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XV Bienal: a presidente lança o programa Livro Popular e enfrenta manifestação de estudantes


Dilma Rousseff com o cartunista Ziraldo na abertura da Bienal do Livro:
programas de estímulo à leitura
(Roberto Stuckert Filho/Divulgação)
A presidente Dilma Rousseff abriu nesta quinta-feira a Bienal do Livro do Rio de Janeiro com medidas de estímulo à leitura. No Riocentro, a presidente assinou o Plano Nacional do Livro e da Literatura e lançou o programa Livro Popular. O programa, coordenado pela Biblioteca Nacional, terá recursos de 36 milhões de reais do Fundo Nacional de Cultura para subsidiar a produção e a distribuição de livros que custarão até dez reais.


Depois de ser recebida com uma manifestação de estudantes de escolas federais do Rio de Janeiro que reivindicavam mais verba para a educação e melhores salários para os professores, Dilma fez um discurso sobre a importância da educação e da cultura. “Sei que para erguer uma nação é preciso dar valor adequado à educação e à cultura”, disse. A presidente também fez menção ao governo Lula, que iniciou um esforço de melhoria na educação. “Fizemos um grande esforço para aprimorar a qualidade, da creche à pós-graduação”.

Bienal - Pela primeira vez a Bienal foi aberta pelo presidente da República, em uma edição que consolida o evento como uma festança da leitura. Desde sua criação, em 1983, a Bienal do Livro teve seu tamanho multiplicado mais de dez vezes. O número de expositores passou de 86 para 950, o evento mudou-se do Copacabana Palace para o Riocentro – onde vai ocupar 55 mil metros quadrados. Os números impressionam. Desta quinta-feira até o dia 11, passarão por lá 650 mil pessoas, público semelhante ao esperado no Rock in Rio, que terão acesso a 125 mil títulos e comprarão 2,5 milhões de livros.

Esse sucesso deve-se a uma mudança conceitual. A Bienal deixou de ser um evento apenas das editoras para ganhar a dimensão de showbizz, com atrações para todas as idades. Além das já tradicionais sessões de contação de histórias para crianças, e de bate-papo com autores, haverá pela primeira vez um espaço especial para os adolescentes.

Jovens - O Conexão Jovem é a prova da força da literatura infanto-juvenil, com convidados de popularidade de ídolo pop. Hillary Duff, a linda atriz dos seriados Lizzie McGuire e Gossip Girl, estará no Riocentro no domingo, falando sobre seu livro, Elixir. Allyson Noël, da série Os Imortais, também tem passagem confirmada pelo evento, assim como Lauren Kate, da trilogia iniciada com Fallen, e a best seller brasileira Thalita Rebouças, que explodiu com a série “Fala sério” e já vendeu mais de um milhão de livros.

A preocupação de consolidar o gosto pela leitura no mundo digital resultou em espaços interessantes. Maré de Histórias é um espaço interativo, em que os visitantes poderão acessar textos através de painéis touch screen. E a Bienal Digital dará uma amostra do potencial do livro eletrônico, permitindo ao público manusear tablets das 20 principais marcas disponíveis no mercado e acessar através deles obras selecionadas.

O espaço Mulher e Ponto foi criado em 2009 e, este ano, terá 15 debates sobre temas como sexo, bullying, envelhecimento e humor, além de literatura. E atores conhecidos darão vida a textos clássicos em leituras dramatizadas que fizeram sucesso na última Bienal.

Alunos e professores do Colégio Pedro II e da UFRJ protestam(Marcos de Paula/AE)
A manifestação dos estudantes
A cerimônia de abertura da Bienal do Livro do Rio de Janeiro foi tumultuada por uma ruidosa manifestação de cerca de 500 estudantes de escolas federais do estado, em greve há três semanas. A concentração começou cedo, em frente ao auditório em que se realizaria a abertura oficial, com presença da presidente Dilma Rousseff, do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes. São alunos do Ensino Médio do Pedro II, Instituto Federal do Rio, Instituto Federal Fluminense e Instituto Nacional de Educação de Surdos, que protestaram com apitos, gritos e palavras de ordem como "Professor é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo". Faixas e cartazes pedem 10% do PIB para a Educação e plano de carreira para os professores.


Para tentar desmobilizar o protesto, o ministro da Educação, Fernando Haddad, aceitou receber uma comissão de dez estudantes para ouvir as reivindicações. A reunião durou 15 minutos. Segundo Gabriela Nascimento, de 18 anos, estudante do Pedro II do Centro, o ministro disse à comissão que só aceitou recebê-los para tentar desmobilizar a manifestação. Não conseguiu. A organização da Bienal teve que chamar o Batalhão de Choque para dispersar os estudantes. A cerimônia, que estava prevista para as 15h30m, começou com mais de uma hora de atraso.

Fonte: Veja

2 comentários

  1. Parabéns pela postagem... eu era um dos manifestantes e posso dizer que me sinto orgulhoso do que fiz... estou orgulhoso de fazer parte da Família Pedro II...

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  2. Wellington, parabéns a vocês, por correrem atrás de seus ideais!

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