Resenha Resenha
20 agosto 2011

666 Caçadores de Demônios, Tim Marvim, Degáspari

Ontem terminei minha leitura de 666 Caçadores de Demônios do Tim Marvim, um dos Escritores Amigos aqui do blog e gostaria de lembrar aos Leitores Viciados que esse ótimo livro será sorteado e as inscrições vão até o dia 10/09 e existem muitas chances de participar!
Leia a postagem da Promo#3 para saber como.

Primeiramente, as informações sobre o livro, para quem ainda não viu:

666 Caçadores de Demônios
Tim Marvim - Editora Degáspari
232 páginas - Lançamento: 2009
Sinopse:
"Um misterioso assassinato no convento de Santa Maria delle Grazie, em Milão, é o ponto de partida desta trama eletrizante e envolvente. Acusado pela morte de frei Abelardo, o jovem Michael vê-se obrigado a fugir do convento para não ser preso e acaba sendo envolvido numa perseguição cinematográfica a fim de escapar não só da polícia, mas de fanáticos religiosos, os quais imaginam que o rapaz descobriu o local onde se encontra o fabuloso tesouro templário. Após ter achado três livros preciosíssimos nos subsolos do convento, Michael começa a investigar o que há de verdade naqueles velhos manuscritos. Para provar a sua inocência, ele precisará desvendar o maior segredo de todos os tempos, um segredo tão terrível, que vem sendo guardado a sete chaves pela igreja há quase mil anos. Após decifrar diversas pistas escondidas pelos cavaleiros templários nas “sete torres do demônio”, Michael descobre aterrorizado que não é apenas a sua vida que corre perigo, mas o destino da própria humanidade.
Livro moderno e dinâmico, repleto de mistérios, lugares exóticos, lances formidáveis e imprevisíveis, este novo romance de Tim Marvim deita um olhar original sobre o eternamente decantado “número da besta”, misturando previsões apocalípticas e profecias de Nostradamus à Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, cartões de créditos, numerologia e códigos de barras. Um livro excitante, que certamente encantará todos os leitores que amam aventuras e enigmas."


Minha resenha:
Para começar, como está escrito atrás do livro, nada é o que parece ser neste enigmático romance cheio de ação, mistérios, suspense e uma pitada de fantástico.
A capa pode dar uma impressão errada do livro. A imagem principal é tão importante que é uma das peças chaves envolvidas no clímax da história, assim como as imagens atrás. Pessoalmente, gostei da fonte principal, mas acho que o fundo deveria ser mais neutro e com menos detalhes. E como muitas pessoas podem vir a pensar, explico que o livro não é sobre vampiros nem algo semelhante, muito menos de terror. Apesar do inferno estar envolvido no enredo, assim como teorias de conspiração apocalípticas, não há nada de assustador ou maléfico na história. Portanto, não tenham medo!

Sobre o título do livro, digo que eu gostei, faz sentido total após terminarmos a leitura. O 666 ambiguamente demonstra que temos algo ligado ao Apocalipse, o número da besta. E ao mesmo tempo representa os enigmas que encontramos durante a leitura, com letras, números e muito mais! Já a parte sobre Caçadores de Demônios representa exatamente o que o protagonista e sua companheira fazem durante a história, assim como os Templários fizeram num ponto passado.

O livro tem ótima qualidade gráfica e a fonte é um pouco menor que a maioria e sua margem também é estreita, ou seja, as 232 páginas poderiam tranquilamente numa diagramação padrão ultrapassar muito mais páginas, o que é bom, porque a história é muito boa. Se fosse mais curta eu reclamaria, pois iria querer mais!
Falando na história, eu adorei tudo! A narrativa é riquíssima e extremamente detalhada, o leitor consegue criar página a página e imaginar cada cenário, cada cena.

No decorrer do livro, vemos algumas fotos orientando nossa imaginação, mostrando os locais históricos verdadeiros por onde passa o protagonista, enriquecendo a narrativa.
Que também é dinâmica, cheia de ação e suspense. É uma mistura de Dan Brown, autor de O Código DaVinci porque percebemos a mesma mistura de realidade, ficção e teorias de conspiração, porém em capítulos mais extensos; e David Gibbins, autor de Atlantis, pois encontramos o mesmo estilo de apresentar dados históricos, mas de forma mais divertida e leve.

Um dos pontos fortes do Tim Marvim, além de nos presentear com um vocabulário rico, criativo e cheio de expressões variadas, é misturar várias fases temporais. Ele intercala na primeira parte do livro o presente com o passado. O protagonista lê os valiosos e raros livros encontrados por acaso, e assim a narrativa pula para quando tudo aconteceu, mostrando fatos históricos misturados à lendas e teorias, sem, no entanto, revelar os segredos que o protagonista tenta descobrir. Achei isso muito inteligente e a melhor forma de nos informar e nos levar a antigas conspirações e aventuras templárias.

Percebemos que o autor fez inúmeras pesquisas exaustivas em diversas áreas, seja histórica ou geográfica, religiosa ou conspiradora. Tudo isso deixa o livro atrativo a cada variada página, nos brindando com informações e curiosidades diversificadas e explicativas, ficção e realidade, passado e presente - uma teia muito fluida e convincente.

O protagonista é acusado injustamente do assassinato de um amigo que acabara de lhe revelar a secretíssima e muito antiga biblioteca templária escondida no convento do qual fazem parte. O que se inicia com um sentimento de honra por ter acesso a esses tesouros literários e históricos e uma imensa curiosidade de Leitor Viciado, Michael nem imagina que esses 3 livros secretos, que não estavam na estante e sim numa mesa em destaque, mudariam para sempre a sua vida e todo o destino da Humanidade. Ele precisa fugir com três livros que guardam um dos maiores segredos história.
Numa corrida frenética e incansável, o inteligente e perspicaz rapaz foge do convento e se envolve cada vez mais num grande mistério, e a cada passo que ele dá, coisas estranhas e inexplicáveis acontecem, e não há mais retorno ou chance de desistir. Sua vida corre risco, a não ser que resolva todos os enigmas e encontre o mais valioso e escondido tesouro da Humanidade: o majestoso tesouro dos Cavaleiros Templários.
Atrás do rapaz, estão fanáticos religiosos, a polícia e... algo mais!! - e aí temos o lado fantástico e muito interessante da história. E um segredo muito mais importante que todo o tesouro procurado, algo também escondido pelos templários, que abalaria a fé cristã, a Igreja e todo o mundo, independente da religião praticada, caso seja descoberto.

No meio do caminho, Michael encontra diversos personagens, sejam pessoas atrás do livros, outras atrás de suas descobertas, uns poucos aliados e uma grande paixão: Michele, que parece esbarrar nele por acaso, uma moça esperta, divertida e atrevida, que tira o rapaz de seu caminho de celibato seguido no convento, para sonhar em ter uma família.
É uma paixão arrebatadora e impensada, dessas somente vistas em grandes romances. Quem vê o jovem casal conhecendo Notredame ou passeando por outros pontos turísticos europeus pode naturalmente imaginar que é um casal em plena lua-de-mel e jamais imaginar que o futuro da Humanidade está nas mãos deles. Michele ajuda Michael a resolver grande parte do mistério.

Ele, através de pesquisas e da leitura dos livros, juntamente de sua inteligencia e cultura, tenta reconstruir o passado para encontrar as "sete torres do demônio", espalhadas por toda a Europa - o caminho que precisa seguir para descobrir o tesouro e a tarefa mais perigosa da história.
Ele faz diversas viagens, visita locais históricos, alguns maravilhosos, outros misteriosos, na tentativa de resolver todas as charadas, levando o leitor a viajar com ele e a tentar imaginar soluções.

Imaginei como esse rapaz conseguiu gastar tanto dinheiro nessa corrida, comprando objetos, ferramentas, lembranças, presentes para a nova namorada, se hospedando em hotéis ou pousadas, alugando quartos, carro, viajando de avião, comendo em restaurantes, lanchonetes... como ele consegue se no início da história, ao tentar negociar a compra de um livro importante, ele diz ter no cartão de crédito um limite de mil euros? Ele estava blefando!! Um rapaz inteligente como ele, sabe blefar! E também, ele pede para um amigo buscar uma pasta para ele, com... dinheiro! E em momento algum, o leitor é informado de quanto é. Imagino que muito! Pronto, resolvida a dúvida dos leitores, pelo que pude observar, lendo na página do livro no Skoob.
A melhor parte do livro, são os momentos finais, onde tudo fica muito mais dinâmico e corrido. Quando o tempo está terminando para Michael. Num certo momento, uma descoberta feita pelo rapaz, um objeto muito famoso e poderoso é encontrado e eu fiquei chocada! Engoli o final do livro e garanto: que final estarrecedor!! Faz valer cada letrinha lida! Inteligente, chocante e deixa o leitor completamente abalado. Foge do "lugar comum", do "felizes para sempre".
Tenho certeza de que eu amaria uma continuação!! Tem de haver, no mínimo, uma segunda parte para aquietar minha mente de Leitora Viciada! Hollywood filmaria toda essa história e seria um arraso!
Eu queria poder comentar as ótimas e melhores partes do livro, mas não posso de forma alguma, entregar os impactantes momentos! Leia, se você curte Dan Brown, é um prato feito para devorar!
Participe do sorteio na Promo#3 e tente ganhar o livro que Tim Marvim separou para o seguidor do blogue sortudo.

Leia um trecho do livro cedido pelo autor em seu blogue:
"Quanto mais lia o diário de Jacques de Molay, mais o rapaz parecia absorvido por aquelas páginas enigmáticas, repletas de informações codificadas, pois os cavaleiros do Templo eram mestres nesta arte. Ainda assim, Michael tinha a esperança de que o grão-mestre revelasse, a qualquer momento e de forma clara, o local para onde haviam levado o tesouro. Alguns parágrafos abaixo, o seu desejo quase se tornou realidade, quando ele leu o seguinte trecho:
“Pouco antes daquele fatídico dia, eu soube que a intenção de Felipe, dito o belo, era se apoderar de todo o tesouro da Ordem para engordar os reais cofres que viviam à míngua, apesar dele extorquir ao extremo os seus infelizes súditos. Ao tomar conhecimento dessa torpe resolução, dei ordens para que o tesouro fosse conduzido durante a madrugada a um local seguro, localizado...”
Desgraçadamente, o texto da página seguinte não fazia o menor sentido lógico com o anterior. Michael interrompeu a leitura, tentando entender o motivo pelo qual Jacques de Molay mudara de assunto assim tão de repente e suspendera a pena no exato momento em que ia fazer aquela revelação crucial. O rapaz achava-se bastante decepcionado, quando seus olhos notaram algo impressionante. Embora as folhas do diário não estivessem numeradas, Michael observou que entre aquelas duas páginas, cujo texto se encontrava truncado, existiam junto à lombada fragmentos de papel rasgado. Ora, isto só poderia significar uma coisa: alguém arrancara dali a folha que explicava onde fora escondido o tesouro do Templo! E fizera isso de propósito, para manter o local escolhido no mais absoluto segredo."

Lá no blogue 666 Caçadores de Demônios, você encontra mais trechos e curiosidades do livro.

Para adquirir seu exemplar, envie um e-mail para: timmarvim@ig.com.br

Lembrando que o autor quer saber a sua opinião!


Página do livro no Skoob, acrescente-o a sua lista de desejos.

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