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17 de abril de 2012

Exposição em SP: Jorge Amado e Universal, Um olhar inusitado sobre o homem e a obra

Jorge Amado e Universal: Um olhar inusitado sobre o homem e a obra
De 17/04 a 22/07
Loca: Museu da Língua Portuguesa
Endereço:Praça da Luz, s/nº, Centro, São Paulo
Tel.: (11) 3326-0775
Ingresso: R$ 6 (pagamento somente em dinheiro); aos sábados a entrada é franca

O ícone da literatura brasileira Jorge Amado, que completaria 100 anos em agosto, é tema de uma exposição realizada pelo Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Entre os dias 17 de abril e 22 de julho, os visitantes terão acesso a objetos que deram vida ao imaginário do escritor baiano.

Com expografia de Daniela Thomas e Felipe Tessara, a mostra é dividida em módulos, cada um voltado a algum aspecto da vida e da obra de Amado. O primeiro aborda os personagens criados por ele, com destaque para Gabriela e Nacib ('Gabriela Cravo e Canela'), Dona Flor ('Dona Flor e Seus Dois Maridos'), Pedro Arcanjo ('Tenda dos Milagres'), Antonio Balduíno ('Jubiabá'), Guma e Lívia ('Mar Morto'), Santa Bárbara ('O Sumiço da Santa'), Quincas ('A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água'), o Menino Grapiúna e os capitães da areia, de livros homônimos. A instalação das fitinhas fica na mesma sala, com nomes de outros cem personagens.

O segundo módulo é dedicado à atuação política de Jorge Amado, que foi deputado federal por São Paulo, e o terceiro aborda dois temas caros ao escritor: a miscigenação e o sincretismo religioso. Há ainda um espaço dedicado à malandragem e à sensualidade, aspectos frequentemente presentes em seus livros, e outro que aborda as belezas e os problemas da Bahia, tais como retratados pelo autor. A mostra traz ainda uma seleção de depoimentos de familiares, artistas, amigos e críticos - entre eles está o do atual dono do Bar Vesúvio, em Ilhéus, que conta que Nacib e Gabriela foram inspirados em personagens reais. A popularidade internacional de Jorge Amado também será contemplada na exposição, que apresentará edições publicadas em diversos países de seus livros.

A exposição, que ocupa o primeiro andar do museu e parte do segundo, reúne fotografias, documentos, cartas e ilustrações, como a que o artista plástico Poty fez para 'Capitães da Areia'. E traz também as típicas camisas floridas do escritor, garrafas de dendê, cacau torrado e armações metálicas que remetem ao Solar do Unhão, à praça Castro Alves e a algumas residências soteropolitanas. A curadoria é de Ana Helena Curti e a direção geral, de William Nacked. Parte das comemorações oficiais do centenário, chanceladas pela Fundação Casa de Jorge Amado, a mostra fica em São Paulo até 22/07 e depois vai para o Museu de Arte Moderna da Bahia. Lá, ficará em cartaz de 10/08 a 14/10.


Fonte: Estadão, G1 e Clube Alfa Abril - 16/04/2012

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