[Resenha] A Padaria dos Finais Felizes de Jenny Colgan e Editora Arqueiro

A Padaria dos Finais Felizes (Little Beach Street Bakery)
Coleção Romances de Hoje
Jenny Colgan - Arqueiro
Tradução: Thaís Paiva e Stephanie Fernandes
336 páginas - R$ 39,90 (impresso) e R$ 29,99 (ebook)
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Sinopse:
"Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico.
Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas.
Assim, o hobby se transforma em paixão e logo ela começa a operar sua magia usando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor.
A padaria dos finais felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar."

Resenha:
A Editora Arqueiro inaugurou em 2019 a coleção Romances de Hoje, composta por romances contemporâneos em capas alegres, design caprichado e histórias modernas e divertidas, leves e cheias de emoção, empoderamento, inspiração e humor. As protagonistas precisam conciliar múltiplas funções, problemas cotidianos e responsabilidades para alcançarem a felicidade e o sucesso. A coleção possui até o momento seis livros: Desencontros à Beira-Mar (resenha) e Onde Mora o Amor (ambos da Jill Mansell), A Casa dos Novos Começos e O Café da Praia (os dois de Lucy Diamond; O Café da Praia é lançamento de outubro), A Pequena Livraria dos Sonhos (resenha) e A Padaria dos Finais Felizes (estes dois da Jenny Colgan). Os livros são voltados aos fãs de romances contemporâneos, chick-lits e comédias românticas.
Dos seis já publicados, li três e adorei, e nem sou o público-alvo, pois geralmente prefiro filmes que livros dentro do gênero, mas as tramas agradáveis da coleção têm me conquistado; uma excelente escolha para alternar com as leituras que costumo ter.
Não indico a coleção apenas para mulheres, pois são histórias bem-humoradas que envolvem situações cotidianas que podem ser apreciadas por qualquer pessoa, sempre com temas universais, como mudanças e recomeços na vida.


Em A Padaria dos Finais Felizes ou A Pequena Livraria à Beira-Mar, originalmente publicado em 2014, a protagonista Polly Waterford, de 32 anos de idade, se encontra em um momento delicado e decisivo. Ela e o namorado de longa data, Chris, estão totalmente falidos. A pequena empresa de design (ele era a parte criativa e ela, a administradora) não deu mais certo e, portanto, não conseguem continuar com o pagamento da hipoteca do lindo apartamento minimalista próximo ao mar. Todos os planos que fizeram juntos parecem ter dado errado. O jovem casal cheio de sonhos frequentava bares e restaurantes descolados enquanto os negócios eram um verdadeiro sucesso, mas agora, nem consegue pagar as contas.
Se fosse apenas isso (o que já não é pouca coisa mesmo) ainda estariam esperançosos de resolverem os problemas, mas eles não são mais um casal. Mal se entendem, não têm mais nada em comum. O estresse, as dívidas e a expectativa e ansiedade de encontrarem soluções desgastaram muito a relação. Chris não é mais o jovem empolgado de outrora. Polly também mudou e nenhum dos dois está feliz. Decidem se separar e vender o apartamento para aplacarem as dívidas, e enquanto Chris volta a morar com a mãe, Polly nem cogita a mesma ideia. Nada de viver com a mãe novamente, iniciando, então, a batalha árdua pela procura de um aluguel acessível e um novo emprego, mas tudo parece ter mudado nos últimos anos. Polly até poderia morar com a melhor amiga Kerensa ou dividir o aluguel de um apartamento com outros solteiros, mas ela não se sente à vontade com nenhuma das opções.
Polly encontra um aluguel muito barato. Mas é longe de onde vive. Talvez seja disso que Polly precise: uma drástica mudança na vida, já que está sendo obrigada a isso.


Polly segue o instinto e arrisca tudo ao se mudar de Plymouth, a maior cidade da província de Devon, na Inglaterra, para a pequenina Mount Polbearne, uma ilha na Cornualha a aproximadamente 128 quilômetros de distância. Chegando lá, ela descobre que o apartamento é um sobrado em cima de uma padaria desativada. O imóvel está decrépito, mas Polly encontra um refúgio na faxina do local, enquanto faz amizade com os pescadores e conhece o vilarejo. Parece ser, no mínimo, um ótimo lugar para ter um momento de pausa e refletir sobre o que fazer com sua vida. Com tempo disponível, visto que está impossível conseguir um emprego, seu principal hobby aflora cada vez mais, ainda mais sem Chris para criticá-la: fazer pães. Sovar e assar pães e outras iguarias tem sido o prazer de Polly e parece que muitas outras pessoas concordam com a qualidade de suas receitas, pois todo dia um pescador ou local aparece na porta do imóvel atraído pelo aroma que se espalha pela ar da praia. E se Polly focar em transformar um hobby em trabalho? Fazer o que ama e deixar de ser administradora para ser padeira? É necessário coragem e ousadia, mas Polly já começou isso, ao se mudar para a ilhota.
Polly encontra um amigo muito inesperado, um pet completamente inusitado: ela resgata por acaso um filhote de papagaio-do-mar e cuida dele durante a reabilitação, pois o bichinho machucou a asa e não consegue voar temporariamente. É o Neil, um animal adorável e uma personagem que me conquistou.
Mas é claro que as coisas não serão simples: além de todo o risco que um novo negócio pode trazer, ainda mais em um lugar desconhecido, a única padeira do local, a senhora Gillian Manse, está muito insatisfeita com a concorrente intrusa. E o pior: ela é a proprietária do imóvel onde Polly mora e pode expulsá-la!


O livro apresenta narrativa em terceira pessoa e a maior parte do tempo sob o ponto de vista da protagonista, mas em vários momentos foca nos de outras personagens como complemento. A leitura é muito fluida e divertida, do tipo que não se percebe o tempo passar. Eu amei muito o outro livro da autora, A Pequena Livraria dos Sonhos, por isso não exitei em solicitar A Padaria dos Finais Felizes para a Editora Arqueiro, e, basicamente, os dois possuem a mesma fórmula e base, com a diferença de dois anos entre um e outro (na publicação nos Estados Unidos). O lado positivo é que se você curtiu um, também vai adorar o outro.
Por outro ângulo, os livros são um pouco repetitivos. As protagonistas são muito parecidas e estão na mesma situação: perdem o trabalho e precisam encontrar um novo e, em meio a isso, mudam drasticamente de moradia, de um centro urbano para um vilarejo interiorano; ambas tentam abrir seu próprio negócio, seguindo um sonho antigo de fazer algo que ama; conquistam a população local e fazem novas amizades, mudando para sempre a vida de todos ao redor, não apenas as suas próprias; solteiras, encontram potenciais pares românticos locais, um fortão reservado ou um esbelto mais comunicativo; têm a presença de um animalzinho fofo e aprendem a apreciar e até a preferir o novo estilo de vida mais lento, agradável e rústico; têm uma melhor amiga que continua na cidade grande mas visita o interior para dar aquele suporte necessário. Nas duas histórias elas sofrem uma nova desilusão amorosa e pensam em desistir temporariamente do amor até perceberem que ele está em outro ponto.
Por ter lido A Pequena Livraria dos Sonhos, a leitura de A Padaria dos Finais Felizes não trouxe nenhuma grande surpresa, porque praticamente todos os elementos apareceram e se desenvolveram quase que da mesma forma em ambos os livros da autora, mas eu me diverti demais e gostei muito.


A Padaria dos Finais Felizes tem uma trama graciosa, engraçada e despretensiosa, mas que conquista logo no primeiro instante e agrada com um final feliz reconfortante. Uma obra perfeita para momentos em que se enfrenta aborrecimento ou tristeza, pois certamente você terá bons momentos que levantarão seu astral.
O trabalho de Polly é incrível, pois muda a cidade. Ela une a população, e ninguém imaginava o quanto era necessárioApós uma catástrofe, todos se reúnem em prol de uma cidade melhor e a Pequena Padaria à Beira-Mar de Polly é o ponto de encontro, assim como os pães saborosos quentinhos aquecendo os corações das pessoas em meio à tristeza. Prepare-se para sentir água na boca com tantas receitas gostosas, muitos pães, rosquinhas, mel e mais, incluindo focaccias, brioches, ciabattas e croissants. Impossível não sentir vontade de comer algum dos quitutes preparados pela Polly na trama. Você pode até mesmo tentar fazer alguma das receitas, pois elas estão disponíveis no final do livro!
Se você adora histórias divertidas, românticas, protagonistas que seguem seus sonhos mesmo quando tudo dá errado e finais felizes e inspiradores, leia as obras de Jenny Colgan e todas as outras da coleção Romances de Hoje!
Todos os livros da coleção estão lindos. A Editora Arqueiro está fazendo um excelente trabalho gráfico, com diagramação, capas e detalhes modernos e bonitos. Os exemplares são impressos em papel amarelado e possuem orelhas. As obras, escolhidas com eficiência para o público que ama comédias românticas, possuem ótimo trabalho editorial, tanto de tradução como de revisão. A tradução de A Padaria dos Finais Felizes é de Thaís Paiva (também tradutora de A Pequena Livraria dos Sonhos) e Stephanie Fernandes.

A autora:
Jenny Colgan nasceu em 1972, na Escócia, e é autora de comédias românticas, ficção científica e histórias infantis. Seus mais de 25 livros foram publicados em dezenas de países e já venderam mais de 3 milhões de exemplares. Jenny adora bolo, Doctor Who e livros muito, muito longos, quanto mais longos melhor. Mora em Edimburgo com o marido, os três filhos e seu cachorro Nevil.
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Os demais livros da coleção Romances de Hoje: A Pequena Livraria dos Sonhos (Jenny Colgan)Desencontros à Beira-Mar (Jill Mansell); A Casa dos Novos Começos (Lucy Diamond); Onde Mora o Amor (Jill Mansell); e O Café da Praia (Lucy Diamond).




6 comentários

  1. Oi, Tati
    Não li nenhum dos dois mas eu gostei porque eu adoro enredos assim, principalmente que parecem chick-lit. Não me importo muito se as histórias são parecidas, acho que se deu certo em um, pode dar certo em outro. Não vejo a hora de ler!
    Beijo
    Estou fazendo minha coleta de dados para o meu TCC. Então convido você a responder mais uma pesquisa (é a última, prometo)
    Pode enviar para o pai, irmão, amigos, TODO MUNDO PODE RESPONDER! Quanto mais melhor, please.
    Responder o formulário
    Capítulo Treze

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    1. Oi, Miriã, respondi seu formulário, desejo boa sorte no projeto! Sim, a fórmula deu certo em ambos os livros, recomendo os dois. Obrigada pela visita!

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  2. Oi Tati, não sabia dessa nova empreitada da Editora Arqueiro, ando meio por fora dos lançamentos, porque geralmente sou das que preferem ver o filme, como você sitou né!
    Mas eu tenho curtido muito as resenhas e até mesmo as capas, acho que tem razão, perfeito para ler entre uma leitura e outra.

    Beijos Mila

    Daily of Books Mila

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    1. Olá, Camila, a coleção Romances de Hoje está bem legal, leve e divertida, mesmo eu sendo uma pessoa que prefere comédia romântica nos filmes que nos livros. Abraço.

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  3. Olá...
    Adorei a sua resenha!
    Sempre esbarro com esse livro por aí, mas, ainda não tinha lido nenhuma resenha sobre. Pelos seus comentários parece ser uma leitura agradabilíssima e com certeza me deu vontade de ler também.
    Dica anotada!

    Amei tanto o seu blog que estou seguindo...

    http://coisasdediane.blogspot.com/

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    Respostas
    1. Oi, Diane, fico feliz que tenha gostado do blog! Os dois livros da Jenny Colgan publicados pela Arqueiro são muito legais, se você curte comédia romântica e chick-lit vai gostar. Abraço.

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