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28 de setembro de 2012

Tudo O Que Ela Sempre Quis, de Barbara Freethy, Novo Conceito

Tudo O Que Ela Sempre Quis (All She Ever Wanted)
A busca por um terrível segredo pode não ser a melhor opção.
Barbara Freethy - Novo Conceito
304 páginas - Ano: 2012 - R$29,90
Tradução: Maysa Monção

Sinopse:
"Ela era a melhor amiga deles, ou assim eles pensavam — até anos mais tarde, quando seus segredos os levam a uma perigosa busca pela verdade sobre quem ela realmente fora... e por que morrera...
Dez anos atrás, em uma festa louca, a linda e estonteante Emily caminhava para sua morte, deixando suas três melhores amigos e suas "irmãs" — Natalie, Laura e Madison — devastadas. Nenhuma delas esquecera aquela noite — ou o papel que cada uma teve na morte de Emily, a culpa que as persegue e a perda que ainda sofrem.
Agora, um escritor desconhecido entra na lista dos livros mais vendidos com um romance similar à história delas. Quem é ele? Como ele sabe os detalhes íntimos de suas vidas? E por que ele está acusando uma delas como assassina? Quando eles começam a desvendar a verdade sobre a amiga em comum, irão redescobrir um amor que ela perdeu há muito tempo e descobrir segredos que vão mudar sua vida para sempre..."


Links: Skoob | Novo Conceito | degustação


Resenha:
Por mais que a capa e título do livro remetam à ideia de que a história seja romântica, ou chick-lit, aviso: é um suspense/drama leve e muito intrigante, recheado de dúvidas e reviravoltas no enredo. Não que a capa e o título não combinem com o livro. Acho que foi uma boa escolha, mas para isso o leitor precisar ler e refletir.
O suspense, apesar de ser o foco principal do estilo do livro, não chega a ter uma narrativa frenética de um thriller, não choca, mas prende a atenção.
É um suspense mais leve, mas ainda sim, tudo é inesperado! E existem situações românticas, divertidas, tristes e dramáticas. Eu adorei este livro por ser um conjunto agradável de diversidades, por instigar, emocionar e levantar diversas questões sérias.

O tema principal pode ser a amizade, o retorno doloroso ao passado, a curiosidade sobre a morte e a mistura disso tudo: reencontros, desconfianças, dúvidas e a busca repentina por respostas que o tempo nunca apagou. Vingança. Sim, alguém está querendo se vingar, de forma escondida e ao mesmo tempo, expondo tanto algumas pessoas.
E a imagem de uma pessoa morta tão querida e admirada está em jogo. Seria mesmo Emily tão perfeita?

Não apenas a amizade das Quatro Fantásticas: Emily, Natalie, Madison e Laura. Moças que há dez anos formaram um grupo de amigas íntimas e fortemente ligadas na faculdade. Mais que isso: tornaram-se irmãs na fraternidade, dividiam quartos, conversas, confissões; dividiam suas vidas como nunca antes haviam feito, fosse com a família ou namorados. Elas poderiam ser livres e autênticas.
Embora percebamos que são moças diferentes, de personalidades, estilos, gostos e origens diferentes, a amizade é forte e são essas diferenças que as fazem completas e unidas. Uma sustenta a outra quando existe uma falha. Não existem julgamentos, apesar de desentendimentos comuns entre amigas.

Não existe propriamente um protagonista. Acho que o grupo que um dia fora as Quatro Fantásticas, além de Cole, irmão de Emily e Dylan, um dos melhores amigos de ambos e o marido de Laura integrem o conjunto principal da obra.
Gostei de todas essas personagens, cada uma ao seu modo. Existem também outras pessoas secundárias na trama para complementar tudo.
A protagonista não é apenas Natalie, como parece a um primeiro momento.
Eu arisco dizer que talvez a estrela seja a Emily, a falecida. Porque após uma década, é ela o motivo de um livro ter sido escrito (Fallen Angel) contando a história das Quatro Fantásticas e em como ela, a doce e perfeita do quarteto morrera - causando, além do reencontro de todos os envolvidos a trama completa de Tudo o que ela sempre quis, um reboliço total.

Natalie era a melhor amiga de Emily. Uma o oposto da outra, que por obra do destino dividiram o quarto na faculdade. Enquanto Natalie veio de família humilde e desestruturada e é inteligente, realista e batalhadora, Emily veio de família milionária, harmônica e é ingênua, frágil e superprotegida por todos. Mesmo assim, não é mimada, é um amor de pessoa, muito romântica e cativante. Natalie está sempre se superando e buscando ter sua carreira de médica, precisa ser melhor que suas origens. E ao perceber que Emily está sozinha pela primeira vez na vida no campus da faculdade, involuntariamente passa a ser a sua protetora fora da família.
Madison e Laura terminam em compor o grupo super unido. Elas também dividiam um quarto, próximo ao de Natalie e Emily. Madison é a ousada, corajosa e que pensa muito em ser poderosa. É a mais liberal, esperta e sexy. Laura é bastante diferente, mais pacata e sempre com sentimentos de inferioridade em relação a si, é insegura e se não fosse o apoio das amigas e alfinetadas de Madison nunca perceberia o talento musical ou cuidaria de sua aparência.

Natalie namorou o irmão de Emily, Cole e se apaixonou perdidamente. Porém, ele, ao perceber isso, afastou-se da moça. Laura começa a se interessar por Drew, um amigo em comum de todas. Madison está sempre seduzindo a todos os rapazes, exceto Dylan, amigo de Cole. Dylan, por sua vez admira e ama Emily.
Todos possuem objetivos e sonhos e entre brincadeiras e desentendimentos, são jovens promissores e cheios de energia.
Até o dia em que após uma festa na faculdade, Emily morre. Todos se separam, exceto Laura e Drew que se casam e Dylan (assim como seu irmão gêmeo Josh) continuou a amizade com Cole, que surgira na infância.
Cada um vai para o seu lado construir sua vida. As três sobreviventes das Quatro Fantásticas nunca mais se encontraram, mas nunca se esqueceram do breve, mas intenso momento especial em que conviveram juntas.
Nenhum deles, sem exceção, deixou de pensar em Emily e na tragédia. A fatalidade marcou-os e modificou-os para sempre, cada um a sua maneira.

Então dez anos após o incidente, um autor desconhecido publica um livro contando toda a trajetória da amizade das Quatro Fantásticas e o desastre da morte de Emily, culpando uma das outras três. Inesperadamente estão todos se reunindo novamente, em busca de respostas sobre o que realmente ocorreu. Não foi esquecido. Deixaram de lado, mas na verdade, o caso nunca teve um ponto final.
O destino os une novamente, mas há um buraco entre eles: Emily.
As questões levantadas não são apenas de onde surgiu esse escritor, quem ele é, porque acusa uma delas, nem como ele sabe tanto sobre o quarteto, inclusive fatos muito íntimos! Existem outras dúvidas: quem realmente foi Emily e o que aconteceu com ela naquela noite? E com cada um dos envolvidos?

O mais interessante é que enquanto todos procuram pela solução e a autora vai jogando pistas falsas e verdadeiras, as relações entre eles retornam. Novamente algo se repete: estão sendo obrigados a mudar. São mudanças dolorosas, lembranças tristes e felizes. Reviver algo que os fez sofrer, enfrentar os fantasmas do passado e encarar o próprio futuro.
Enquanto um começa a se lembrar em como a amizade entre todos era algo único e especial, paralelamente as desconfianças entre eles são impossíveis de serem ignoradas e brigas surgem. A cada pista, um novo suspeito. Ás vezes um dos integrantes do círculo de amigos daquela época, em outras pessoas ligadas a eles ou pessoas completamente desconhecidas.
Eu desconfiava de já ter descoberto toda a história, até que no final, a autora me derrubou. E tudo faz sentido! Na verdade, mas que surpresa e suspense, a autora mostra muita ironia e sarcasmo. O que era para ser uma vingança desleal e cruel acaba por si própria entregando toda a verdade mostrando o que realmente aconteceu com Emily. O final é inteligente, apesar de algumas situações serem clichês.

A autora soube explorar muito bem cada personagem, sua visão um sobre o outro, o passado ou Emily.
A narrativa é excelente, agradável, mesmo com um ar pesado nos acontecimentos, existe uma leveza na forma como a autora conta a história, respeitando as diferenças entre cada um e explorando sentimentos e pensamentos diversos, já que o ponto de vista muda de uma personagem para outra de forma sutil e bem estruturada.

Será que a amizade pode ser a mesma após terem se passado dez anos? Pode ser a mesma quando se remexe o passado em busca de respostas após uma tragédia nunca esclarecida que causa dor a todos? Ainda podemos ser os mesmos após nos tornarmos adultos em relação a amizades de quando éramos mais jovens e despreocupados?
E a imagem de uma pessoa pode ser modificada ou será que os mortos podem ter seus segredos descobertos e ainda assim, preservados?

Recomendo o livro não apenas pelo suspense e dúvidas sobre a amizade, mas também pelo romance que existe encaixado à trama, de forma normal, nada meloso.
A vingança pode ser ainda mais dolorosa que as lembranças. A união e amizade podem resistir à tragédia e tantas revelações? Todos possuem segredos.



Booktrailer:


A autora:
Barbara Freethy é autora best-seller de 30 romances.
Em 2011, ela começou a publicar, por conta própria, seus livros e vendeu 1.5 milhões de livros. Nove de seus livros apareceram na lista de best-sellers do USA Today por 41 semanas e muitos deles apareceram, também, na lista do The New York Times.
Tudo O que Ela Sempre Quis é um de seus best-sellers.
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Sorteio:
Quer ganhar o kit cedido pela Novo Conceito? O sorteio vai até o dia 30 de setembro, corra, ainda dá tempo para participar. Boa sorte!



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