dá um rosto para a grande questão humanitária do nosso tempo: a crise dos refugiados sírios. Para milhões de pessoas ao redor do mundo, essa adolescente de dezessete anos personifica o melhor do espírito humano. Com a locomoção limitada à cadeira de rodas devido à paralisia cerebral e sem poder frequentar a escola na Síria por causa de sua doença, Nujeen aprendeu inglês sozinha, assistindo a novelas americanas na TV. Quando sua pequena cidade se transformou no epicentro do combate brutal entre os militantes do Estado Islâmico e os soldados curdos apoiados pelos EUA, em 2014, ela e sua família foram obrigados a fugir. Apesar de suas limitações físicas, Nujeen iniciou a árdua jornada rumo à segurança e a uma nova vida. A exaustiva odisseia de dezesseis meses incluiu viagens de ônibus e travessias em botes, através da Turquia e do Mar Mediterrâneo até a Grécia, através da Macedônia até a Sérvia e a Hungria e, finalmente, até a Alemanha.
Ainda assim, apesar de todas as dificuldades físicas, o extraordinário otimismo de Nujeen jamais esmoreceu. Ela manteve a cabeça erguida, recusando-se a ceder ao desespero ou a enxergar a si mesma como uma vítima passiva. “Você precisa lutar para conseguir o que deseja neste mundo”, disse a um repórter da BBC. A positividade e a coragem de Nujeen permeiam esta história inesquecível de uma jovem determinada a encontrar uma vida melhor para si mesma. Este é um livro de memórias poderoso e único, que retrata a crise dos refugiados sírios, ajudando-nos a entender que o mundo precisa mudar, ao mesmo tempo em que nos oferece a inspiração para transformar essa mudança em realidade.


A Vida Imortal de Henrietta Lacks
Rebecca Skloot, Companhia das Letras | comprar na Amazon


"Seu nome de batismo era Loretta Pleasant, e ninguém sabe como se tornou Henrietta. Ela era descendente de escravos e nasceu em 1920, numa fazenda de tabaco no interior da Virgínia. Aos 21 anos, emigrou com o marido, David, seu primo em primeiro grau, para os subúrbios da região de Baltimore. Aos trinta anos, mãe de cinco filhos, Henrietta descobriu que tinha câncer. Em poucos meses, um pequeno tumor no colo do útero se espalhou por seu corpo. Ela perdeu rapidamente o vigor, convertendo-se num “espécime miserável”, nas palavras impiedosas do prontuário médico do Hospital Johns Hopkins, onde se tratava e onde veio a falecer, em 1951.
No Johns Hopkins, uma amostra do colo do útero de Henrietta havia sido extraída sem o seu conhecimento, e fornecida à equipe de George Gey, chefe de pesquisa de cultura de tecidos naquela instituição. Gey demonstrou que as células cancerígenas desse tecido possuíam uma característica até então inédita: mesmo fora do corpo de Henrietta, multiplicavam-se num curto intervalo, tornando-se virtualmente imortais num meio de cultura adequado. Por causa disso, as células HeLa, batizadas com as iniciais da involuntária doadora, logo começaram a ser utilizadas nas mais variadas pesquisas em universidades e centros de tecnologia, nos Estados Unidos e no exterior. O surgimento de uma bilionária indústria de medicamentos sintéticos e as fabulosas cifras atualmente envolvidas em pesquisa genética devem-se em grande medida à comercialização das células de Henrietta. A vacina contra a poliomielite e contra o vírus HPV, vários medicamentos para o tratamento de câncer, de aids e do mal de Parkinson, por exemplo, foram obtidos com a linhagem HeLa.
Apesar disso, os responsáveis jamais deram informações adequadas à família da doadora e tampouco ofereceram qualquer compensação moral ou financeira pela massiva utilização das células. Rebecca Skloot tenta reverter esse quadro, compondo um comovente relato da vida e da morte da mulher negra e humilde cujo trágico e precoce desaparecimento mudou a história da medicina. Por meio do estreito contato mantido com filhos, netos e o viúvo de Henrietta durante a pesquisa para o livro, a autora discute com muita lucidez as delicadas e complexas questões éticas e raciais envolvidas na história. A autora criou uma fundação para onde parte dos proventos deste livro está sendo encaminhada."


A Menina da Montanha: A Trajetória Real da Americana que Pisou numa Sala de Aula pela Primeira Vez aos 17 Anos até a Conquista do Doutorado em Cambridge
Tara Westover, Rocco | comprar na Amazon


"Tara Westover tinha 17 anos quando pisou pela primeira vez numa escola. Criada nas montanhas de Idaho, nos Estados Unidos, ela cresceu preparada para enfrentar o fim do mundo. Sua casa era praticamente um abrigo antiaéreo com estoque de comida. Tara também nunca foi a um médico. A família vivia totalmente isolada da sociedade, sem ninguém para oferecer uma educação formal, ou para proteger a jovem dos ataques violentos de um irmão mais velho. Quando um dos irmãos da jovem conseguiu chegar à universidade e trouxe notícias da vida além das montanhas, Tara decidiu tentar um novo estilo de vida. Ela aprendeu, de forma autodidata, matemática, gramática e ciência, e conseguiu chegar à universidade, onde estudou psicologia, política, filosofia e história. Sua busca por conhecimento a transformou e a levou para Harvard e Cambridge. A trajetória de superação de Tara é contada em A menina da montanha, um dos mais aclamados lançamentos do ano. Narrado com ritmo e fôlego de romance, o relato autobiográfico está há 18 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times, acaba de ser eleito o livro do ano de 2018 pela Amazon e já figura entre as principais listas dos mais vendidos do Reino Unido, Canadá, Itália e Irlanda, países onde foi lançado."


Estrelas Além do Tempo
Margot Lee Shetterly, HarperCollins Brasil | comprar na Amazon


"Durante a Segunda Guerra Mundial, a incipiente indústria aeronáutica americana contratou matemáticas negras para suprir sua falta de mão de obra. Esses “computadores humanos” continuaram trabalhando para seu governo e passaram a fazer parte da NASA em uma época em que vingava a segregação racial. Elas garantiram que os Estados Unidos ganhassem a corrida especial contra a União Soviética e lutaram para realizar o sonho americano. Esta é a sua história, que chega também aos cinemas na adaptação cinematográfica estrelada por Taraji P. Henson, Janelle Monáe, Octavia Spencer, Kevin Costner, Kirsten Dunst e Jim Parsons."


Agatha Christie: Autobiografia
Agatha Christie, L&PM | comprar na Amazon


""Uma das coisas mais afortunadas que pode nos acontecer em vida é ter vivido uma infância feliz. Eu tive uma infância muito feliz.” São essas as linhas­ de abertura da Autobiografia de Agatha Christie (1890-1976), as memórias de toda a vida da romancista mais famosa e mais lida de todos os tempos, conhecida mundialmente como Rainha do Crime. Autora de mais de cem livros, a maioria dos quais romances de mistério como os já clássicos Cai o pano e Assassinato no Expresso Oriente, além de contos e peças teatrais, criadora do investigador belga Hercule Poirot e da nada ingênua Miss Jane Marple, entre dezenas de outros personagens, Christie é o exemplo máximo de escritor bem-sucedido que deixou sua marca indelével na literatura.
Tendo nascido no seio de uma família abastada, em Torquay, na Inglaterra, casou-se por paixão e trabalhou como enfermeira voluntária durante a Primeira Guerra Mundial (quando adquiriu um conhecimento sobre fármacos e substâncias químicas que lhe seria muito útil na composição dos intrincados assassinatos de seus livros); alcançou o sucesso cedo, em 1920, com a publicação do romance O misterioso caso de Styles. Seguiram-se dezenas de obras publicadas, um divórcio, um novo casamento; uma carreira triunfante como poucos escritores têm o luxo de experimentar, uma vida peculiar, repleta de viagens e experiências quase impensáveis para as mulheres de sua geração. Durante as décadas em que brindava com regularidade leitores do mundo inteiro com suas fascinantes e criativas histórias de mistério, pouco se soube sobre a vida da autora, ciosa de sua privacidade e avessa a entrevistas. Já na maturidade foi que ela começou, para sua satisfação pessoal, a redação desta Autobiografia, que seria publicada no ano seguinte à sua morte e que é, na verdade, um delicioso livro de memórias."


Os Diários de Sylvia Plath: 1950-1962
Sylvia Plath, Biblioteca Azul | comprar na Amazon


"“É impossível ‘capturar a vida’ se a gente não mantém diários.” Nesta nova edição, a Biblioteca Azul traz os diários de uma das poetas mais aclamadas do século XX, transcritos dos manuscritos originais do Smith College, além de um caderno de fotos com imagens da vida da autora. Sylvia Plath começou a escrever memórias e diários aos onze anos, o que fez até sua morte, aos trinta. A narrativa central desta edição abrange oito diários de sua vida adulta, de 1950 a 1962, dispostos separadamente, em ordem cronológica, além de quinze fragmentos de diários e cadernos de anotações, escritos entre 1951 e 1962, organizados também cronologicamente como apêndices. “Minha vida, sinto, não será vivida até que haja livros e histórias que a revivam perpetuamente no tempo”, disse Plath. Os relatos de seus anos como universitária, no Smith College, em Massachusetts, e no Newnham College, em Cambridge, o casamento com Ted Hughes e dois anos de sua vida como professora e escritora na Nova Inglaterra, além de rico material para os leitores interessados na vida da poeta, lançam uma nova luz à vasta produção poética e em prosa da autora, amplamente autobiográfica."


Memórias de Simone de Beauvoir (3 volumes)
Simone de Beauvoir, Nova Fronteira | comprar na Amazon

"Ícone do pensamento filosófico feminista e uma das principais representantes do movimento existencialista francês do século XX, Simone de Beauvoir completaria 110 anos em 2018. Em sua homenagem, a Nova Fronteira lança o box especial Memórias, com a trilogia autobiográfica da escritora e filósofa. No primeiro volume, Memórias de uma moça bem-comportada, Simone nos mostra sua infância religiosa numa família de classe média parisiense, a adolescência rebelde e a posterior devoção à literatura. Ela evoca vividamente suas amizades, seus interesses amorosos, seus mentores e o início da duradoura relação com o escritor e filósofo existencialista Jean-Paul Sartre. Já A força da idade compreende um período particularmente fecundo de sua trajetória, de 1929 a 1944, constituindo-se num relato dos anos decisivos na formação literária, filosófica e política da intelectual francesa. O terceiro volume, A força das coisas, inicia-se na Paris da Libertação, com a abordagem de acontecimentos políticos, relatos de viagens, pessoas e filmes que marcaram sua vida."

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Além desta série de posts Girl Power com dicas de leitura recomendo também que outras já publicadas aqui no blog: veja como as personagens femininas influenciam as mais jovens em Estudo da BBC mostra como a representatividade feminina nas telas pode afetar as garotas, e para quem vai assistir ao primeiro filme solo de uma super-heroína da Marvel, Mais alto, mais longe, mais veloz! A Vida da Capitã Marvel: Quem é Carol Danvers das Histórias em Quadrinhos.

Aguarde por mais postagens em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

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