Contos de Imaginação e Mistério, Edgar Allan Poe, Editora Tordesilhas

Contos de Imaginação e Mistério
Edgar Allan Poe - Editora Tordesilhas
Ilustração: Harry Clarke
Tradução: Cássio de Arantes Leite
424 páginas - Ano: 2012 - R$59,90
Edição de luxo, ilustrada, com capa dura e sobrecapa.


Sinopse:
"Em 1919 a editora londrina George G. Harrap & Co. lançou uma antologia de contos de Edgar Allan Poe, que àquela altura já era reconhecido como o pai das histórias de suspense e mistério. A edição, porém, não se limitava a reproduzir as narrativas: luxuosa, ela foi ilustrada pelo irlandês Harry Clarke (1889-1931). É exatamente essa edição que o selo Tordesilhas lança no Brasil, mas com um precioso acréscimo: prefácio de Charles Baudelaire (1821-1867), primeiro tradutor de Poe para o francês e a reconhecer a genialidade do escritor norte-americano.
Contos de imaginação e mistério chega às livrarias brasileiras junto com o lançamento do filme O corvo (The Raven), dirigido por James McTeigue e estrelado por John Cusack (no papel de Poe, que é acusado de ser um serial killer que executa suas vítimas conforme o enredo dos contos). O livro apresenta 22 magníficas histórias de suspense, repletas de cenários lúgubres, clima sobrenatural e de horror.
No livro, narrativas célebres como “Os assassinatos na Rue Morgue” (sobre o mistério do brutal assassinato de duas mulheres em Paris, investigado e solucionado pelo detetive Dupin), “O poço e o pêndulo” (sobre um herege preso e torturado pela Inquisição) e “A queda da casa Usher” (o narrador, hóspede da lúgubre mansão, descreve a melancólica estranha decadência de uma família) estão ao lado de outras menos conhecidas ou citadas, mas nem por isso menos brilhantes: “Os fatos no caso do sr. Valdemar” (no qual o protagonista permanece hipnotizado enquanto morre, podendo assim “assistir” à própria morte), “Silêncio: uma fábula” (longo diálogo entre o demônio e o narrador) e “Leonizando” (narrativa de viés absurdo, em que a personagem e obcecada pelo estudo do nariz). São 22 histórias, ao todo.
Além das ilustrações de Clarke e do prefácio de Baudelaire, o volume traz ainda rigorosa referência das edições onde os contos foram publicados pelo primeira vez."


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Trecho de degustação:
"Durante todo um dia carregado, silente e soturno no outono daquele ano, quando as nuvens pairavam opressivamente baixas nos céus, eu passava sozinho, a cavalo, por um trato de terra singularmente desalentador; e em pouco tempo me vi, ao cair das sombras do anoitecer, diante da melancólica Casa de Usher. Não sei dizer como foi — mas, ao primeiro relance do edifício, uma sensação de insuportável desespero invadiu meu espírito. Digo insuportável; pois a impressão não era aliviada por nada desse sentimento parcial de prazer, pois que poético, com que a mente normalmente recebe até mesmo as imagens mais austeras de desolação ou dissabor. Contemplei a cena diante de mim — a mera casa, e os simples aspectos panorâmicos da propriedade — as paredes nuas — as janelas vagas semelhantes a olhos — o capim esparso e espesso — uns poucos troncos esbranquiçados de árvores fenecidas — com uma depressão de alma tão absoluta que não a posso comparar mais adequadamente com nenhuma outra sensação terrena senão com o estado pós-onírico daquele que se entregou às dissipações do ópio — a amarga recaída na vida cotidiana — o hediondo cair do véu. Havia uma gelidez, uma prostração, uma repulsa no coração — uma irremediável consternação do pensamento que estímulo algum da imaginação podia instigar ao que quer que fosse de sublime. O que era isso — parei para pensar — o que era isso que me debilitava ao contemplar a Casa de Usher?"
(“A queda da casa de Usher”)

Críticas:
“O homem e sua obra, ambos ocupam um lugar importante na história da fantasia, pois Poe criou um gênero diferente, sem precedentes, e, me parece, levou o segredo consigo. Podemos chamá-lo de ‘chefe da escola da estranheza’.” – Júlio Verne

“Os contos do Poe estão entre os grandes responsáveis pelo despertar do meu interesse pela escrita, por sua capacidade quase inigualável de construir maravilhamentos na imaginação do leitor. É a mesma qualidade que encontramos em obras como Moby Dick ou Grande Sertão: Veredas.” – Daniel Galera

“O crítico de trabalhos de fantasia mais filosófico, exigente e destemido que a América já conheceu.” – James Russel Lowell

“Cada um dos contos policiais de Poe é uma raiz, da qual desabrocha uma literatura inteira... O que eram os contos policiais antes que Poe aparecesse e soprasse vida neles?" – Arthur Conan Doyle

“Uma mente inteligentíssima.” – H. G. Wells

“Ele se aventurava pelos porões e pelas catacumbas, pelas mais terríveis passagem subterrâneas da alma humana. Ele ecoava o horror de sua própria catástrofe.” – D. H. Lawrence

“Poe é uma espécie de Hawthorne em delirium tremens.” – Leslie Stephen

O autor:
Edgar Allan Poe nasceu em Boston, Estados Unidos, no dia 19 de janeiro de 1809. Filho dos atores de teatro Elisabeth Hopkins e David Poe, foi adotado em 1811, quando sua mãe faleceu, pela família do comerciante John Allan, que lhe proporcionou boa formação: estudou em internatos de Londres – onde Allan abriu filial de seus negócios – e Stoke Newington. Depois de breve passagem pela Universidade de Virginia e pela academia militar de West Point, em 1827 Poe publicou seu primeiro livro: Tamerlane and Other Poems, com versos escritos aos catorze anos. Em 1833, The Saturday Visitor premiou seu conto “Manuscrito encontrado numa garrafa”. Três anos depois casou-se com a prima Virginia, época em que passou a escrever as mais célebres narrativas de terror e suspense do século XIX – são 67, ao todo. Também ensaísta, crítico e jornalista, colaborou em diversas publicações literárias, chegando a fundar, em 1841, uma fracassada revista. Sempre envolvido em dívidas, jogos e alcoolismo, é encontrado inconsciente numa rua de Baltimore, falecendo no dia 7 de outubro de 1849.

O ilustrador:
Henry (Harry) Patrick Clarke nasceu em Dublin, Irlanda, em 17 de março de 1889. Adepto do movimento irlandês Arts and Crafts, estudou na Escola de Artes de Dublin e no Colégio de Artes de South Kensington, onde obteria, a partir de 1911, três medalhas de ouro consecutivas por suas criações em vitrais. Em 1914 sua tela O batismo de são Patrício foi exposto no Louvre. No mesmo ano lhe encomendaram a execução dos vitrais da capela de Honan, em Cork, Irlanda. Um ano depois passou a atuar como ilustrador de livros. De sua produção gráfica destaca-se a série de estampas que criou para a antologia Contos de imaginação e mistério, de Edgar Allan Poe, às quais se seguiram as criações para obras de William Butler Yeats, Alexander Pope, Hans Christian Andersen, Wolfgang Johann von Goethe, Charles Perrault e Algernon Swuinburne. Reconhecido como um dos precursores do Art Nouveau, Clarke morreu em decorrência da tuberculose no dia 6 de janeiro de 1931, em Coire, Suíça.

9 comentários

  1. Essa é daquelas edições que todo fã do autor tem que ter! Poe é sensacional e seus textos são de gelar! O meu conto favorito dele é "A Máscara da Morte Rubra".

    Beijos!
    http://policialdabiblioteca.blogspot.com/

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    1. Vergonhosamente repito: nunca li nada do Poe!!! Por isso me interessei logo por este livro. Beijos.

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  2. Ta perdendo tempo em não ler. Seus contos são pequenos, em uma sentada você lê inúmeros contos.

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  3. Olá, você poderia postar o índice indicando quais contos estão contidos na obra?
    Obrigado

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    1. Oi, infelizmente não posso, pois não possuo o livro. Você pode entrar em contato com a editora e perguntar a eles: http://www.tordesilhaslivros.com.br/contato/
      Beijos.

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  4. Olá, alguém pode me dizer se a edição tem folhas brancas ou amareladas?

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    1. Infelizmente eu não sei informar, pois nunca vi o livro ao vivo. Vamos esperar e ver se alguém responde. Beijos.

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  5. Folhas amarelas o livro e lindo logo postarei os contos boa tarde obrigado.

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  6. Boa tarde as folhas são na cor amarela, logo postarei os contos o livro e lindo...

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